Encontrando a forma para sair da fôrma

Novembro 12, 2009 por lorymoreira

A nossa língua portuguesa acaba de passar por uma reforma ortográfica e eu, pouco antenada ao mundo da gramática, ainda não consegui estudar quais foram as mudanças que, com certeza, acarretarão ou em velhas palavras escritas de forma diferente por mim ou em uma Lorena que escreve como uma velhinha do século passado, tipo aquele pessoal que eu criticava porque ainda escrevia farmácia com ph… nada como o tempo pra nos mostrar que julgar o outro sempre é um troço que vai e volta…

Enfim… essa história toda é pra falar de duas palavrinhas que, na gramática do século passado (aí Jesus, já estou quase admitindo que estou ficando obsoleta), têm uma diferença muito sutil: forma e fôrma.

Minha versão "Ben´t el baladi"Como já contei a vocês, vou mesmo dançar um baladi na festa de 15 anos de dança de Bela. E pra não repetir antigos erros, me dediquei a ouvir muito minha música, coreografar apenas pequenos trechinhos, improvisar bastante e, lógico, estudar muitos vídeos do estilo para me inspirar.

E foi estudando pelo youtube e por DVDs que tenho em casa que descobri que existem diversos estilos de baladi, o que me deixou meio brôca de início, mas que depois foi só revisar a aula da Roxxanne Shelby para entender.

Se a gente assiste a Fifi Abdo e a Mona Said, por exemplo, dançando baladis, a gente tem uma dança mais carregada, mais cheia e intensa. São movimentos mais “pesados”, cheios de uma ginga muito própria e marcante. Os pezinhos estão quase sempre no chão, a variação de movimentos é discreta e a base são os quadris bem marcados.

Mas se a gente parte para estudar a Soraia Zaied, por exemplo, a gente já encontra uma dança mais elaborada, cheia de movimentos e pé na meia-ponta.

Me lembro que a Roxy falou que quando o baladi é levado pro palco, podem ser adicionados elementos como estes inseridos pela Soraia. Ela disse que não há certo, nem errado, que o baladi era muito mais um sentimento, uma dança mais rústica (não foi essa a palavra que ela usou, mas eu acho que ela cabe perfeitamente bem a proposta) do que simplesmente usar uma galabia.

Bom, aí partir para estudar também um baladi da Aysha Almée que é simplesmente lindo e depois fui ver a Maria Aya que amo! E foi assistindo esta última que me caiu uma grande ficha (outra coisa que denuncia minha existência obsoleta – as fichas não existem mais): alguns baladis que assisti no youtube e que a gente vê por aí estão atendendo à lógica do mercado porque simplesmente dançar com pé no chão e ficar só fazendo oitinho e shimmies “é muito pobre”. E dá-lhe milhões de movimentos juntos, pé na meia-ponta e haja motor pra tanto quadril! É uma dança que cabe numa fôrma porque tem que ser vendida.

Bom, o meu baladi e a minha dança vão ter que ser da minha forma, do jeito que meu corpo pede e dentro das minhas possibilidades criativas. Não tenho interesse em ser mais uma de tantas meninas que dançam iguais, nem tão pouco quero ser uma imitação de alguém. Mas também reconheço que é humanamente impossível fugir de alguns apelos modernos, até porque, vivo nessa mesma sociedade que nos imprime um código de barras na testa quando nascemos. E aí se encontra o meu desafio de sempre: encontrar uma forma de não ficar simplesmente restrita a fôrma – de transcender.

E agora a pergunta que não quer calar: as palavras forma e fôrma foram modificadas com a nova reforma ortográfica? Alguém sabe? Alguém viu? Tomara que elas continuem assim diferentes na escrita porque elas são muito distintas na essência!

Upgrade de quadril

Novembro 8, 2009 por lorymoreira

Faz um tempo que venho desejando um upgrade de quadril, mas não necessariamente aprender movimentos novos. Queria mesmo era uma bela revisão daquilo que já faço – certo ou errado, mas já faço.

73506119

E foi pensando nisso que, né de hoje, queria fazer aulas com Marcos Ghazalla porque, até hoje, não conheci ninguém aqui na Bahia com maior poder no quadril do que este homem.

Sabendo de sua dedicação aos estudos e tendo boas referências dele como professor, consegui juntar um grupinho legal para tomarmos aulas quinzenais com ele.

A proposta é que ele faça um trabalho individual mesmo estando em grupo, focando nas necessidades de cada uma.

Conseguimos um precinho bem justo e começamos nesta sexta-feira mesmo!

Bom, como posso descrever a aula que tive?

Talvez uma verdadeira revolução na maneira de experimentar os mais simples movimentos da dança do ventre.

O fundamento básico da aula de Marcos é a contração praticamente constante do ventre. Completamente diferente de tudo que aprendi até aqui – que exigia um quadril “molinho” no seu aspecto mais literal.

Fazendo essa aula com ele que me dei conta do pouco domínio que tenho dessa região mesmo após 6 anos de aulas regulares de dança do ventre.

Ao mesmo tempo que isso é assustador, é excitante. Explico.

Assustador é pensar que tudo que aprendi até aqui pode ser executado com outra intenção e que essa intenção torna o mesmo redondinho completamente diferente daquele com que tive contato nas minhas primeiras aulas lá em 2003. Aceitar essa desconstrução daquilo que eu achava que já sabia talvez seja mais difícil que o próprio redondinho sem o desencaixe e com a contração do ventre.

Mas, tudo isso também é excitante na medida em que uma nova forma de fazer se apresenta diante de mim, mostrando que nada é estanque e tudo é um mundo de infinitas possibilidades e, neste mundo, com certeza há espaço para diversas maneiras de se executar um mesmo movimento e que uma maneira não exclui a outra – há espaço para a diversidade.

Além do trabalho de quadril, Marquinhos trabalhou uma sequência de deslocamento linda – que me bati toda pra fazer lá, mas que depois, aqui em casa, saiu tranqüila. Nada como um corpo descansado pra produzir melhor…

Tenho um montão de coisa pra estudar até a próxima aula, que será no final do mês. Gosto dessa sensação de estar sempre aprendendo, de poder refinar a minha dança e de me sentir evoluindo – ainda que pra isso tenha que dar vários passos pra trás.

Beyoncé – por que não?

Novembro 5, 2009 por lorymoreira

A Samya-Jú, quando esteve aqui em Salvador em 2008, disse: “vão estudar outras coisas que não sejam só dança do ventre. Que tal dar uma olhadinha nas divas contemporâneas da música?”

Na época não liguei muito pra essa informação, mas agora estou revisando as dicas que deixei pra trás e estou descobrindo um universo de possibilidades corporais bem interessantes.

Comecei a estudar outros vídeos e me dei conta de que tudo pode ser recriado e ajustado a dança do ventre, mas é preciso ter peito de ousar… ainda não cheguei lá, mas consigo identificar boas inspirações.

Vamos começar pela Beyoncé?

Figurino inspiradorAntes de mais nada vamos dizer que essa moça já serviu de inspiração pra Soraia Zaied sem a gente saber. Observem o figurino ao lado e vejam se não é idêntico ao utilizado pela brasileira no vídeo do Festival do Cairo de 2007?

A gente se engana achando que nossas musas da dança do ventre só estudam dança egípcia…

Mas vamos aos vídeos… Escolhi alguns que mais me chamaram a atenção, seja pela coreografia, seja pela produção ou pela utilização de passinhos bem cara de dança do entre.

Pra começar, um que adoro! Especialmente a parte e que ela aparece se abanando com um leque de notinhas de dólar. Coisa podre de chique! Risos! Como o nome da música, a Beyouncé é uma diva e não tem a menor dúvida a respeito. Tem atitude na sua dança, sensualidade e umas poses fantásticas (momento especial no tempo 02:50) que podem ser recortadas e colocadas em moldura… coisa que a gente precisa aprender mais a fazer na nossa dancinha, hein meninas? Observem também a caminhada segura e sensual do final do clip. Um arraso.

Pra babar com ondulações e cambrês fantásticos, além de um quadril hiper-poderoso (o que é isso que essa mulher tem nas ancas?). Sim, e muita produção e glamour! Maquiagens e cabelos invejáveis:

A Beyoncé tem uma coisa assim “Mamãe, já nasci diva!” que acho fantástica. Essa produção é maravilhosa e a coreografia tem passinhos bem legais de serem incorporados a nossa dança, pois são mais leves e menos carregado pelo viés dela que é, notadamente, o street dance e breaking.

E pra fechar, vamos combinar que ela arrasa nas coreografias?

E aí? Você encara ou corre? Risos!

Dica literária – Comer, Rezar e Amar

Novembro 3, 2009 por lorymoreira

ComRezAmNovoOKTá a fim de uma leitura light, divertida e que, de quebra ainda traga boas questões para refletir referentes a sua nada mole vidinha de mulher?

Então recomendo o delicioso Comer, Rezar e Amar da Elizabet Gilbert.

Após um divórcio traumático, a autora pede demissão do emprego e viaja em busca dela mesma através da boa comida (na Itália), da prece (na Índia) e, de uma aventura xamânica de onde também surge um amor inesperado (Indonésia).

Esse livro é uma prova dos diversos caminhos que a gente pode percorrer para ser feliz. Ele me lembra uma colega de dança que outro dia me disse que resolveu dançar porque resolveu ser feliz…

Ele arrasa!

Novembro 1, 2009 por lorymoreira

A peneira da peneira da peneira…

Outubro 30, 2009 por lorymoreira

Outro dia a Roberta Salgueiro fez uma listinhas dos 5 vídeos de dança do ventre no youtube que mais mexem com a cabeça dela. Gostei da idéia de fazer essa peneira e pensei em imitar, só que modificando um tiquinho a idéia original (licença, viu, Ró?).

Consegui organizar uma lista de reprodução no youtube com os vídeos das 15 bailarinas brasileiras que mais admiro. Não necessariamente aquelas que me inspiram, mas aquele trabalho que faz a gente ficar de olho cheio, sabe? Seja pela leitura musical, seja pela beleza cênica, seja pelo conjunto da obra.

Nur - brasileira que arrasa!

Nur - brasileira que arrasa!

Já faz um tempo que tento organizar essa lista, mas é difícil pacas! Tinha tentado fazer com apenas 10 mocinhas, mas não consegui de jeito nenhum! Então, aumentei pra 20, mas depois, peneirando de novo, resolvi tirar 5 das moças que estavam por lá e só deixar mesmo aquelas que são o must!

Mesmo assim, ficou muita gente boa de fora. Mas a intenção não é colocar todo mundo que arrebenta apenas, mas aquelas que estão com um vídeos de boa qualidade porque, convenhamos, isso é fundamental pra que a gente possa estudar as belezuras, né não?

Então, meninas, vão lá, futuquem e depois voltem aqui pra dar pitacos, tá bom?

Beijocas!

O perfume e a dança

Outubro 25, 2009 por lorymoreira
Perfume é uma segunda pele

Perfume é uma segunda pele

Muitas mulheres se preocupam com coisas demais quando vão dançar. Não basta só ter uma coreografia. É preciso estar bem maquiada, com cabelo e unhas impecavéis, figurino bonito, pele hidratada e bijouterias de acordo.

Ótimo! Não tenho nada contra esse ritual. Acho que a dança, inclusive, me ajudou a despertar mais essas coisas femininas, na medida em que passei a ter um ritual de preparação anterior às apresentações repletos de óleos aromáticos e cremes hidratantes pro cabelo – coisa que nunca tive muita paciência de fazer.

Mas o que queria falar hoje com vocês é de uma coisa que pouca gente pára pra discutir: que perfume usar para dançar.

Já vi discussões dessas quando se trata de uma apresentação em grupo. Geralmente a pró escolhe uma fragância só para todas as meninas e, assim, entram as mocinhas no palco, cheirosas de um cheiro só. Abençoada seja essa pró!

Outro dia quase tive um piripaque (na linguagem baiana = crise histérica ou interrupção momentânea dos sentidos). Foi no Bahia Orient Festival. O camarim tava lá lotado de mulher. O espaço era minúsculo pra quantidade de gente. Não tinha ar-condicionado, nem sequer um reles ventiladorzinho. Aí alguém resolveu passar perfume dentro do camarim. Quando a primeira criatura pegou o perfume, todas as outras se lembraram do ítem e foi um tal de passa perfume de um lado e passa perfume de outro (cada uma com o seu, óbvio) que a sala ficou impestiada. Saí sufocada. Não dava pra suportar.

Na minha bolsa, carregava um aromatizador de ambientes, desses que a gente compra em loja de cama, mesa e banho mesmo. Do lado de fora do camarim, coloqui-o em meu véu e deixei o bichinho lá, enroladinho. Não passei mais perfume nenhum. Não queria uma briga horrorosa entre meu Thierry Mugler e o aromatizador da Riachuello.

perfume1

Vocês podem me achar louca, mas eu acho que um perfume ruim ou em excesso pode estragar uma dança.

Já presenciei isso. Uma menina linda, dançando uma música linda, mas com um cheiro tão sufocante que estava contando os segundos pra ela acabar logo pra ficar livre daquele horror olfativo.

Eu não sei quanto a vocês, mas eu opto por pouco perfume ou, no caso de aromatizadores de véu, por fragâncias suaves.

Olfato é complicado. Cada um com suas sensibilidades.

Minha mãe por exemplo, passa mal com perfume muito doce. De enjoar mesmo. Disse que isso começou na minha gestação e nunca mais foi embora.

Não puxei a ela. Acho que ela enjoou tanto que fiquei livre disso, mas convenhamos, não dá pra entrar numa sala pequena, pra dançar pertinho das pessoas, com um cheiro tão forte a ponto de causar enjôo no público.

Tenho um segredinho: uso um tiquinho de um perfume bem bom. Ou o Angel (Thierry Muller) ou o Amarige (Givenchy). Eles dois são daquelas jóias em estado líquido que vendem em frasquinhos e dão o nome de perfumes.

Perfumes bons são caros, mas se você faz tanto investimento com roupa, cabelo e maquiagem, por que vai usar perfume barato?

Existem opções nacionais de marcas como O Boticário e Natura que são primorosos também. Pesquise aquele que te deixa linda e invista.

Perfume não é só um acessório. É uma segunda pele. Ele precisa ser bem escolhido e ter a ver com sua personalidade – precisa “caber” em você.

200483459-001Mais tem algumas opções que são caseiras e podem ser deliciosas também:

1. Seiva de alfazema – é super popular, todo mundo gosta, tem cheiro de banho e nem que você derrame um frasco em cima de seu corpo, vai ficar com cheiro excessivo. Aqui na Bahia é muito usada pra purificar o corpo nas festas populares do sincretismo religioso. Axé!

2. Alecrim – compre alecrim selvagem na feira. Deixe dormir um ou dois dias na água dentro de um borrifador. Use no véu. Além de cheiroso, espanta energia negativa e é considerado a planta da felicidade. Óia que propício!

3. Do mesmo jeito que você fez com o alecrim, faça com canela e cravos. O cheiro é delicioso, mas bem forte, então cuidado pra não exagerar, ok? Dizem que é afrodisíaco… que tal testar?

4. Se você for homem, meu bem, está em larga vantagem na nossa frente. Nada como um cheiro masculino numa sala cheia de mulher! Aposte nas fragâncias que tem cheiro de macho mesmo. A gente a-d-o-r-a! Nada de usar perfumes de mulher. É homem e vai encarar a dança do ventre? Encare-a como tal. Tenho certeza que vai fazer muito mais sucesso.

5. Cuidado com a mistura de hidratante + perfume. Hidratantes da Victoria Secret, por exemplo, não cabem com mais nada. Tome banho deles e basta. Vai ficar cheirosa e arrasar. Cuidado só pra não ficar melequenta. Se a música for comprida e você transpirar demais, corre seriamente esse risco.

6. Alguns produtos de cabelo também são o ó do borogodó. Você fica com aquele cheiro impregnado. Se for dar relaxamento ou aquelas escovas que têm fragância, cuidado. É melhor não arriscar colocar mais perfumes por cima.

7. Quando você tiver achado Aquele perfume, adote-o. Associar um cheiro fixo a você é uma estratégia excelente. Já pensou: “lá vem aquela menina com cheiro de flor”…

Agora me contem as experiências de vocês, que perfume usam, o que não gostam de usar e o que mais tiverem vontade.

Beijinho!

Divulgação – Luana Mello em Salvador

Outubro 22, 2009 por lorymoreira

pin-up

Inspire-se

Outubro 20, 2009 por lorymoreira

Escolhendo o que dançar

Outubro 16, 2009 por lorymoreira

Eu dançando Daret el Ayam

Eu dançando Daret el Ayam

Então, meninas… não sou uma bailarina profissional e, tão pouco, tenho uma agenda recheada de eventos, por isso, quando tenho que fazer um solo,  escolher a música é sempre um processo – porque não basta que seja boa, é preciso que seja especial.

Dia 21 e Novembro dançarei na festa dos 15 anos de dança de Bela. A princípio a idéia era fazer uma festa mais íntima, mas o evento acabou tomando outros caminhos e agora terei a responsabilidade de dividir o palco com pessoas como a Luana Mello, Fernanda Guerreiro e Kilma Farias.

Não vou dar pra trás. Dançar nesta festa significa agradecer a Bela por cada batida de quadril que tenho dado de 2006 pra cá, quando encarei uma triste saída da minha primeira professora de dança do ventre e a sensação de que eu não tinha o menor jeito pra dançar.

Não sei quanto as outras pessoas, mas eu, particularmente, tenho muito que agradecer a Bela – e não encontro maneira melhor de fazer isso do que devolvendo a ela aquilo que aprendi – a expressar meu amor através da dança.

Enfim… tudo isso é pra dizer que eu tinha pensado em dançar um saidi com bengala, mas que, apesar de minhas tentativas, não encontrei nenhuma música que tivesse mexido com meu coração a ponto de dizer – é essa!

Teve até uma música muito boa, mas ainda não era isso. Talvez não fosse o momento do saidi…

Depois fiquei pensando nisso e me dei conta que o tahtib tem o lance de ser uma dança de origem guerreira e masculina e acho que o que meu coração precisa é de algo mais meloso, alegre e comemorativo. Quem sabe um baladi?

Tá… vocês podem dizer “ah, outro baladi?”, mas o que eu posso fazer se é a isso que meu coração responde com mais intensidade? É com esse tipo de música que tenho certeza dos motivos pelos quais continuo estudando dança árabe?

Gostaria de que meu coração fosse mais geminiano, mas ele teima em ser fiel a certos amores! Rs!

Bom, estou paquerando o baladi do Gamal, mas ainda é uma paquera, embora todas as células do meu corpo já digam sim, sim, sim!!

O problema de quando a gente dança poucos solos é que a exigência de que ele seja extremamente especial é tão grande que as vezes isso dificulta a gente de ver que até o simples fato de ficar em dúvida com relação às músicas é gostoso.

Eu gosto dessa etapa, dessa indefinição temporária porque ela abre diversas frentes de possibilidades – uma gama de músicas que tocam na alma e aumentam o repertório para futuras escolhas e novas altenativas.

Vou ficar estudado, dançando e experimentando. Depois, dou notícias a vocês!