Sumi?

Sumi, sim, caros leitores. A maternidade me toma, me chama, me devora.

Aos poucos venho tentando retomar o blog, mas bebê chora, bebê pede colo e atenção.

E, também, combinemos, o boom da internet agora é Facebook, né?

Então, me adaptando aos novos tempos e pra facilitar mesmo a minha vida, criei uma fanpage desse blog. Lá vai ter conteúdo exclusivo porque é bem mais fácil postar no Facebook que aqui. Mas também vai ter reprise de posts e o que mais rolar.

Se você gosta desse espaço, curta lá. Se não gosta, veio fazer o que aqui mesmo? Risos! Confesse, vá… você gosta e não quer admitir!

Beijos e a gente se vê pelo Face. Com o mesmo bat-assunto, a mesma bat-chatice ocasional e um pouquinho de bom humor pra não perder o hábito.

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Dê importância a seu público

Você organiza lá seu evento de dança. Investe um tempo precioso com a elaboração e limpeza das coreografias, organiza alunas, vende ingressos, faz cenário, se descabela com a costureira que não entrega os figurinos no prazo, contrata o operador de luz e som e, ops, nota que com mais algum aperto dá pra pagar um profissional de foto e/ou filmagem para cobrir seu evento. Bacana! Registrar tudo sempre foi um desejo seu que nem sempre deu para satisfazer porque é aquela coisa: a gente paga pra fazer evento de dança nesse país, né?

Bom, daí que você segue algumas indicações, faz uns orçamentos e fecha com uma empresa ou pessoa a tal da cobertura de fotografia e/ou filmagem! Felicidade!

O resultado é lindo, as fotos lhe agradam, suas alunas estão satisfeitas, você está super radiante… mas como felicidade completa é rara, ao assistir um vídeo amador, gravado por alguém que estava na plateia, você nota que o fotógrafo permaneceu o espetáculo inteiro de pé, no meio do palco. O negócio é tão bom que o bendito aparece em todos os vídeos amadores que você cata.

Querendo saber mais, começa a investigar com pessoas que foram prestigiar seu show e descobre que a maioria esmagadora afirma ter visto o rapaz em pé, tapando parte da visão do público do que estava acontecendo no palco.

Esse registro aqui podia ser fictício, apenas para dizer o quão é importante cuidar de certos detalhes que podem passar despercebidos por quem organiza eventos em teatros. Mas a verdade é que não é. E não define uma única vivência minha como expectadora de eventos de dança nesses anos em que me divido entre público e dançarina. Exemplifica um fato que vivenciei algumas boas vezes. E compartilho minha sensação: me senti profundamente desrespeitada como pagante.

Você não compra ingressos de um evento de dança para ficar tentando assistir um show. Você paga para assistir – e qualquer intercorrência que limite nossa visão é de responsabilidade do organizador, sim senhora! Seja um fotógrafo mal orientado, que fica passeando na frente do público, seja por excesso de gente no teatro que te obriga a sentar numas cadeiras improvisadas numa lateral que não dá pra ver porcaria nenhuma, seja por ausência de iluminação adequada que torna a dançarina um vulto no palco, seja pelo que for! O público quer e merece ser respeitado – ainda que ele nem seja pagante.

Lógico, imprevistos acontecem, são perdoados e segue-se adiante, mas a falta de planejamento e de cuidado por parte de organizadores e apoiadores é, na maior parte dos casos, o grande vilão da história.

Como dançarina e ocasional organizadora de evento, penso que se a prioridade de uma festa de dança for a filmagem, que se agende uma data apenas para esta. Tipo, um ensaio geral, com figurino, luz e som – tudo devidamente no “tá valendo como se fosse” para que o camera-man ou fotógrafo possa se posicionar da melhor maneira possível em relação ao palco e garantir o melhor ângulo para seus cliques. Agora, Doquinha, se você abriu seu evento para expectadores e quer sua cobertura simultânea, respeite seu público e peça a sua equipe de apoio que faça o mesmo.

Não admita que seu público seja maltratado – que seja atrapalhado de contemplar o evento que você montou com tanto carinho. Aquelas pessoas foram até ali ou porque já conhecem e confiam na qualidade de seu trabalho ou porque o querem fazer. Pra quem já te conhece, provavelmente haverá perdão. Se tiver uma grande amiga na plateia, ela poderá lhe dar um toque. Ou não. Mas, pra o público novo, aquele que foi lhe ver pela primeira vez, a impressão inicial pode ser ruim. Pode rolar uma decepção…

Cuide de quem ajuda você a aparecer. Cuide de quem te aplaude, te brinda com presença, com olhos brilhantes, com desejo de ver dança de qualidade – em todos os sentidos. Porque se preocupar com o que acontece nos bastidores e entrelinhas também é papel de quem organiza e faz eventos.

Um abraço forte.

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Achados

Quando eu digo “dança do ventre” sem frescura, estou falando de performances como essa – que o tempo até apagaria, mas a memória da dançarina veterana não se esquece e, graças a Deus, o youtube nos traz de volta:

Não creio, sinceramente, que este padrão de dança envelheceu. Creio que partimos em busca de novos formatos, novas maneiras de se expressar corporalmente… E, sim, isso é válido! Super bacana! Mas algo ainda me diz que nos perdemos pelo caminho… e assistir esses vídeos foi um bálsamo pra mim!

Divido-os com vocês! Tragam suas impressões!

Abraços!

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O que me salva do tédio

Faz semanas que vejo minhas listas de atualizações do youtube postando vídeos. Assisto todos com a avidez de quem busca encantamento, mas, na maior parte das vezes, me sinto entediada. Não porque não estejam fazendo nada novo, mas porque quase não encontro mais aquela substância que me tornou uma apaixonada por danças árabes: a diversidade de expressão do corpo feminino. Todas parecem iguais.

Mas aí, entre uma crise de depressão e outra, vejo um vídeo da Aysha. Linda, despreocupada em mostrar-se femme fatale ao mesmo tempo em que exala feminilidade. Baladi, quadril poderoso. Sem maluquice, sem tentar inovar demais – lendo o que a música lhe pede. Calma, tranquila, poética. Vestindo uma galabia que é meu sonho de consumo…

Aysha. Uma artista primorosa. Pra sair de vez do tédio, resgato um vídeo também recente dela, no Festival da Shimmie desse ano.

Fico boquiaberta com sua poesia, sua maturidade em cena, sua beleza, seu refinamento técnico e expressivo e agradeço ao Universo que ainda existem dançarinas que, sim, me salvam do tédio!

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Para viver Mona el Said: notas de uma dançarina grávida.

Ui! Quanto tempo sem atualizar esse blog!

A vida está um corre-corre. Tem neném à caminho, trabalho novo e um monte de coisas que colocaram a dança de escanteio na minha vida neste momento.

Ainda assim, passo aqui para dividir com vocês uma experiência bacana que vivi no mês de Setembro – participar do Zaghareet, organizado por Lis de Castro.

O tema desse ano foi um resgate histórico da dança árabe, passando pelo Cassino de Badia Masbini até os dias atuais. Tudo feito com muito estudo e dedicação – característica marcante do trabalho de Lis como dançarina e professora.

Depois de muita briga (briga boa – de amigas, tá?) com Dona Lis – ela queria me desafiar (me empurrou Nadia Gamal no começo), eu queria minha zona de conforto (Samia Gamal), acabamos chegando a um meio termo saudável (quer dizer, não foi bem assim, mas deixa pra lá! Risos) – Mona el Said.

Mona el Said

Mona el Said

A troca da Nadia pra Mona foi prudente. Eu dançaria grávida. Nadia Gamal já é muito desafio pra um ser sem barriga, sem problemas de eixo, inchaço e dores constantes na lombar. Recebi Mona com grande contentamento.

Mas logo no começo dos estudos percebi que até Mona el Said, com sua dança mais calma e respirada, seria um grande desafio para ser lançado para alguém que precisaria dançar na 31a semana de gravidez.

Conversando com Lis e estudando alguns vídeos, optamos por um trechinho de um taksim nay que a Mona dança num dos vídeos postados no youtube.

Além desse vídeo, que explora bem a leitura maravilhosa essencialmente de shimmie que a Mona faz, aproveitei alguns movimentos de braços que ela faz em Kariat el Fingan.

Mas o maior desafio de estudar a Mona não é exatamente de ordem técnica. O desafio que a Mona me trouxe é de levar pro público o quanto essa mulher é sensual, dona de si e extremamente poderosa!

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Fotografia Alexsandro Silva

Pra uma pessoa mais tímida e reservada, como eu, isso é um baita desafio.

Me dediquei dias e dias observando sua postura, seu olhar, a forma como se comporta diante da música. Toda sua áurea é puro domínio de si. Ela sabe quem ela é, ela está ciente de seu poder feminino e explora isso de uma forma muito segura e peculiar.

O taksim nay escolhido foi o mesmo que a Mona dança no vídeo em questão. Lis extraiu o áudio e estudamos, juntas, algumas passagens. Lis me deu a faca e o queijo e fui correr atrás do corte, da arrumação e do sabor.

Fotografia Alexsandro Silva

Fotografia Alexsandro Silva

Mas havia um problema: grávida demais para dançar a parte mais percussiva da música. Não que grávida não possa fazê-lo, mas eu não podia. Tinha algumas restrições médicas e limitações corporais que me impediram de passar para essa segunda parte. A solução de Lis foi convidar mais duas alunas para, juntas, fazerem o que não pude.

O resultado foi esse aqui:

Se alguém me dissesse que, um dia, eu interpretaria a Mona com um taksim de nay, provavelmente eu não acreditaria. Eu diria que, pra viver a Mona, a leitura de percussão seria fundamental. Mas hoje, após ter estudado seu envolvimento emocional com a leitura do instrumento melódico, percebo o quanto de sentimento ela coloca em cada nota musical e me orgulho de ter conseguido passar um pouquinho (ainda que tenha sido beeeeeem pouquinho mesmo) disso para quem estava no público.

Foi gostoso e especial. E antes que me perguntem: não, meu bebê não se incomodou com os shimmies – ao contrário, ficou quietinho, provavelmente achando uma delícia a massagem que a mamãe estava fazendo nele:-)

Beijos doces e volto assim que der.

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A Rainha do Shaabi

Descobri alguém que merece o título de Rainha do Shaabi: Kaidi Udris.

Quem? Isso mesmo…. uma dançarina que a maioria nunca ouviu falar.

A moça é da Estônia e segundo informações de seu site, começou a estudar dança árabe em 2000, mas também passeia pela formação de bailarina clássica e de dança contemporânea.

Por que, pra mim, ela é merecedora do título de Rainha do Shaabi? Porque eu nunca vi uma mulher se divertir tanto numa apresentação e transmitir isso pra plateia de uma forma tão autêntica e bem humorada!

Se a essência do shaabi é o bom humor, a descontração, a interpretação temperada das músicas, a irreverência no palco, a Kaidi Udris dá um show!

Assisti todos os vídeos dela de shaabi numa única sentada. Muita coisa pra assimilar, rever, estudar e rir.

Ela se aventura nos outros estilos, mas, não tem jeito: parece que essa é a cachaça da moça.

E, como tudo que é bom merece ser compartilhado, aqui vai para vocês alguns dos momentos mais divertidos que já encontrei de shaabi no youtube. Todos estrelados pela Kaidi Udris!

Divirtam-se!

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Sou baladi

DSC_3873Apesar de ter amor declarado pela Souher Zaki, pelas dançarinas Golden Age, por toda aquela áurea antiga e retrô e amar dançar músicas que, como diria a Samy, cheiram a naftalina, sou uma mulher baladi, sim.

Se tivesse de identificar o meu estilo, o meu favorito, o lugar onde encontro minha morada, seria nele.

Do segundo semestre de 2012 ao início do de 2013, me dediquei exclusivamente a estudar mais essa modalidade – com ênfase especial para o taksim baladi. Tive a ajuda preciosa daquele dvd maravilhoso de Dança Baladi da Munira Magharib e das minhas atuais duas professoras de dança do ventre, Cris Azevêdo e Lis de Castro.

Pra quem não sabe, o baladi tem algumas subdivisões, se é que podemos chamar assim. Eu estruturei essas sub-divisões pra, didaticamente, ficar mais fácil falar sobre ele. Tem o taksim baladi, que tem uma estrutura pré-definida e que o Hossam Ramzy explica muito bem em seu artigo, Zeinab – geralmente há solo de um instrumento melódico e brincadeiras musicais entre melodia e percussão; tem o baladi mais tradicional, com canto, com uma cadência mais específica e tem o baladi mais moderno, com músicas mais populares e toda a aproximação com o shaabi.

Dá pano pra manga estudar baladi! Não é tão simples como parece, exige carão, refinamento auditivo, bom senso para dosar leitura melódica de percursiva e variação de movimentos de aceleração e desaceleração.

O mais bacana desse estudo todo foi revelar-me como a mulher que sou através da dança baladi. Com muitas necessidades de refinamento técnico sim (sempre), mas com muito potencial de conquista pessoal através da dança.

Não sou a mulher baladi como a Fifi. Não tenho aquele poder, aquela coisa imponente – mas descobri em mim uma dançarina baladi manhosa, bem feminina e sutil.

Porque quando me vejo dançando um baladi, nem me lembro daquele serzinho tímido, enclausurado no medo de ser verdadeira, amável e sensual – e tomo um susto! A dança me ajudou a revelar uma parte muito bacana minha que eu escondia de mim mesma!

No baladi toda a minha verdade se revela e, com ele, tenho aprendido a respirar melhor, respeitar as pausas, seguir a aceleração do ritmo externo sem perder de vista o meu próprio ritmo interno. E isso não só na dança, mas na vida.

A pausa da vida agora é gerar um bebê. Sim, não tinha escrito isso aqui ainda, mas Caetano deve chegar em Novembro e deu tanto susto aos pais, desde sua anunciação, que precisei dar um tempo nas aulas regulares de dança, respeitando a pausa pra gerar essa vida-presente que vive em mim agora.

Eu nem sabia, mas já esperava ele quando dancei um baladi na festinha da Raksa, em Março deste ano, então, já nascerá batizado!😉

A vida segue seu fluxo e, assim que possível, a mulher baladi recém-descoberta e recém-empossada de si mesma volta às aulas, aos estudos e aos palcos: mais completa (agora com o título a mais de mamãe) e incompleta (de necessidades de estudo, alongamentos e retomada de condicionamento físico). Tudo junto e misturado. Porque ser baladi, é assumir as loucuras da vida como parte do processo e seguir dançando entre dums e taks.

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Romântico Árabe

Se você anda atenta ao cenário da dança do ventre no Brasil, já percebeu a tendência da inclusão de músicas românticas no repertório dos eventos por aqui.

Creio que o grande boom aconteceu após o surgumento do fenômeno Daria Mickevich – que adotou essa modalidade e deu e ela uma visibilidade, um status profissional. Antes dela, dançar músicas lentas era para iniciantes, para aquecimento de aulas e momentos íntimos reservados aos enamorados.

Pelas nossas bandas, muita dançarina tem mandado muito bem na leitura dessas músicas românticas e me educado para essa nova possibilidade dentro do repertório – de alguma forma, elas têm me tornado sensível à necessidade de observar as sutilezas de suas variações de expressão corporal e facial e o que fazer para não cair no risco do tédio durante a interpretação de uma peça romântica.

Parece fácil, mas não é. Não é porque, na maioria das vezes, o humor da música é lânguido e, de primeira, muito linear. Mas com um tempo de observação você começa a perceber as variações rítmicas existentes, os momentos de mais força e crescimento, os instrumentos que floreiam o fundo de cada música, a riqueza de possibilidades de se ler, por exemplo, ora a voz do cantor, ora  o ritmo, ora um instrumento que aparece floreando a melodia.

Deixo aqui alguns vídeos bem interessantes pra nosso estudo e referência, mas antes, uma dica preciosa: se você resolver interpretar uma música romântica, procura a tradução! Essencial para quem quer, além de demonstrar que domina habilidades técnicas, transmitir ao público o sentimento contido em cada peça musical.

Coreografia de Erica Seccato (não sei qual a música. Se alguém souber, avisa nos comentários, ok?)

Cris Azevêdo dança Kermal Oyounak

Aziza Mor-Said dança Law Hobna Ghalta

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Sim, grávidas dançam!

Muita mulher que dança, depois que engravida, tem que lidar com aqueles inúmeros questionamentos sobre a sua permanência nas aulas e a possibilidade de parar de dançar.

1293834778Não há uma regra única, por que cada corpo é um corpo e cada caso, um caso, mas tenho visto, ao longo desses 10 anos de prática de dança do ventre, muitas alunas e dançarinas profissionais se manterem ativas e dançantes durante a gestação – confirmando que, sim, se está tudo bem com você e seu bebê, é possível continuar dançando.

Não vou me estender no assunto porque tem vários sites legais que trazem matérias referentes a este. Deixarei aqui, no entanto, alguns links para estudo e, o melhor: uma seleção de alguns dos vídeos de performances de gestantes em dança do ventre que eu, particularmente, adoro!

Pra começar, a Jufih Maat: brasileiríssima, dona de uma dança super etérea, vibe haribô, numa performance fofa – que envolve o bebê numa conversa muito íntima e peculiar, sensível e poética.

Lis de Castro: mostrando pra gente que, sim, dá pra baladiar de barrigão! Essa foi uma gravidez que pude acompanhar de pertinho e vi o quanto a mamãe foi serelepe, dançou durante toda gestação, cuidou de seu baby e foi super feliz. Uma dança gostosa que só!

Julia Ivanova: aqui a filmagem é bem amadora, mas essa dança é uma diversão, por isso escolhi postar assim mesmo! A mamãe está toda serelepe, se divertindo, usando muito o ventre – contrações, tremidinhos, tranquinhos e encaixes – que a gente até esquece do barrigão. Uma pimentinha essa menina! Porque você não precisa entrar na onda poética só porque está grávida – pode continuar usando seu tempero, sua sensualidade e sua força!

Mira Betz: aff, o que é essa mulher?! Sou fã inveterada, mas essa dança dela pra mim tem um sabor especial – por causa dessa barriga linda. Ficou ainda mais esplendorosa e dona de si. Envolvente, extremamente entrega! Sem dúvida é umas das performances de grávidas que mais me atraiu até hoje.

E você? Já teve a experiência de estar grávida e continuar suas aulas e/ou se apresentar? Conta pra gente como é que foi!

Se você é de Salvador e está procurando uma turma específica de dança do ventre para gestantes, sugiro que procure Nanci Sampaio, que faz um trabalho bem bonito tanto com gestantes quanto com mães e bebês:

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Quer saber mais sobre o assunto? Confere esses links aqui:

Bagagem Materna

A dança na gestação

Dança do Ventre Brasil

Dicas da dança na gravidez

Dança do Ventre na Gestação

Cantinho Oriental

Dança do Ventre para grávidas

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Zeinat Olwi

Zeinat Olwi foi uma dançarina egípcia, nascida em 1930 na Alexandria que, apesar de merecer nosso estudo e reverência, é pouco conhecida e mencionada entre as grandes estrelas da Golden Age.

zeinatSua história de dedicação à arte e de luta por melhores condições para as dançarinas é admirável: fugiu de casa aos 16 anos para poder se tornar dançarina (profissão que não era aceita pela sua família). No Cairo, com ajuda de um parente distante, foi apresentada a Badia Masabni que a considerou um “diamante bruto” e a contratou imediatamente para dançar em seu cassino.

Em pouco tempo, se tornou solista e reconhecida pelo público em geral pela sua dança e, em especial, pela sua habilidade com o assaya.

 

As pessoas passaram a ir ao Opera, apenas para assisti-la e, em pouquíssimo tempo, já colecionava uma legião de fãs. Atuou em aproximadamente 22 filmes, mas nunca se considerou atriz. Para ela, sua profissão era a dança.

 

Em 1965, aposentou-se precocemente como forma de se manifestar contra o tratamento dado a polícia egípcia às dançarinas. Tentou formar um sindicato, mas não obteve sucesso.

Morreu aos 58 anos, em 1988, sozinha em seu apartamento, após um ataque cardíaco. Ao seu velório, as únicas duas pessoas da arte do entretenimento que estiveram presentes foram Fifi Abdo e Taheya Carioca.

Das dançarinas pouco mencionadas, a Zeinat e a Kate ocupam um lugar especial no meu coração. A Kate já mereceu um post aqui e essa não é a primeira vez menciono a dança da Zeinat (veja aqui e aqui).

Gosto da fluidez de sua dança, de seu quadril soltinho, que responde às notas da música como se isso fosse a coisa mais óbvia e fácil de se fazer no mundo. Seu visual também me agrada: adoro o cabelinho, seus figurinos (que, pro padrão da época, são muito bonitos), seus bracinhos graciosos que se colocam de forma a exibir sua dança. Mas gosto, especialmente, de sua expressão e de sua leitura musical.

É uma dançarina riquíssima para estudo e inspiração e a considero, sim, uma das melhores de seu tempo!

Então, meninas: por que não estuda-lá?

Um abraço apertado e divirtam-se!

Fonte: Emma

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