Forrozeira baladi

Quem me conhece bem sabe que sou uma forrozeira de coração. Daquelas que não pode ouvir o som de uma sanfona, uma zabumba e triângulo que o coração explode de tanta alegria! E quanto mais pé-de-serra for o forró, melhor!

forró

Hoje de manhã estava escutando uma música que adoro do Trio Nordestino – uma banda de forró bem tradicional ou o que, por aqui, a gente chama de forró de raiz, quando entendi o que a Roxxanne quis dizer no workshop dela de baladi (ô coisa que ainda me rende boas reflexões esse work, viu?).

A Roxy disse que a ben´t baladi (menina baladi, ou menina da terra) é aquela que levanta para dançar durante um show e, mesmo não tendo a técnica que as bailarinas estudam, conquistam a todos pelo simples fato de sentir plenitude com o som da música árabe.

Pois bem… transportando isso pra minha realidade, descobri que eu sou uma forrozeira baladi: apesar de amar forró, nunca fiz nenhuma aula dessas que tem à rodo por aqui porque forró, pra mim, não são piruetas que podem ser feitas com o corpo, mas as piruetas que meu coração dá ao som de um forró de raiz.

Aí ficou fácil de entender o que a Roxy quis dizer! E minha busca agora será buscar essa sensação na música árabe. Na verdade, quando rola um baladi bem tradicional, me sinto profundamente tocada. É diferente da sensação do forró porque, evidentemente, nasci e fui criada na Bahia, no Nordeste brasileiro e a aproximação com o forró é como, para as egípcia, deve ser a música árabe – faz parte da cultura, do cotidiano.

Enfim, acho que pra resumir poderia dizer que ser baladi, é ter a alma cheia de alegria transbordando em forma de dança!

Sabendo disso, agora é identificar as músicas árabes que transbordem meu coração de emoção, de uma forma semelhante ou que chegue perto do que sinto com o forró. Na verdade, eu acho que até já sei… não é à toa que meu instrumento preferido nas músicas árabes é o acordeon… porque será, né? Risos!

Santo forró! E viva ao baladi!

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Sobre lorymoreira

Baiana, blogueira e apaixonada por música e dança árabe!
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4 respostas para Forrozeira baladi

  1. lailashadows disse:

    Eita, menina!
    Quando crescer quero pensar que nem você!

  2. Ket disse:

    *_*
    e tem coisa mais bonita Lory, do que assistir alguém se entregando à música, sem amarras de técnica, mas presa pelo coração??
    Quando não importam mais as sequências, as marcações, o ritmo e preocupação alucinados mas há aquele algo mais que te guia por instinto?
    Eu amo isso. É uma das coisas mais bonitas que existem na dança.
    Não se compra, nem se aprende na sala…mas a gente guarda dentro e um dia grita pra sair…
    Gostosuraaa demais!!
    bjoos!

  3. Vera disse:

    Menina, tbém penso e sinto assim. A pessoa pode ter a maior técnica, mas a gente percebe se o coração está junto. A emoção vale muito quando dançamos sozinhas, num improviso. Também me jogo, rsrsrs, e as pessoas percebem isso e acabam se divertindo no embalo, não da técnica em si, mas do sentimento. A gente tem de escutar e se entregar totalmente à música. Beijão!

  4. Flávia disse:

    Olá! Li seu blog por acaso.
    Gostaria de dizer que simplesmente AMEI seu texto e compartilho com voce da mesma intensa paixao pelo forró. Para mim, nao existe alegria maior, sensaçao de plenitude, felicidade mais perfeita, do que dançar um forró bem espontaneo e delicioso. Tambem nunca fiz aulas, amo Trio Nordestino (entre outros trios tambem), e danço porque me faz sentir viva!
    Enfim, adorei seu texto!
    🙂

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