A equilibrista

Equilibrista_big Semana passada me aventurei a fazer uma oficina com minha teacher para aprender a dançar com a espada.

Quem me conhece um tiquinho sabe que entre eu e coisas que precisem ser equilibradas não há compatibilidade. (É por essas e outras que adoro Isabella Swan, a primeira mocinha desastrada que encontrei nos livros).

Enfim… fui lá, fiz a aula (boa pra caramba!) e até aprendi a como não ser um grande desastre com uma espada na cabeça, mas, cá entre nós, me sinto meio jeca com aquele troço. Pra ser mais exata, não acho que se adeque muito ao meu estilo em construção.

Falo de estilo em construção porque se alguém me perguntasse hoje qual é meu estilo eu ia sambar pra responder. (Queria muito poder fazer esse curso da Lú)…

Enfim, voltando pra questão da espada… na minha vida sempre foi mais fácil identificar as coisas que não cabiam pra mim. Difícil mesmo é dizer aquilo que se adequa melhor.

Na vida pessoal e profissional tem sido assim, embora agora, com 28 anos de idade comecei a conseguir definir meu propósito de vida, minha razão de ser. Coisa linda e extremamente complexa.

Na dança, também sou perfeitamente capaz de identificar aquelas coisinhas que não cabem muito bem em mim, como cara de sensual, solos de derbake, espada na cabeça, estilo gostosona.

Mas aí fico pensando se se trata mesmo de definição de meu estilo ou de cristalização naquilo que parece mais confortável pra mim. E ficar só no conforto é de uma mediocridade que eu não quero assumir…

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Sobre lorymoreira

Baiana, blogueira e apaixonada por música e dança árabe!
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6 respostas para A equilibrista

  1. Elaine disse:

    Oi lindona, estamos sintonizadas, antes mesmo de ler seu post publiquei uma reflexão pessoal sobre o curso da Lu no meu blog hehehe.
    Primeiramente, eu também me apaixonei por Bella Swan, mas não me identifico tanto com ela, vou mais para ao lado de Bridget Jones mesmo…
    Também não tenho imensa afinidade com espada, e cheguei a fazer curso com a Mayara para quebrar esse preconceito, o resultado foi que até passei a gostar mais um pouco da dança mas ainda prefiro um bom baladizão.
    Acho que saber o que você não gosta já é um grande passo, o que sobra você gosta hehehe. Perca mais uma meia hora nessa reflexão e tenho certeza que você vai descobrir o que tem a sua cara, vale a pena, e não é para sempre, a gente muda, a roda gira, daqui há dois anos muda tudo e você está mais próximo de gostar de uma espada do que de uma clássica, o importante é aceitar os ciclos e nunca deixar de se escutar.
    Eu também penso muito sobre esse lance de “confortável”, a gente pode bem inventar uma desculpa de que não gosto por comodismo, mas honestamente, se é assim é porque não é tão importante né não?

  2. Disse tudo, Lory. Acho que só dominamos de fato nosso objeto de afeto. Mas dá pra dialogar: eu mesma estou indo muito bem no véu, meu super desafeto até o ano passado, ao ensinar as minhas alunas. Mas tem coisa de que, sinceramente, não sinto a menor falta, como punhal, tacinhas, candelabro e variações ultra-mega-sofisticadas de véu. Espada e véu são ótimos itens cênicos; pandeiro e snujs são um excelente complemento; explora-se mais do que a dança. Não me sinto obrigada, no entanto, a dominar nenhum deles. Dança boa é a dança confortável, na maior parte das vezes.

  3. Samara disse:

    Eu sempre me pergunto isso também.
    Mas acho que o fato de não me sentir tão confortável nas coisas que adoro mata a charada.

    Beijocas

  4. Martinhaz disse:

    Flor,
    Já descobri porque nao tenho um blog, vc escreve tudo que eu penso!
    “Na dança, também sou perfeitamente capaz de identificar aquelas coisinhas que não cabem muito bem em mim, como cara de sensual, solos de derbake, espada na cabeça, estilo gostosona.

    Mas aí fico pensando se se trata mesmo de definição de meu estilo ou de cristalização naquilo que parece mais confortável pra mim. E ficar só no conforto é de uma mediocridade que eu não quero assumir…”

    Beijo pra família

  5. Pingback: Saldo positivo « (An)danças de Lory

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