É preciso viver para saber

Lendo o comentário de Márcia no meu post anterior, no qual ela dizia que não era a favor de concursos, é que me dei conta de que existem certas experiências que a gente realmente precisa viver para poder dizer depois se vale a pena repetir ou não.

O Bahia Orient Festival foi uma experiência dessas e minha conclusão está bem definida: não vale a pena repetir. Vou explicar…

Com relação ao concurso e a possibilidade de um climinha de hostilidade (que eu temia), graças a Deus, ocorreu tudo bem. Tenho consciência de que fiz minha parte: acho que nenhuma das participantes teve uma “concorrente” tão tiete. Das meninas que conhecia, fomos verdadeiras parceiras – de maquiagem, feche de roupa, dicas e conversas bobas pra relaxar. Das que tive oportunidade de conhecer, não foi diferente. Acho que fiz até uma nova amiga, a Paulinha,que ficou em segundo lugar.

Não vi disputa de ego. Se houve, fui inteligente o suficiente para me manter longe dela e perto das pessoas que eram queridas e especiais. Também não fiquei deslumbrada com o troféu – minha dança foi meia-boca. Faço muito melhor do que aquilo e tenho extrema consciência do quanto ainda tenho que crescer e melhorar.

A minha vontade de não repetir mais essa experiência, inicialmente, nada teve a ver com o fato de ser um concurso – o que me incomodou muitíssimo diz respeito à forma como a organizadora do evento tratava às pessoas. Nunca vi uma pessoa conseguir ser tão estressada e desnecessariamente ríspida. A grosseria se estendia para as moças da recepção e até para as bailarinas.

DA60214Sinceramente, não tenho a menor necessidade de passar por isso. Dançar pra mim deve envolver alegria e empolgação. Não tenho a menor disponibilidade para ouvir coisas como “eu posso ser legal, mas se vocês fizerem zoada perto da cochia, também posso ser grossa”. Que é isso? Um jardim de infância de uma escola militarista?

Eu podia descrever mais várias situações que vi e ouvi por lá, mas não acho que isso acrescente em nada. No final das contas, quero me lembrar que passei pela experiência, que foi válida, mas que não vale o custo-benefício.

Quanto a outros concursos (mesmo que sejam organizados por outras pessoas) decidi que também é uma experiência que não tenho intenção de repetir. Não tenho necessidade de me auto-afirmar, nem de marcar um lugar no mundo da dança baiana. Não quero exibir troféus, nem certificados. O que eu realmente quero é que minha dança fique mais limpa (tecnicamente falando) e que eu encontre o que é melhor pra mim, em termos de musicalidade, roupas, movimentos.

Outra coisa importante: quero poder continuar sentindo alegria ao dançar e sabendo que as pessoas percebem esse sentimento em mim – essa é uma das poucas coisas que já conquistei e não quero perdê-la. Independente de como foi este evento, um concurso gera uma carga de tensão que não facilita muito o terreno para o transbordamento de emoção. Por tudo isso, concluo – este não é definitivamente o caminho que quero seguir. Foi bom, mas foi só esse.

Ah! Obrigada por todas as mensagens de parabéns de vocês, meninas. Adoro saber que vocês torcem por mim!

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Sobre lorymoreira

Baiana, blogueira e apaixonada por música e dança árabe!
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4 respostas para É preciso viver para saber

  1. Márcia Mignac disse:

    Ahhh Lory como fico feliz por sua reflexão. Nada contra a quem escolhe ser avaliada por concursos. Mas sabe, o que mais incomoda na natureza desse tipo de avaliação é que a banca examinadora vai avaliar por um episódio, um momento suspenso – o instante da apresentação em si, sem poder entrar em contato com todo um processo histórico, pessoal e artístico em fluxo. Para mim, esse tipo de avaliação é episódica e não condiz com um trajeto de dança. O mais bacana, talvez, é ter a avaliação da professora ou pessoas do meio da dança que já acompanham o seu processo a mais tempo. Sacou? Para mim, dança não é um apertar de botão! Enfim… fico muito feliz com os seus depoimentos e acredito que eles podem sinalizar muitas coisas para quem quer passar por uma experiência dessa natureza. B eijos minha flor…

  2. nassih sari disse:

    Olá parabens pelo blog, adorei!

    vuo adiciona-los ao meu
    bjus

  3. Yane disse:

    Parabéns, amiga!
    Pelo prêmio externo e pelos ganhos internos!
    Bjsss e sou sua fã!

  4. Hanna Aisha disse:

    Oi, Lory
    apesar de concordar coma Márcia, não sou só a favor como participo e coloco minhas meninas em concurso (em 2010 participei de um só). Nunca ouve um concurso em que a s avaliações não tenham valido à pena. Mesmo. Nunca passei por climinha de concorrência e olha que já fui concorrer em MG e SP além do RJ.
    O difícil é saber qual vale a pena mas é questão de se informar caso se interesse or um.

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