Um apelo

Aqui em Salvador tem uma escola de dança dirigida por uma pessoa muito competente e que tem todo o meu respeito – uma baita bailarina, pessoa estudiosa e extremamente dedicada que tem levantado o nome da dança do ventre baiana pelo Brasil afora.

Essa escola também é uma das maiores responsáveis pela vinda de grandes nomes da dança do ventre para essas terras tupiniquins. No entanto, apesar de reconhecer o talento, empenho e profissionalismo da escola em questão, deixei de ir para a os eventos que eles promovem. E isso não tem nada a ver com cobiça minha ou falta de talento da bailarina. Sabem qual é a questão? Não consigo suportar a zoada de apitos quando as bailarinas de dentro da casa (e até de fora) estão dançando lá.

Se você não entendeu, explico. Apitos (assim mesmo no plural). Aqueles instrumentos utilizados por juízes de futebol, torcida organizada, guarda de trânsito. Isso mesmo. E os apitos dos freqüentadores e fãns mais assíduos dessa escola não são assoprados uma ou duas vezes, mas meio que ditando o ritmo da música.

Pra mim, como parte do público, é humanamente impossível permanecer no local com tanta zoada. Talvez seja um problema meu, de excesso de suceptibilidade de me irritar com sons agudos demais, mas, ainda que fosse um incômodo só meu, questiono esse tipo de conduta de expectadores de qualquer tipo de dança.

Quando vou para um evento de dança, desejo apreciar não apenas a técnica, mas a leitura musical que a bailarina faz, a forma como ela se deixa envolver pela música e, claro, as melodias belíssimas da música árabe.

Agora me digam como é possível apreciar essas coisas quando o som que predomina no ambiente são os de apitos incessantes?

O meu protesto é um apelo: respeitem a bailarina que está dançando. Ela precisa, antes de qualquer coisa, escutar plenamente a música. Se vocês a amam tanto que querem gritar para demonstrar afeto e derramar energia enquanto ela está dançando, acompanhe a música com palmas. Quando a música e apresentação tiver acabado, assovie, grite que ela é linda, maravilhosa, etc. Mas, por favor, não usem apitos. Não estamos num campo de futebol, estamos num espaço para a arte e a arte merece contemplação.

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Sobre lorymoreira

Baiana, blogueira e apaixonada por música e dança árabe!
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16 respostas para Um apelo

  1. Shaide Halim disse:

    como assim, Lory? hahahahahaha… As pessoas ficam apitando enquanto a dançarina está dançando? Deuses!!!!!

  2. Márcia Mignac disse:

    Lory, não acredito! Como assim? Eu saí daí vai fazer 1 ano e não tinha isso!!! Apito? É um equívoco absurdo! É gincana? Competição? É uma apresentação de esportes? Deuses! São leituras equivocadas, mais uma vez a dança é achatada por uma leitura pessoal, entenda o sentido de “pessoal” – vozes que ecoam na direção de preferências pessoais e com isso elegem, com o uso de palmas, apitos, gritos, seus eleitos. Mas o que deveria ser privilegiado não seria a arte? a dança que se auto apresenta? e todo seu contexto – leitura musical, dramaticidade, sentimento comunicado????!!!!!! ou a bailarina X que entra na passarela, quem é ela? Lá vem ela? (fiz uma paródia com a música do é o tcham). Jesus… é a arte sendo achatada por pessoas/nomes, ao invés de transcender o corpo. Equívocos da platéia e de quem permite a platéia se manifestar desse jeito. Ahhh uma pergunta: e celular pode? bjs

  3. Luana Mello disse:

    Vc tá brincando!!! Mas é ótimo que vc tenha escrito isso, quem sabe as pessoas se tocam do absurdo! Tô bege!

  4. Emeline disse:

    Gente… Fala sério… Apitos?! Realmente as pessoas estão perdendo a noção de bom senso. Não sei se classifico isso como uma total ignorância de um público que não sabe apreciar a arte ou falta de respeito mesmo. Atitude totalmente descabida.

  5. Walkiria disse:

    Nossa, realmente… nunca tinha ouvido falar num negócio desses. Acho até que pode ser bacana EM CERTAS OCASIÕES. Mas no geral, seria tão bom se o público entendesse o significado de CONTEMPLAR.

    Abraços pra vc!

    PS.: já tá dançando no salto alto ? =)

  6. Lucy disse:

    Pobre bailarina…além de acompanhar a melodia e o ritmo da sua música, ainda precisa acompanhar os apitos…não consigo nem imaginar um negócio desses…tomara que a moda não desça aqui pros Pampas!

    😉

  7. Samara disse:

    Se a moda descer pros pampas, Lucy, vai ter porrada! Minha! Fim do mundo do fim!!! Por que eles não experimentam fazer isso no cinema para ver o “impacto”? Affe, ninguém merece! E não, Lory, definitivamente isso não é excesso de susceptibilidade, não! É noção, mesmo….rsrsrs Beijos.

  8. Elaine disse:

    Achei que já tinha visto de tudo… Hehehe.

  9. Luana disse:

    Apitos!?!?!?!
    Socorroooooooooo, me tirem daquiiiiiiiiiiiii!
    Se eu fosse você, iria em mais um evento… só mais um, pra distribuir cartões vermelhos pra esse povo… kkkkkkkk (piadinha besta, mas não me contive).
    Beijoca, flor

  10. Hhahahahahdhfajhahah… Surreal!

  11. Vivi disse:

    Oh my dog!!!!!! It’s not impossible!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
    Minha cabeça está que é só hipótese!!!!!!!!!
    Bizarro!

  12. Vivi disse:

    Fiquei tão pasma que escrevi errado! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    “It’s not possible!!!!!!!”

  13. Bruna disse:

    Ola Lory,
    Não sou aluna da casa em questão, mas estive em praticamente em todos os eventos de dança do ventre que teve lá, e nenhum momento vi os gritos, os lililili, nada disso atrapalhar a performance das bailarinas, pelo contrario elas ate gostam da animação que estas pessoas proporcionam a ela.
    No ultimo evento realmente teve apitos, mas nada demais, que viesse a incomodar os ouvidos do publico ou das bailarinas.
    O que vc não pode Lory, é não participar dos eventos, já que nunca te vi lá, e falar de coisas que vc não sabe, do qual vc não estava presente.
    Comentários podem acontecer…pode obviamente…mas vc não pode falar do que não viu.
    Não é defendendo nem nada, apenas estou expondo a realidade do que acontece lá nos eventos, é que da forma que vc esta expondo parece que lá so tem mal educados,e não é nada disso
    Os gritos, os lilililili, tudo isso elas so fazem, pelo que me parece, quando alguma bailarina que elas gostam se apresentam, simples, é normal, é reconhecimento, pior é vc entrar p dançar e todo mundo ficar com cara de paisagem olhando p “vc”

    Abraços,
    Bruna

    • lorymoreira disse:

      Bruna, não sei se sinceramente estamos falando do memo lugar, já que nem eu, nem vc citamos nomes. E tb não estou me referindo a gritos e lililis. Estou falando de apitos. E não de 1 ou 2, mas de vários. Se estamos tratando da mesma casa, você sabe do que se trata. E sim, deixei de frequentar a casa quando o barulho começou realmente a me incomodar e sinto muitíssimo por isso, já que, como disse, respeito e admiro as pessoas envolvidas. Mas isso é um problema meu. Se todo mundo está feliz com isso, ótimo. Quem sou eu para impatar a felicidade alheia?

  14. Shaide Halim disse:

    ok… agora eu choquei mais ainda… já não bastava o absurdo do apitaço em pleno show de dança, agora vem a informação de que as dançarinas GOSTAM disso!!!! É o fim dos tempos, mesmo!!!!

  15. maira disse:

    bom bruna acho que aqui esta valendo a opinião da lory enquanto consumidora de um produto cultural, em momento nehum ela desmereceu acasa ou ofendeu ninguem
    so falou que como consumidora nao mse sentiu confortavel no lugar e nao volta mais, como e o direito e quase dever de todo o consumidor incomodado, se os proprietarios da casa nao ligam em perder clientes, problema deles, mudanças sempre incomodam alguns e agradam outros
    vc gosta a lory nao
    nada demais nisso, so nao da pra querer que quem se incomode com algo fique calado, ai ja e demais não acha?

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