Nota de esclarecimento

O post dos apitos rendeu além do necessário. Infelizmente, aqui na Bahia, a gente ainda prefere uma fofoca feita nos corredores que uma crítica assinada e construída com respeito ao outro.

Hoje recebi um comentário de que estava escrevendo sobre coisas que eu não havia visto, o que seria, no mínimo, uma imprudência e irresponsabilidade de minha parte.

Não vejo problema em termos discordância aqui, mas acho malicioso que se levante essa hipótese de que estou escrevendo a serviço de alguém. Por isso, o comentário foi excluído.

Gostaria de deixar bem claro: não estou a serviço de ninguém. Dou a minha opinião a partir daquilo que ouvi e vi. Sou amadora, aluna e consumidora da dança do ventre aqui na Bahia. Não vivo de dança. Só a consumo.

Até então, estive a serviço da divulgação dos eventos de TODOS os profissionais daqui (inclusive da escola em questão) através de blogs e comunidades no orkut.

Se eu quisesse semear a discórdia, teria criado um pseudônimo e estaria por aí espalhando fofocas. No entanto estou aqui, assinando com meu nome, colocando minha cara e me expondo. Mas, para aquelas que esqueceram disso, sinto muitíssimo em dizer, meninas – este blog ainda é meu e se alguém quiser me acusar de qualquer coisa, vai fazer em outro lugar. Aqui, nem pensar.

Por conta de todo esse desgaste, cheguei a deletar (*) o referido post, mas voltei atrás. Continuo por aqui, só que ainda mais cuidadosa do que antes.

(*) Atualização 19/12/2009: O post continua visível neste blog.

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Sobre lorymoreira

Baiana, blogueira e apaixonada por música e dança árabe!
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9 respostas para Nota de esclarecimento

  1. Lucy disse:

    Esse “mundinho bellydance” me cansa tanto, às vezes…

    Nem dá atenção, Lory. Continua com esse blog maravilhoso, que eu sou fã de carteirinha dos teus posts!

    Beijos, feliz Natal e um 2010 cheio de dança pra nós!

  2. Lory,

    Infelizmente a gente tem que conviver com isso no meio de dança do ventre. Lamentável.

    Orgulho, muito orgulho, de pessoas como você que dão a cara pra bater enquanto todo mundo ainda gosta da fuxiquinha no fundo da sala de aula.

    Este espaço é TEU, use-o como achar melhor. TEU ESPAÇO, TEU DIREITO, TEU RESPEITO.

    Te admiro!

    Verinha

  3. Shaide Halim disse:

    Bobagem, Lory…tem gente que gosta mesmo de ficar caçando encrenca só pra encher o saco alheio!

    Penso que vc deveria ter apagado o recado intriguento, mas não o seu post, pq aquilo ali era de utilidade pública. É muito bom saber o que rola na dança nos outros lugares. E atitudes como aquela devem ser, sim, divulgadas, pra que as pessoas tomem consciência de até que ponto chega a falta de respeito com a dança nesse país.

  4. Márcia Mignac disse:

    O que posso lhe dizer? Muitas coisas, além de lamentar. Primeiro que considero uma violência a tentativa de impedir o outro de expressar-se de forma honesta, democrática e comprometida. Pois, como você mesma disse, se tivesse a intenção de semear discórdia não teria feito da forma que fez. Mas infelizmente as pessoas se esquecem que a partir do momento em que escolhem fazer/vender arte e se tornam artistas/dançarinas dentro de um contexto público e não privado, estão expostas a qualquer tipo de comentário, seja ele crítico ou não. E que a crítica é uma tentativa de contribuição para aparar arestas e fazer da dança arte. SIM ARTE!!! Mas infelizmente, para quem entende arte como produto a ser consumido, apenas isso, não aceita a crítica. Porque a crítica desestabiliza a dança como produto vendável e mercadológico. O artista necessita não apenas dos aplausos, mas da crítica para oxigenar sua dança e assim, dar continuidade ao ser fazer artístico além do “dimdim” que entra no final do mês no cofrinho da escola. Eu, mesma obtive tantas críticas nesses 15 anos de dança, que sinceramente, posso dizer que TAMBÉM foram elas que me tornaram o que sou hoje. Uma outra questão é mais séria, o entendimento de que como artista estou implicado num coletivo e como proprietária de uma escola de dança, sou responsável pela a formação da dança no lugar que atuo. Assim, se recebo uma crítica, devo acolhe-la e refletir na minha responsabilidade. É um equívoco continuar do pedestal e achar que somente a “dança” lá no palco é contribuitiva para o campo artístico. Enfim… comprometimento artístico vai além do que se dança. É a forma também como acolhemos as falas dos outros sobre o que somos e fazemos. Afinal somos TODOS – fazemos TODOS, parte de um campo de arte que só se constrói quando nos dispormos a deixar de olhar para o nosso próprio umbigo. É PRECISO CRESCER e para sermos enfim um pólo produtor de dança no nordeste e Brasil, não basta apenas trazer figurinhas da moda para dar workshop na terrinha. Ahhh Lory! Sinto por você ter apagado o post. Deveria ter deixado o comentário. O silenciamento trás também uma implicação. Mas enfim… te entendo. Porfavor não recue! Para que a nossa dança cresça é preciso de pessoas que tenham um viés crítico e contribuitivo como o seu! Obrigada pela sua coragem.

  5. Samara disse:

    Concordo com a Shaide, você não devia ter deletado o post, porque não havia nada de errado com ele.
    Eu confesso que esperava a chiação, porque você sabe que de chiação e baixaria eu entendo, né?:P
    Mas força, amiga, o mundinho bellydance é um ovo de vaidade e amadoras que tem voz fazem muita diferença, sim.
    Beijos estalados.

  6. Puxa, Lory. Não concordo com a exclusão do post. Você não fez nada de errado, não foi indelicada, apenas expressou suas impressões sobre uma prática questionável.
    Se baixarmos sempre a cabeça acabaremos escrevendo apenas posts elogiosos. Crítica é um instrumento importante para ajudar a construir um melhor entendimento sobre o meio da dança. Concordo 100% com a Márcia.

    • lorymoreira disse:

      Então, meninas… vocês mexeram com minha caixola. O post está aqui ainda, embora esteja mesmo a fim de acabar com ele. É um misto de decepção com revolta desse mundo bellydance cheio de “vítimas”.
      Mas, antes que afirmem por aí: ninguém me pediu que apagasse o post. Foi mais uma tentativa de manter esse assunto sem tanto disse-me-disse… mas daí percebi que quem não leu vai ficar sabendo pelas fofoqueiras de plantão em suas versões mais recheadas de horrores. Então deixei ele ficar aí fiqueitinho (pus em modo privado, depois desfiz), mas, sem o tal comentário venenoso da nossa colega de arte.
      Quando escrevi o tal post, já havia decidido há mais de um ano não ir mais na tal escola por conta de um evento que acompanhei no teatro e que teve tanto apito que saí de lá com dor de cabeça. Durante esse tempo, pude escolher as palavras de forma que ficassem coerentes, respeitáveis e tranquilas enquanto, pelo youtube, acompanhava os vídeos das bailarinas da casa recheados de apitos.
      Tomei a minha decisão de não acompanhar mais os shows ao vivo. Respeito o que cada criatura queira fazer com sua dança e sua arte, embora não compreenda as atitudes. Aqui manifesto apenas minha opinião.
      Por ora, as coisas se mantém como estavam. Agradeço o apoio e compreensão de vocês.

  7. Elaine disse:

    Lory, as pessoas tem muita dificuldade de lidar com a crítica, isso vai acontecer sempre, infelizmente.
    Não deixe de se expressar por estas e outras…
    bjocas

  8. Daiane Ribeiro disse:

    Oi, Lory! Percebo imediatamente o quanto nos parecemos…chego a imaginar o que devem falar de mim por aí…costumo ser delicada e conivente com muitas coisas ainda, me sinto estúpida com isso, mas às vezes o saco transborda! Não sou tão radical como La Magno, mas acho que um pouco mais de personalidade não faria mal à ninguém. Ainda bem que colocaste o post novamente.

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