Escolhendo que workshop fazer

Esse post é uma espécie de checklist que deve ser feita antes da inscrição em qualquer workshop, pra que a gente não caia em armadilhas desagradáveis:

01. Não faça um workshop simplesmente porque a fulana dança bonito. Já vi bailarina boa ser uma professora péssima. Também já vi ao contrário. Procure se informar a respeito da qualidade didática da moça, mas não faça isso com a organizadora do evento, afinal de contas, se ela vai trazer a mulher, quer vender o workshop. Pesquise com outras fontes. Entre em fóruns, procure alguém que já tenha feito aulas com ela. Investigue. Mas pese as opiniões porque as vezes tem muita invejinha subentendida nas críticas.

Workshop de Polímnia organizado por Bela Saffe

02. Pesquisada a fama de professora da tal bailarina, investigue o tema: o quê, de fato vai ser válido pra vc? Esse tema se adapta ao seu estilo ou ao que você creia que ele seja? Ou é uma coisa que não tem nada a ver com você? Por exemplo, fazer um workshop de seqüências para músicas modernas quando seu negócio é folclore e músicas tradicionais vale mesmo a pena? Se tiver possibilidade, troque uns e-mails com a professora/bailarina pra saber exatamente como ela vai tratar o tema. Avalie e pondere sempre.

03. Observe a carga horária do workshop. Já vi gente pegar 2 workshops de carga horária de 4 horas e condensar em um aulão de 3 horas. Eu não topo esse tipo de coisa. Acho o fim. Prefiro qualidade a quantidade.

04.  Maratonas de aulas são extremamente cansativas. No final do dia você já não consegue absorver mais nada. Mas, se você tem mais resistência física que eu, se jogue.

Workshop com Gamal Seif organizado pelo Dance Baladi

05. Procure informações sobre a organizadora do evento. Não faça workshops de escolas e pessoas desconhecidas, a não ser que você tenha boas referências dela. Aliás, faça com a organizadora do evento o mesmo que fará com a bailarina – investigue.

06. Uma outra coisa que sempre levo em consideração é onde será realizado o workshop. Parece bobagem, mas não é. Têm cursos que abrem 50 vagas, mas que na sala só cabe confortavelmente 35. Você se arrisca? Eu não. Outra fria: o lugar é o que a gente chama aqui de “boca quente”. Você entra e não sabe se saí… credo!

07. Aliás, procure saber quantas vagas serão oferecidas. A FIEL teve 700 alunas. Imagina uma formiguinha perdida no litoral baiano? Aff! Não imagino como pode haver qualidade numa aula com tanta gente.

Workshop da Samya-Jú na Casa Kairós

08. Outro quesito importantíssimo: saber se o curso terá certificado. Apesar de nunca ter precisado comprovar nada, guardo todos os meus certificados numa pastinha. Vai que um dia preciso deles? E se você quer seguir carreira profissional, então, tem que ter e guardar, sim!

Bom, essas são dicas que fui aprendendo à medida que fui fazendo os workshops da vida. Talvez existam outras, mas agora não me recordo. Se alguém tiver mais dicas a acrescentar, favor comentar. Mas, sinto dizer: vocês podem seguir todas essas dicas e, mesmo assim, fazer um workshop ruim. O risco será bem menor, mas ele existe. E, se foi ruim, aprenda com isso e depois venha aqui contar pra gente o que você acha que poderia ter investigado a mais, que evitaria tal esparro.

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Sobre lorymoreira

Baiana, blogueira e apaixonada por música e dança árabe!
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8 respostas para Escolhendo que workshop fazer

  1. Lucy disse:

    Perfeito, Lory! Eu já sigo esses passos inconscientemente, depois de já ter entrado em várias furadas…

    Outra dica é dar uma olhada, no site da bailarina que será a professora, nos seguintes quesitos: currículo e agenda. No currículo, tem-se ideia da formação da moça. Na agenda, aparecerá se ela virá mesmo para a cidade em que se está anunciando um curso ou workshop…

    E eu costumo dar uma espiada no Youtube, se eu não conheço a bailarina. Já tive gratas surpresas…

    Beijos!!!

  2. Rhazi disse:

    Também achei perfeito Lory! Não só para quem participa de works, mas também para quem organiza, né? No meu caso, eu procuro fazer works com professoras experientes, que tem uma experiencia interessante como professoras e, se esta professora tem um site ou blog onde é possível conhecer seu comprometimento com o verbo “lecionar” para mim é super importante também. Escolher works, na verdade também é um exercício de auto-conhecimento constante…Pra falar a verdade, eu ando muito chata com works, pois agora é moda fazer “work” so para aprender uma coreografia dos outros…. aí a menina vai lá, aprende, compra o CD, copia e sai dançando por aí como se fosse dela…eu já vi acontecer aos baldes por aí…ai, desculpe o desabafo, acho que saí do assunto né?
    beijos beijos e feliz 2010!

  3. Laura disse:

    Adorei suas dicas!!! Só quanto a primeira que discordo um pouco, acho que tem como uma boa bailarinha ser péssima professora, mas não consigo enxergar uma bailarina não tão boa como boa professora… Mas enfim, legal as dicas, esse ano tô muito animada pra fazer um curso mensal com a Lulu Sabongi, falta investigar o tema das aulas e se tenho o nível pra acompanhar, vamos ver se rola…

    Abraços

  4. Natasha disse:

    Oii!
    Tudo bem?

    Achei essas dicas super válidas.. afinal o que não falta hoje em dia é workshops ruins..
    Eu por exemplo sempre tento investigar e SÓ faço workshops com temas que me identifico e coisas que eu preciso melhorar, por exemplo se tenho problemas com tremido, faço um work de técnicas de quadril, enfim, procuro sempre o que pode fazer a minha dança evoluir.

    Beijinhos!
    E um Feliz 2010!

  5. Boa, Lory. Excelentes dicas! Posso colocar no painel da minha escola?
    Beijocas,
    Ro.

  6. Laura,
    tem bailarina que simplesmente não gosta de dar aulas. Fato. Para ser boa professora tem que gostar. E muito.
    Beijos,
    Ro.

  7. Hanna Aisha disse:

    Oi, Lory
    quanto aos certificados, discordo de você. Eu tenho um monte, tenho currículo e infelizmente ninguém nunca me pediu nada disso para trabalhar. Nem meu registro da dança eu usei até hoje, em 3 anos como profissional.

    Sobre as dicas, eu concordo 100% com a 1 e a 2. O resto, eu acho meio relativo, não acho tão essencial. Mas tá valendo o cuidado do aviso!

    Eu escrevi um post sobre o ponto de vista de quem organiza: http://hannaaisha.blogspot.com/2010/11/quem-e-que-esta-trazendo-mesmo.html

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