Martina Cancio

Não tem nada a ver com meu estilo e, justamente por isso, não escolheria como material para estudo. O figurino também não tem nada a ver comigo. Mas a performance dessa moça é indiscutivelmente muito boa – quadril poderoso, alegria, irreverência, charme, sensualidade e uma agilidade impressionante:

***

Um pouco da bailarina em questão

“Martina Cancio começou a dançar em 2001, iniciando com a dança de salão, na qual foi integrante do corpo de baile da Academia Baiana de Dança de Salão e logo em seguida com a dança do ventre. Em 2003 entrou nas aulas de ballet e de dança moderna e em 2004 ingressou no curso de Dança da UFBa (Universidade Federal da Bahia).

Hoje é bailarina profissional com DRT registrada pelo SATED-Ba (Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões do Estado da Bahia). Em 2005 realizou o seu primeiro trabalho no exterior numa casa árabe em Portugal, onde ministrou aulas e realizou espetáculos durante 7 meses e teve também a incrível experiência de dar aulas de dança do ventre num centro de deficientes físicos para mulheres em cadeiras de rodas. Em 2006, ao regressar ao Brasil, teve a oportunidade de participar da seleção Bellydance® realizada na Bahia e com muito talento Martina foi selecionada e hoje é uma de nossas bailarinas que brilha no mundo árabe”.

“Sou uma grande admiradora das artes, eterna amante da dança de salão e apaixonada pelo flamenco, a qual considero a mais visceral de todas as danças. Mas foi na dança do ventre que encontrei uma realização pessoal e profissional e a oportunidade de mostrar meu trabalho ao mundo. É aqui onde renovo meu sangue todos os dias e elevo meu espírito quando subo no palco para traduzir todo o sentimento da música em meu corpo e onde vivo o gozo da troca de energia e carinho com o meu respeitável público. Uma sensação única e preciosa.

Fonte: http://www.bellydance.com.br/martina_cancio.asp

Um pouco mais:

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Sobre lorymoreira

Baiana, blogueira e apaixonada por música e dança árabe!
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14 respostas para Martina Cancio

  1. Vivi disse:

    rs… Sabe, olhando os vídeos não teve coo deixar de lembrar das piadas e das brincadeiras da Martina nos bastidores , enquanto esperávamos prá dançar.
    Ela é isso mesmo, essa exubrância de mulher, que às vezes causa estranhamento nas pessoas quando aparce em cena. Roupas que chamam a atenção e revelam um corpão, uma boca grande e sempre vermelha. Mas a danada é carismática demais, quando vc vê tá sorrindo com ela.
    Saudade dessa moça, viu.

  2. jana disse:

    O vídeo em meu computador tem demorado para carregar, mas ví um terço de cada um enquanto escrevo e do pouco que vi realmente notei a agilidade da bailarina. Parabéns à ela! E também a presença de espírito!
    Gostei muito do estilo e destas características.
    Martina, quando voltar à Bahia, avise-nos sobre suas apresentações!!
    Abraço.

  3. samara72 disse:

    Amiga, dessa vez só posso elogiar seu rasgo de generosidade.
    Gostei nem um pouco não, nem um pouquinho.
    Ainda que seja… bom.

    • lorymoreira disse:

      Samy. não é generosidade, não, amiga. Olha só: a gente se queixa tanto de bailarinas que dançam sempre no mesmo padrão e qndo surge uma que rompe totalmente com ele, a gente também não gosta muito. Já reparou nisso?
      Coloquei esses vídeos da Martina aqui justamente por isso: consegue ser muito bom em termos de técnica e envolvimento com a música e platéia, mas é extremamente diferente de tudo que já postei por aqui. É libanesão, é grande, exagerado e divertido. Como eu disse, não combina com meu estilo, mas é bom demais!

  4. Márcia Mignac disse:

    Martina é uma pessoa de se admirar em vários sentidos. Com muita determinação e coragem soube bancar o seu desejo de trilhar uma carreira internacional. E, para quem não sabe muito sobre sua trajetória soteropolitana não tem a dimensão da sua garra. Fez escolhas, largou a faculdade de dança e foi literalmente com sua dança e desejo de dar certo para a terra das árabias. Isso para mim é fantástico! Cada qual tem sua trajetória e não estou aqui minimizando as outras. Contudo, temos que subilinhar a sua. É incrível como sua dança carrega traços dessas escolhas. Uma dança forte, acontece sem pedir licença, ou seja, “já chega chegando” e transborda de excessos, sem que aqui, estes tenham uma conotação pejorativa. Apenas é uma extensão da sua personalidade. Como já sabemos, o corpicho é o mesmo e não dá para separar quem somos no palco e na vida. Tudo acontece misturado!!!! Quanto a dança, confesso que não faz muito meu estilo… mas quanto artista tenho feito um exercício enorme para sair do “pessoal” – gosto ou não gosto. Concordo com Lory, em tempo de hiperprodução dos mesmos – onde todo mundo dança as mesmas coisas, uma dança carregada de personalidade e com uma assinatura inconfundível, de certo modo não deixa de ser um frescor para o mormaço que atravessamos. Martina trás um pouco de oxigênio para a dança, esse talvez seja o seu mecanismo de sobrevivência lá fora, onde muitas dançarinas tendem a repertir Randa, Dina e tantas outras “estrelas”. Parabéns!!!! Muito bom Lory!!!!

  5. Samara disse:

    Olha, amiga, acho que você tem razão. Sou uma chata tradicionalista incorrigível e nunca neguei isto. Para fazer algo muito diferente e eu gostar tem que me convencer e convencer chato nunca foi tarefa simples.
    Vi os vídeos de novo, com mais calma. Realmente a moça é muito bonita. Tem um preparo físico invejável. E mais que a animação esperada para uma boa entertainer.
    Com todo repeito à moça e sua carreira consolidada, só o que ocorre é que quando eu vejo dança do ventre. procuro por outras coisas. Indiscutivelmente, questão de estilo.

  6. Elaine disse:

    Hum, não curti muito não Lory.
    Não conheço a pessoa e, portanto, analiso apenas a dança, achei meio exagerado para o meu gosto.
    Tem momentos ótimos e certamente muito mérito por sua total entrega, quadril poderoso e tudo mais, mas como você falou não seria algo para estudo. Mas reserva muito a se observar e aproveitar.

  7. Natasha disse:

    Olá!
    Tudo bem?

    É de extrema importância conhecermos os diversos estilos das bailarinas.
    Essa bailarina tem um estilo que eu não me identifico muito, mas não há como negar que ela tem uma energia e presença de palco incríveis!

    Beeijos!

  8. tribalbahia disse:

    Não consegui ver os vídos qe vc colocou Lory, mas já vi Martina dançando aqui em Savador, uns anos atrás.
    Ela é tão exuberante, assim como sua dança, visceral. Não achei exageredo porque via-se que aquilo tudo fazia parte dela, intensa! Saí da aprresentação pertubada porque a sua dança era tão forte, alegre e acima de tudo tão feminina, mas nenhum pouco vulgar.
    Tem mulheres que são asim mesmo exuberantes, sua dança não pode fugir disso, assim como mulheres mais tímidas e\ou introspectivas terção um dança mais contida, para mim estilo não é algo que se possa escolher, estilo é aqui que se é!

  9. Larissa Branquinho disse:

    Eu gostaria de saber pq sempre se torce o nariz para o estilo libanês de dançar? Não é porque é uma dança para palco, com mais energia que é menor por isso…Eu sinto que as bailarinas com certa dramaticidade ou mesmo energia às vezes são menosprezadas no Brasil…A Martina é uma bailarina alegre, com muitas qualidades cênicas e técnicas. Não é minha bellydance favorita, sou mais a Warda (ela é incrível mesmo, ao vivo, nunca via nada tão envolvente) e a Pri Fontoura, mas acho que tem muito a acrescentar em nós, mesmo que ainda não saibamos.

    • lorymoreira disse:

      Eu tenho uma hipótese: pq no Brasil, a fonte de inspiração eterna ainda é somente a Casa de Chá com seu estilo egípcio contido. Ainda bem que novas bailarinas começaram a estabelecer relações com a dv de forma diferente por lá tb, tipo a Polímnia Garro, a Jú Marconato, a Elis Pinheiro. Cada uma da sua maneira. Mas ainda torcemos o nariz pq, no fundo, todo mundo critica a Khan, mas todo mundo queria dançar como as meninas de lá.

  10. Aina Kaorner disse:

    Adorei o vídeo de Martina! Essa mulher arrasa mesmo! No primeiro vídeo a dança parece MUITO com a de Rafael Jones. Sou suspeita pra falar, pois adoro o estilo libanês! Nem vou discutir sobre o padrão da Khan… Sem dúvida tem muita classe e elegância, mas o padrão Bellydance ainda me inspira mais: bastante visceral e sensual.

  11. Larissa Branquinho disse:

    Boa, Lory…rs. Concordo totalmente…

  12. Janah disse:

    ah martina… olha fica difícil pra mim analisar deixando de lado a minha relação de amizade com essa doida!!!
    mas conheço e trabalhei com ela fora do brasil, em portugal na mesma casa! A Martina é energia dentro e fora do palco, e vida, e amor ao que faz 100%…eu me identifico com a forma dela de dançar em muitas coisas…mas em primeiro por ir sem medo e por fazer diferente.
    Entendo o que vivi falou, e lembro muito também das maluquices de martina e quando a gente se juntava aff maria meu deus…kkkk
    Martina é uma grande bailarina e nem sempre tudo é feito para agradar a todos, mas não a nada melhor do que sair do lugar comum.
    Eu penso assim. Adoro as bailarinas da minha terra, mas vejo muita coisa igual e desmotiva e por isso parabéns lory pelo teu post!!
    beijos

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