Formação de platéia em dança do ventre. Por que não?

Quantas de nós já tivemos oportunidade de presenciar (ou mesmo de fazer) fuxicos enquanto uma bailarina está dançando? Quantas de nós já vimos (ou já fizemos) alguém torcendo o nariz para a bailarina em cena? Ou atendendo celular? Ou saindo no meio da apresentação? Ou achando tudo lindo sem conseguir diferenciar uma apresentação ricamente elaborada de uma cópia da Kahina? Um estilo libanês de um egípcio? Ou achando tudo chato porque nada parece com o estilo da nossa pró? E gritando desesperadamente, como uma tiete ensandecida, quando entra uma conhecida pra dançar? Ou não entendendo exatamente o que a bailarina quis dizer com aquele troço de crochê cobrindo a boca? Ou sem saber porque a moça dançou toda coberta enquanto a outra estava com uma roupinha de duas peças?

Quanto a tudo isso, há uma coisa que invejo no ensino do teatro e que acredito que precisamos incorporar como fundamento também no ensino da dança oriental nesse país: a dança precisa ser aprendida não apenas do ponto de vista técnico – de aprender a dançar, mas do ponto de vista de formação de platéia. Enquanto alunas de dança do ventre, a gente precisa aprender a apreciar (incluindo se comportar) e avaliar uma apresentação de dança, sobretudo enquanto manifestação artística.

E por que deveríamos nos preocupar com formação de platéia?

“A platéia é o membro mais reverenciado do teatro. Sem platéia não há teatro. Cada técnica aprendida pelo ator, cada cortina e plataforma no palco, cada análise feita cuidadosamente pelo diretor, cada cena coordenada é para o deleite da platéia. Eles são nossos convidados, nossos avaliadores e o último elemento na roda que pode então começar a girar. Ela dá significado ao espetáculo”. (SPOLIN apud ROSSETO)

Há alguma diferença na finalidade da platéia de teatro para a platéia de dança?

Do meu ponto de vista, não. O que me leva a crer que devemos, sim, ensinar as alunas de dança do ventre a ver, apreciar e avaliar as danças executadas em apresentações nos diversos espaços disponíveis (seja em teatro, em restaurante ou em praça pública). Até porque, as alunas (e seus familiares) são a maior parte do público presente em qualquer apresentação de dança dessas terras.

Segundo Rosseto, na história do ensino do teatro a recepção (apreciação e avaliação) só recentemente passou a ser considerada como um dos focos do ensino porque se percebeu que os dois pólos – produção e recepção, estão associados. Para ele, não é possível desenvolver um sem o outro. São procedimentos que tornam o educando um observador crítico e facilitam a aquisição de linguagem apropriada.

Pelo menos em se tratando do recorte Bahia, não vejo nenhum movimento nesse sentido relacionado à prática da dança do ventre. As professoras têm suas alunas. Algumas incentivam a participação destas em eventos de outras escolas. Outras não. Algumas acompanham suas alunas nesses eventos externos. Outras não. Mas eu nunca vi, nem nunca soube de professoras que ensinassem suas pupilas a como se comportar, apreciar e a avaliar (sem julgamento de valores) a dança do ventre de um modo geral.

O que vejo é a gente ensinar (e isso vale para professoras e não-professoras) sobre o que é feio ou bonito a partir do nosso ponto de vista pessoal, sem um incentivo à elaboração de um juízo crítico próprio por parte das iniciadas nas apresentações de dança oriental. E reforço aqui o papel das não-professoras porque nós, amadoras, também iniciamos pessoas na platéia de dança. São nossos maridos, mães, irmãs… e nem a eles costumamos dar o direito de uma avaliação crítica porque a nossa opinião, de “entendedora de dança”, vale mais. Puro pedantismo.

Timidamente, percebo um momento de ensino através de vídeos. Mas até ali, o julgamento da professora a respeito do que está aparecendo na telinha costuma vir antes do incentivo à capacidade de elaboração das alunas acerca do que aconteceu no vídeo, do que a bailarina dançou.

Mas como poderia ser feita essa formação de platéia na dança do ventre? O próprio Rosseto dá umas dicas que a gente pode adaptar: antes de dizer qualquer coisa, deixe a aluna elaborar como foi aquela apresentação para ela, quais foram suas percepções e sensações. Talvez uma boa dica seja deixar ela registrar tudo que achou e sentiu e, depois, reunir a turma para discutir as diversas percepções. A partir desses depoimentos, a professora pode (ou não) introduzir algumas explicações e falar de outras experiências que levem ao entendimento daquilo que foi visto, talvez até utilizando vídeos para enriquecer a discussão. Dicas sobre como se comportar e interagir também seriam excelentes.

Precisamos começar a pensar mais nesse assunto, a abrir espaços democráticos para discussão, mas, antes de tudo, aprender a escutar críticas porque, na medida que as alunas, amantes e bailarinas estiverem mais bem inteiradas com a linguagem artística da dança do ventre, teremos uma maior massa crítica, bem antenada e, sobretudo, valorizando o trabalho artístico em detrimento do lugar-comum. Na mesma medida em que teremos mais bailarinas com esse diferencial no mercado – hoje tomado basicamente pelo estilo clone das bailarinas mais famosas da Casa de Chá.

Fonte:

ROSSETO, Robson. A PLATEIA DA CENA TEATRAL: OBJETIVOS PEDAGÓGICOS. R.cient./FAP, Curitiba, v.4, n.2 p.138-148, jul./dez. 2009

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Sobre lorymoreira

Baiana, blogueira e apaixonada por música e dança árabe!
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13 respostas para Formação de platéia em dança do ventre. Por que não?

  1. jana disse:

    Oi, querida.
    Quando criança eu estudei na Arte em Cena, uma antiga e maravilhosa escola que existiu em Salvador na época da minha infância. Lá nós estudávamos teatro, formação de plateia e fazíamos muita arte.

    Realmente este é um tema muito interessante e de muita utilidade.

    É notável que hoje a plateia bate palmas na hora errada, grita no meio de uma fala, seja no teatro, numa formatura, onde for. Bate palmas para o hino nacional…enfim, é uma coisa de louco !! Vejo muitas vezes os atores ou apresentadores ou mesmo dançarinos ficarem sem graça diante de atitudes da plateia.
    Já vi músicos pararem o show para pedir respeito….enfim !!!

  2. Daiane disse:

    Oi, Lory! Muito interessante tua abordagem. Bailarina pensante é outra coisa.
    A genteacaba por reclamar às vezes de um público que não progride com a bailarina, claro que às vezes a falta de feeling também é nossa, mas tem bailarinas a quem o público dificilmente resiste. O Sami Bordokan em seu curso falou para nós que o bom músico conduz sua platéia a rir, chorar, dormir, entrar em transe. E explicou que a bailarina tem esse mesmo poder. Não sei ainda se concordo que tenhamos que educar a platéia, talvez fosse melhor educar nossa forma de interagir primeiro. Caso não funcione, pode ser que haja algo errado. E as vezes não é bem com a platéia. Digo isso pois essa coisa de sentir a platéia mais fria já aconteceu comigo e sei que vez ou outra vai acontecer denovo, também para que as pessoas não fiquem esperando que uma “platéia educada” vá interagir em vez da bailarina, pois é isso que acontece… o que eu mais vejo é a bailarina ali, linda, maravilhosa, esforçada, esperando que o público faça ela se sentir à vontade. Mas o dever de animar, de cativar de interagir é de quem está no palco! As pessoas não podem deixar de ser espontâneas por educação. Se não perde a graça. Mesmo que a gente mereça uma ovação, nem sempre vai ser como a gente quer ou mereça (do ponto de vista pessoal).
    Ao mesmo tempo, para outras funções que não toquem no âmbito da emoção, aí eu acho válido sim. Pois como lidamos com uma cultura diferente, há sim a necessidade de explicar devidamente aquilo que é diferente, estranho. aAcho que em vez de simplesmente dançar num evento, por exemplo, pode-se propor uma palestra falando da cultura e da arte que trabalhamos que é inerente a ela. Mas aí, é preciso mais do que dançar: é preciso saber do que está falando, ter boa dicção e muita coragem e segurança. Enfim, enfrentar o público com paixão e confiança, assim como devemos fazer através da dança. Karina iman, em sua primeira turnê pelo oriente falou que a recepçãp da dança é outra por lá, não apenas por que eles entendem as letras e nasceram com esta cultura. Eles interagem conforme o que a bailarina propõe em sua expressão. Se a técnica não é tão boa, azar, eles querem é ver alguém que vai lá e domina, interage. Eles não vão bater palma só por educação. Assim como são super alegres, eles também sabem ser frios se a moça não fizer nada e ficar com cara de nada.
    Vai aí minhas sugestões e opiniões para refletirmos, gostaria muito de ler várias opiniões também. Um grande beijo!!!

  3. Daiane disse:

    Esqueci outra coisa! Muito importante que vou falar também no meu blog: por favor, façam shows mais profissionais e menos informais para público aberto. Quando digo profissional eu digo: shows de bom nível, onde não apenas os músicos e técnicos são remunerados, (por favor parem já com isso ou não façam!); com divulgação decente que inclua, no mínimo, qualidade de fotos e um flyer com programação e explicação do show, o que se deve ou não fazer pode estar no gancho. Isso também educa a platéia e eleva o nível de percepção das pessoas nesta arte.

    • lorymoreira disse:

      Daiane, concordo com você qto a profissionalização dos espetáculos.
      Qto a interação do público, eu não sei… não acho que a bailarina tenha obrigação de “animar a platéia”. Acho que ela está ali para passar seu sentimento. Isso é arte. Animar ou não são outros 500 – você pode se sentir extremamente tocada por uma apresentação que eu simplesmente assisti e nem me lembro de uma batida de quadril… vai ser sempre assim.
      Tb não acho que as pessoas têm “deixar de ser espontâneas por educação”, mas ter um mínimo de bom-senso. Essa coisa de ficar histérica quando uma bailarina está dançando eu acho o ó. É uma opinião bem pessoal sim, mas eu simplesmente odeio gritaria. Pô… tem momentos que a gritaria é tanta que você nem consegue escutar a música direito. Tenha dó! Exemplos disso no youtube não faltam. Acho tremenda falta de educação. Bem diferente de um “uhu!”, lililililis, frases de incentivo e apoio ditas, sim, de forma espontânea ou não. Acho que nesse ponto, ainda somos extremamente amadoras – nem assistir uma apresentação e interagir com a bailarina nós sabemos.

  4. Vivi disse:

    Antes de tudo, apoio e levanto a bandeira juno com a Daiane:
    “façam shows mais profissionais e menos informais para público aberto”.

    Lory, como seu texto todo aponta, a responsabilidade de quem ensina é o item mais importante nesse processo – e mais uma vez caímos na velha questão da qualidade didática de quem ensina DV. A metodologia da ‘avaliação crítica’ de vídeos e apresentações é interessante e ajuda a educar a aluna de DV, mas se é mal conduzida acaba incurtindo ideias da professora e sua visão de dança.

    Portanto, é uma tarefa difícil (mas calma, não impossível). Digo difícil porque se conta nos dedos professores de DV que tenham a capacidade, experiência e por consequencia, maturidade para orientar as alunas para esse tipo de crítica. Fico receosa de falar, mas não vejo muita gente apta a trabalhar isso com os outros. O meio ainda é capenga nesse aspecto.

    Sou a favor da divulgação da informação em massa. Como assim? Bem, acho que quando a dança é levada p/ o público leigo se faz necessária a explicação do que vai ser feito ali. Como isso se fará fica por conta da estrutura que o evento dispor (release, folder, conversa com a plateia antes do show e tantos outros que forem possíveis). Acho que esse é um dos caminhos.

    Por enquanto é isso… Mas vamos proseando….

    • lorymoreira disse:

      Vi, o impressionante é que o meio de dança do ventre sempre anda meio capenga, independente do aspecto. Esse é só mais um. Como fazer para mudar isso? Não sei. Não me iludo acreditando que o movimento de buscar formação acadêmica em dança vá fazer diferença. Sou meio insistente numa coisa: ainda acho que para uma pessoa ser boa profissional (e aqui incluo a atividade de ensino), ela precisa passar por um bom processo de auto-conhecimento (entenda isso como quiser. Desde terapia até religião) e por cursos que extrapolem a dimensão apenas do ensino da técnica de dança, afinal, esse último é uma obrigação de toda professora de DV, mas que diferencial ela quer ter nessa fatia do mercado tão restrito e competitivo? Eu acho que já é tempo de pensar a dança de uma forma mais profissional e menos amadora. E olha que estou falando aqui desse lugar de quem dança apenas nos horários livres. O que se vê por aí ainda é o ensino da dança muito mais similar a uma seita religiosa do tipo “me sigam que eu sou o único caminho” do que uma proposta coerente com um fazer artístico integral – técnica, visão, proposta, emoção, repertório, platéia, cenário, figurino, composição, enredo, som, iluminação, coerência plástica, entendimento, entrega, amor, arte.

  5. Lucy disse:

    Acho que tudo começa pelo nosso exemplo. Simplesmente não fazer para os outros o que não gostaríamos que fosse feito com a gente já é uma boa dica, que sempre reforço com minhas alunas quando elas são plateia.

    Tenho o costume de sempre sorrir para quem está dançando, pois acho que isso incentiva. Afinal, se a bailarina está ali, está dividindo um pouquinho dela conosco. Temos que valorizar a bailarina enquanto artista que se expressa, independente do nosso gosto pessoal.

    • lorymoreira disse:

      Lucy, olha como sou chatinha (risos!): até tentei essa de sempre sorrir, mas tem coisas que a gente vê que não dá, né flor? Aí uma cara de paisagem fica legal. E tem mais, as vezes a apresentação nos emociona de outra forma. Não é apenas sorrindo que a gente demonstra que foi tocado. Isso é muito subjetivo. Tb não sei se gosto desse conselho “faça com o outro aquilo que gostaria que fizessem com vc” simplesmente por conta do contexto narcísico da dança do ventre no Brasil (pra ser beeeeeeeeeeeem generalista). Tenho até medo disso ser levado assim tão a sério. Mas concordo com vc: independente do gosto pessoal, a bailarina que está dançando merece respeito. Isso é inegociável. Beijocas e obrigada pela participação!

  6. Daiane disse:

    Ô maravilha! É, esse é um assunto deveras importante, e a manifestação da opinião mais ainda. Lory, o que eu pude notar também é que de região para região muda muito a figura, tipo, eu até ia gostar de ouvir uns gritinhos a mais, pois aqui tem de menos! Acredito que aí já tenha chegado no outro extremo, hehe! Aí também concordo, e digo também que quem faz são as proprias bailarinas, mas no fundo pensam que estão agradando, o que falta é alguém chegar e dar a real, e quem deveria fazer isso é a profe, né? àsvezes alguns não praticantes mais emocionados se empolgam também. Mas isso faz parte. Ah, a bailarina também não vai ser mestre de cerimonia, aparentemente supus isso! Mas não, o que quis dizer é que ela pode ter um certo domínio qdo píblico quando está no palco, não apenas no quesito animação, mas ainda concordo com o Sami, acho que passar seu sentimento não apenas a única função. É o mpinimo que ela tem que fazer para estar ali!
    Ela pode e deve passar subjetiva ou diretamente, senso de humor, pedir atenção, silêncio, coisas que todo artista pode trabalhar. Enfim, mandem mais que tá bom! Beijão!

    • lorymoreira disse:

      Flor, baiano é escandaloso por natureza. Viva a nossa cultura e capacidade de se expressar! Mas tudo que é demais sobra.
      A gente podia bater tudo no liquidificador e depois dividir no meio, hein? Risos!

  7. Lucy disse:

    Lory, concordo contigo que tem gente que se acha taaanto que não merece o meu sorriso! Nesses casos, cara de paisagem é a solução…mas eu confesso que eu acabo sorrindo do mesmo jeito, acho que não tenho jeito mesmo! 🙂

    E tô adorando a discussão! Beijos às bellydancers que tem conteúdo! Amo! \o/

  8. Shaide Halim disse:

    Engraçado como isso é algo que existe unica e exclusivamente no universo bellydance. Nunca vi, em nenhuma outra modalidade, a platéia histérica gritando pra dançarina como se estivesse no show da Madonna. Faz favor, né? Se atrapalha a dança eu não sei, mas que deixa a dançarina se achando a última coca-cola do deserto, ahhhhhhhhhhh, isso deixa! E é a partir daí que nascem as intocáveis, as superestrelas, que ninguém é melhor do que elas (o publico faz com que elas acreditem nisso e, com isso, elas se acham na condição de divas e, portanto, podem dizer às alunas que o resto do mundo dançante é lixo!). É uma bola de neve… uma atitude puxa a outra.

    Como bem disse a Lory, metade da platéia de dv é constituída de alunas de dv. A outra metade, é pai, mãe e namorado de quem está no palco. Gente que não entende nada do que se passa no palco e vai pra ver a filhinha dançando e dar “aquela ajuda” com a compra do convite da festinha de fim de ano. Gente que nem ao menos se importa se o que estão dançando ali é classico, moderno, folclórico. Não entendem e não estão interessados, na grande maioria dos casos.

    Aqui em SP os ditos shows profissionais acontecem nas baladas árabes…vc dança em barzinhos, com uma bandinha ao vivo bem meia boca (as mesmas musicas batidas de sempre, ou seja,a nem precisa caprichar no repertorio de movimentos pq amusica vai ser pobre), com os habibs doidos para a bailarina liberar logo o espaço para que eles possam dançar dabke.

    Gostam das dançarinas gostosinhas, independente se elas dançam bem ou não. Até pq, a graça não está em assistir o show de dança e sim fazer um auê basico e fim – ninguem realmente presta atenção se quem está ali está dançando bem mesmo. A coitada vai e volta, se enfia entre as mesas, ganha uma gorjeta aqui e ali e sem precisar grandes esforços. E assim o mercado vai se enchendo de tranqueiras aqui e acolá, que se dizem profissionais renomadas pq dançam nos botecos paulistanos. Faz-me rir!

    Esse público que LOTA as baladas árabes (e pagam 15 reais de couvert) se dá ao trabalho de ir a um espetaculo de dança realizado em teatro? Claro que não… teatro não tem breja gelada na mesa, não pode bater papo com amigos, gritar pra bailarina gostosa e cair no dabke no fim do show. Dá trabalho assistir o show, ver dança de verdade. E dança do ventre já virou sinônimo de acompanhamento pra esfiha, pro kibe e pra cervejinha na balada (com muita fumaça de narguile, é claro!)

    Ah, mas nas baladas árabes tambem tem muita dançarina na plateia, sim. Mas não pra ver a colega dançando, mas pq é sempre bom mostrar a cara nesses lugares, fazer contatos e descolar uma vaguinha pra dançar ali tambem. De graça, claro! E assim o cachê, que já não é uma maravilha, vai cada dia se desvalorizando mais. Pq se uma cobra 100 reais, tem quem cobre 70. A outra cobra 30 e a outra nem cobra nada, só pra aparecer no cartaz de divulgação do showzinho furreco. E elas acham que estão arrasando! É muito bizarro!

    E digo mais: as proprias bailarinas de dança do ventre, pelo menos aqui, não prestigiam o show (espetaculo mesmo, não a dança na balada) das colegas. Mas na hora de assistir os videos no youtube e meter o pau, fazem com vontade, né? Eu não sei se esse meio tem jeito. Como não tenho mais tempo nem paciencia, pulei fora quando meu alerta de limite apitou.

  9. Karine Al Shams disse:

    Shaide, tu disseste algo importante: “as próprias bailarinas não prestigiam o show, mas na hora de assistir os videos no youtube e meter o pau, fazem com vontade”.

    E o que dizer quando isso acontece dentro do próprio espetáculo, quando bailarinas experientes – e professoras – boicotam suas colegas, seja com a qualidade do show ou com posturas, no mínimo irresponsáveis. O que pensar, num teatro pequeno, de uma bailarina experiente tocando snujs com entusiasmo durante o show da própria colega, enquanto vemos a platéia sem saber para qual lado olhar?
    O que se faz numa situação dessas?

    Concordo com a maioria, a educação começa por nós.
    Beijos, gurias!

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