Ballet: ame-o ou deixe-o?

Ai, ai… o ballet!

Me pego, nesse exato instante, refletindo realmente se vale a pena continuar. E nada da minha intenção de jogar tudo pro alto tem a ver com qualquer dificuldade técnica, de orçamento ou de horário.

Sempre via minhas colegas de sala, todas entre os 30 ou já passadas disso, vestidinhas a caráter: collant da escola, meia-calça cor-de-rosa, sapatilha rosa, coque no cabelo. E eu, tonta, não imaginava que aquilo era uma farda obrigatória, até porque, parece que esqueceram de me falar sobre isso no ato da inscrição…

Até então, estava indo com uma legging e uma blusa justinha que desse para a professora avaliar a postura. E sim, uma sapatilha cor da pele. O cabelo, vocês sabem, daquele jeito lindo que a gente fica depois de um dia de trabalho. Sem coque, mal preso num rabo de cavalo.

Mas eis que, depois de um mês e meio de aula a professora comenta que estou estragando a padronização da sala não indo de roupinha bonitinha da escolinha. Eu, que ignorava a obrigatoriedade, achei que era piada. Depois fui averiguar e, sim, caras leitoras, para fazer aulas de ballet nessa escola, tenho que, aos 28 anos, me fantasiar de bailarina.

Consegue imaginar essa pessoa fantasiada de bailarina? Não? Nem eu!

Lógico que achei aquilo meio absurdo. Não se obriga adultos a se vestir de forma nenhuma. Façam o que quiserem com os que não podem questionar, mas a mim foi dada, pela maturidade e rebeldia própria da minha natureza, uma capacidade de questionar tudo que aparece pela minha frente: inclusive a mim mesma.

Cheguei a conclusão de que a escola era inflexível demais, mas não podia agir da mesma maneira. Afinal, se eu também fosse inflexível estaria condenando a escola pelo mesmo erro que o meu.

Propus a professora usar apenas o collant. Um acordo de adultos. Sem essa de meia cor-de-rosa, sapatinha cor-de-rosa e coque no cabelo, morou? Ela aceitou. Legal. Parece que um acordo foi estabelecido. Atitude de adultos. Gostei.

Mas aí, pra esculhambar tudo, ela vira pra mim e diz: “tá, mas prende o cabelo, viu?”. Mas acabei de cortar. Impossível prender. “Então põe uma tiara pra tirar ele do rosto”. Qual o motivo? “Tentar manter um padrão mínimo”. Não me encaixo nesse padrão. Acho que não nasci para fazer ballet.

Se o motivo fosse técnico, eu até cederia, mas nenhum argumento de lá vem nesse sentido. É, como Ró disse, uma estrutura militar.

Fiz duas coisas: 1ª – pesquisei, via telefone, em várias escolas de ballet de Salvador que têm aulas para adultos e descobri que todas que liguei tinham fardamento obrigatório. Logicamente o fardamento tem que ser adquirido na própria escola. 2ª – conversei com meu sensato maridinho e ele foi taxativo: “se é o padrão da escola, ou você se adequa, ou saí de lá. Ballet é quadrado e é padronizado. Você não pode querer mudar a forma da escola trabalhar”.

Lógico que surtei com esse papo dele. Fiquei chateadíssima da vida. Mas creio que sei o motivo: ele pode ter razão… e eu odeio não ter a razão.

Pra quê tanta padronização? Tentativa de controle?

Queria continuar fazendo as aulas de ballet porque têm sido importantes pra meu corpo, minha postura, enfim… mas não posso ceder totalmente a tudo isso.

Pensei em transferir minha matrícula pro jazz, mas a atendente brincou comigo “no jazz também tem farda”. Aí revidei: menina, nessa escola tudo tem farda é? E ela disse o que eu queria e precisava ouvir “não. Dança do ventre é livre”.

Ah tá… dança do ventre é livre…

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Sobre lorymoreira

Baiana, blogueira e apaixonada por música e dança árabe!
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44 respostas para Ballet: ame-o ou deixe-o?

  1. Samara disse:

    Fiquei com urticária só de pensar… Sai logo desse trem!

  2. Lívia Fares disse:

    Olá Lory,

    vou ter que concordar com você. Essa farda (adorei o termo) é totalmente desnecessária.

    Para crianças, temos que ter disciplina pois se cada uma fizer o que der na telha, a aula não progride e vai ter um monte de princesas da Disney dentro da sala. Agora, para adultos que estão lá por livre e espontânea vontade, isso é frescura.

    A minha professora de ballet, com a qual já migrei por várias academias, nunca me exigiu isso. O que ela pede é uma sapatilha (ponta ou meia-ponta dependendo da aula) e uma roupa justa que não a impeça de ver a minha postura e que não limite meus movimentos. Sobre cabelos, em aula, eu uso do jeito que for mais confortável para mim. Meu “guarda-roupa” de ballet tem de tudo. Top e sort, meia, polaina, collant, calça e pasme você até joelheira (muito útil nas aulas de contemporâneo). E, depois de 12 anos, acho que posso dizer que uniformezinho de escola não faz nenhum bailarino.

    Se me permite uma opinião: se você gosta do ballet não pare a aula. Pense na possibilidade de fazer aulas particulares, sem estar ligada a nenhum quartel. Experiomente também aulas de dança moderna ou contemporânea, onde essa frescura de uniforme ainda não foi totalmente disseminada, pelo menos aqui em Minas, uai.

    Abraços

  3. Shaide Halim disse:

    hahahahah… dança do ventre é sempre livre! hahahahahahaha

    Lory,

    aqui na escola eu não imponho uniforme pro ballet…afinal, somos adultos… mas o mais engraçado é que pelo menos metade da sala se auto-uniformizou! Por conta própria…as que não vem uniformizadas é pq fazem outros cursos antes e não daria tempo de se trocar. rsrsrs

    Mas essa obrigatoriedade é ridícula, hein? Faz favor!

    Só uma coisa: tirar o cabelo da cara não é pra padronizar, não. É pq, não sei em que etapa vc está, mas quando chegarem as piruetas, os chainnés, os tour piqués, qualquer cabelinho que descuidadamente caia sobre seus olhos pode te atrapalhar no giro. E quando digo atrapalhar, digo atrapalhar mesmoooooooo… eu quebrei o pé durante uma aula de ballet pq estava dando fouetté de cabelo solto… o cabelo veio na cara, eu perdi o equilibrio, caí da ponta e pimba… quebrei o pé!

    Então, a professora que falou que tirar o cabelo da cara é pra padronizar tá meio desorientada. Avisa pra ela que o coque tem uma utilidade maior do que só manter a estética da sala de aula!

    Mas Lory… deixa de ser turrona, vai! Desistir da aula só pra não usar uma tiara? Aproveita que vc já conseguiu se livrar da meia calça… eles flexibilizaram de lá, vc flexibiliza de cá! Quem sabe esse não é um bom começo pra dar uma quebrada nessas mil regras que sua escola criou? Mas aos pouquinhos, né?

  4. Lis disse:

    Olá Lory, adorei as suas reflexões!

    Principalmente esta do ballet…. é por essa e por outras que eu pratico dança do ventre tb! rsrrsrsrrs

  5. Juli Moreira disse:

    Ah ta, dança do ventre é livre. É. Mas na hora de uma apresentação tem uma forma de vestir, não tem? A gente aceita mulheres que dançam de saia curta, porque a dança do ventre é livre. Mas não fica sempre uma impressão de coisa esquisita ou diferente ou que a dançarina quer chocar?
    Ballet não é livre. E o vestir tem um motivo. Não é bem militar. Primeiro, o collant é para ver o corpo e a postura da dançarina. A meia-calça não sei te dizer bem porque, mas lembro que quando eu era criança, eu dançava de meia curta, que pegava apenas o tornozelo. Aí quando cheguei na idade que era chamada de mocinha eu tive que começar a usar meia calça. Então acho que tem alguma coisa a ver com cobrir a perna.
    O cabelo preso também tem um motivo, que sua professora não soube explicar: é para não atrapalhar. Sabe como a gente acha lindo a dançarina do ventre que tira o cabelo do rosto? Isso, no ballet, não tem espaço. O cabelo é preso em coque não apenas para manter uma padronização, mas para evitar que as dançarinas fiquem com as madeixas no rosto enquanto dançam.
    A farda é um padrão esperado por quem busca o ballet. Tudo bem, vc achou que não precisava e a escola tinha que ter te avisado. Não avisou, a professora deveria falar isso no primeiro dia de aula. Não falou. Mas agora que vc está sabendo disso, acha mesmo que vale a pena jogar para alto algo q vc gosta por causa disso?
    Nós duas fomos criadas questionar e sermos “rebeldes”. Mas o ballet exige um padrão que não é único, mas é declarado. Por exemplo, uma moça que vai trabalhar de vestido curto ou justo demais. A empresa não tem farda, então ela pode usar suas próprias roupas. Alguém ensinou para ela que no ambiente de trabalho nos vestidos de acordo? Então, o chefe coloca uma farda para todos. No ballet, é mais ou menos por aí. Só q vc está falando de uma estrutura que existe dessa forma há séculos.
    Tudo q vc for fazer vai ter um padrão esperado não apenas na forma de fazer, mas na forma de agir e de vestir. Seja ballet, dança do ventre, capoeira, boxe, aulas de piano, curso de italiano, aulas de culinária ou apenas ir para um escritório trabalhar.

  6. Rachel disse:

    Que doidera Lory!
    Eu nunca tinha ouvido isso.
    TODAS tem mesmo essa obrigatoriedade de utilizar o uniforme da escola?
    Chega a ser ridículo o q estão fazendo com vc.

    Pra vc ter idéia eu faço ballet numa turma de ballet pra adultos iniciante e todo mundo vai do jeito que quiser. Desde que seja uma roupa que a professora consiga visualizar os movimentos e tals. Mas po, sério, quando a aula era depois da aula de DV tinha um pessoal que usava até lencinho no quadril durante a aula e meia no pé ao invés de sapatilha.
    Ninguém nunca reclamou. Acho que sua professora ia surtar vendo essa turma.

    Quando eu ainda fazia Jazz e minha irmã mais nova fazia ballet eu via que realmente as turmas de ballet tinham mais padronização nas roupas mas isso era porque era bem mais barato e conveniente ter o uniforme da escola mesmo.
    Nessa época minha professora de Jazz também reclamava do meu cabelo porque ela achava que se o meu cabelo não estivesse totalmente preso eu criaria vícios de prendê-lo, amassá-lo, torcê-lo ou consetá-lo durante a dança. E acabaria repetindo esse vício no palco sem me dar conta. E isso é verdade! Acontece mesmo!

    E isso de ballet é padrão e não tem como escapar é furada pq existem escolas que não são tão tradicionais assim e que fazem ótimo trabalho. Eu espero que vc encontre logo uma turma de ballet que faça você se sentir em casa.

    Beijos!

  7. Daiane disse:

    Hehehehe! Dose pra leão… Mas é 8 ou 80, eu já imaginava que era assim. Questão de disciplina mesmo, o que contribui para manter a seriedade das coisas. Isso é sociológico, vem do paternalismo. A gente sabe que não tem nada a ver, mas às vezes penso que o uso do uniforme ou obedecer alguns padrões pode ser válido. No caso do ballet, isso vai fazer com que as pessoas não se importem com a vestimenta, justamente por ser padrão. A pessoa que se destacar na sua movimentação não terá vantagem pela roupa mais bonita (como já vimos acontecer na nossa), mas sim por esforço, talento. Como na dança do ventre o caráter solo é predominante não terá esta preocupação, mas no estilo folclórico há uma padronização, o que torna o grupo visualmente organizado e com uma identidade única. E acho muito interessante (veja Arabesque Dance Co., Canadá).
    Um ponto positivo: jazz não é rosinha, é pretinho, mais aceitável.
    Mas é isso , Lory, teu marido tá com todinha a razão. A justificativa da escola é dissimulada e castrativa, mas é a tradição que ninguém ousa derrubar. E é assim que o ballet se mantém renomadíssimo por muitos e muitos anos, como uma dance de alta classe.

  8. vera disse:

    Oi, Lori. Olha só que coincidência. Semana passada consegui voltar pelo menos pra academia de ginástica e surpresa: estão dando aulas de balé para adultos. Já havia uma turma lá com a mesma professora de balé pra crianças. Dei uma espiada e a minha reação, contrariamente à sua, foi pensar “mas que desmazeladas, fazendo balé com roupa de ginástica!” Quando fazia jazz, era o império do preto desde a sapatilha oa colant, e tínhamos por obrigação ser descabeladas, que isso fazia parte do show, com muitas jogadas de pescoço e cabeças girando. No pouco de balé que tivemos, dentro do horário do jazz ficávamos é claro com a mesma roupa. Agora, vc já viu uma bailarina de clássico descabelada ou uma de flamenco? Faz parte da tradição de centenas de anos. Por isso no balé moderno desde a roupa de aula até a fantasia de apresentação é tudo diferente, mais solto. Mês passado minha filha veio da aula de balé na escola meio descabeladinha, porque as auxiliares que arrumam a criança. Tratei de pôr um recado na agenda pra arrumar o coque com a redinha que está na bolsa. A auxiliar me informou que não fez o pentado porque ela preferia solto. A professora pelo jeito é flexível, mas eu… não. Agora toda semana ela está de redinha e coque, sem a jubinha em volta do rosto para ter mais visão periférica. Acho que manter a postura do balé em si já difícil, ainda mais quando tem fios de cabelo fazendo cosquinhas na cara da gente.
    Bjos

  9. rhazi disse:

    Oi Lory tudo bem? Que uó hein???? Ninguém merece!!!! Enfim, aqui em Sampa nós temos cursos de ballet adaptados, tem um da minha amiga Hanna Hadarah que é de Ballet aplicado à Dança do Ventre, ou seja, só o que a gente precisa do ballet para aplicar na DV: meia ponta, giro, postura, braços… uma beleza! Tudinho, menos a farda hehehehe Beijos e boa sorte em tua empreitada!

  10. Carol Murad disse:

    Oi Lory, tudo bem?
    Eu sei que é complicado, mas a verdade é essa. Em todos os lugares do mundo o ballet exige esse uniforme de collant, saia, meia-calça, sapatilha e coque. É como o lenço de quadril para a dança do ventre.
    Explicar os motivos é algo para o qual não me sinto habilitada o bastante, mas alguns deles sua professora já deixou claro:
    Coque serve para o cabelo não cair nos olhos. Se na DV é charmoso jogar o cabelo de um lado para o outro, no ballet isso atrapalha horrores nos giros e na concentração em geral. Na minha opinião (repito: MINHA!), a estética dos movimentos e o da própria bailarina são pesos e medidas diferentes em ambas as danças.
    Se por um lado a bailarina de DV tem que estar linda, charmosa, impecável, make up, roupa e jóias, por outro, no ballet a preocupação é 90% focada na perfeição dos passos e movimentos.
    Não que bailarina clássica deva se apresentar esculhambada, muitíssimo pelo contrário. Mas em aula, cabelos, maquiagens e roupas são itens nem secundários, mas terciários na lista de prioridades. Por isso devem aparecer bem menos que o seu en dehors ou o seu colo de pé na meia-ponta, por exemplo.
    E, sim: collant, meia-calça e sapatilha podem não serem lindos, mas são PRÁTICOS para você e para sua professora analisar cada um de seus músculos durante os exercícios.
    Na DV a gente tem aquela preocupação desde o 1º dia de aula com o figurino, a aparência, porque simplesmente é uma característica dessa dança. No ballet, professora nenhuma vai te fazer se preocupar mais com o bordado do tutu do que com a sua força e equilíbrio no adagio.
    E, convenhamos: com o cabelitcho solto e a franjinha na cara, é IMPOSSÍVEL fazer coisas como essa por exemplo:

    Beijos!!!!!

    • Kaliana disse:

      Discordo sobre o que você falou da dança do ventre, Carol. Sei que você frisou que era sua opinião, mas não entendi porque você vê a dança do ventre dessa forma, então gostaria de falar sobre onde fica a tal liberdade da dança do ventre.
      Estamos sempre de olho na técnica e na emoção. E por aqui (Brasil) a técnica tem falado tão alto que está na moda fazer balé para aprimorar giros, meia-ponta e arabesques e manter o tronco retíssimo. Consequências da liberdade da DV. Não se usa traje de dança nas aulas, se usa uma roupa que não atrapalhe nenhum movimento e que permita a professora – e você mesma, pelo espelho – observar os movimentos. Sapatilha é uma necessidade, não usamos nas apresentações, mas durante as aulas se não usarmos machucamos fácil os pés. Algumas compram um lencinho com moedas, mas aquilo só faz barulho e dá um charminho(e na hora de alongar, muitas dispensam). E você pode ser muito linda, ter os trajes lotados de bordados com strass, mas de nada isso vai adiantar se você não souber dançar e não passar a emoção ao público. Damos a mesma importância ao cabelo, maquiagem e trajes que o balé dá. E sobre a aparência física, é possível uma bailarina ser uma estrela profissional com quilinhos acima ou também já passando dos 30. A obrigação em ser magra não é tão forte como no balé. No balé tem padrão até na hora de maquiar. Na dança do ventre podemos nos maquiar e “enfeitar” como quisermos numa mesma coreografia – apenas a roupa, preferimos que seja igual. E o cabelo pode estar de qualquer maneira, tem de tudo(longo, enrolado, volumoso, amarrado, trançados, armado). Quanto aos trajes, a liberdade é MUITO grande, dá para se fazer quase tudo, poucos são os limites. A diferença da dança do ventre para o balé está mais no ponto em que aquela respeita mais a individualidade da pessoa por não possuir limites definidos. Cada bailarina de DV pode absorver os passos e executá-los demonstrando sua leitura pessoal da música – poucos ou muitos passos, mas que são bem executados.
      Mas não recomendo a ninguém que faça dança do ventre porque é menos “militar”. Acho que a pessoa que gosta de dança escolhe a que mais se encaixa. Eu quis muito balé quando criança, recentemente eu até fiz por causa da minha postura de pessoa que sempre foi tímida, e por sorte, ninguém me obrigou a ir vestida de nenhum jeito. E eu gosto muito de collant e “sainha”, nesse ponto me senti super bem. Mas a dança… não curti. Adorava os alongamentos, mas era só isso.
      PS.: Não conheço tão bem o balé como conheço dança do ventre, se alguma aluna/professora/admiradora de balé poder corrigir ou esclarecer algum ponto em que posso ter me equivocado sobre o balé, seria muito bom!

      • Kaliana disse:

        Só depois de escrever e postar quase um livro eu vejo a data do post XD ><'''''''
        Lory, espero que você hoje esteja bem encaixada em alguma(s) dança(s), e satisfeita! Porque dançar é sempre muiiito bom! Beijos! 😉

      • lorymoreira disse:

        Querida, esse post velho é um dos mais acessados. Dá pra entender porquê, né? Risos!
        Amo a dança do ventre. O meu corpo se resolve e se desafia com ela.
        Obrigada pela participação.

  11. lorymoreira disse:

    Meninas, vejo que esse assunto mobilizou a galera, né? Umas acham o fim mesmo, outras acham tolerável e outras justificam. Obrigada pelos toques sobre o porquê disso ou daquilo. Acho que a Shaide tem razão quando diz que não se abandona algo apenas por uma tiara, embora eu tenha plena consciência de que minha questão não é o coque ou o collant, mas a minha dificuldade em ser obrigada a fazer alguma coisa. É melhor que tentem me convencer que me obrigar. E uma parte de vocês me convenceu mesmo sobre a importância da utilização do coque, por exemplo.
    O que eu percebo é que há, nessa escola, um primeiro discurso que é autoritário. Só depois dele vem um discurso que tenta justificar os meios. Resta a eles descobrirem que com autoridade não se conquista ninguém de verdade.
    Juli, ando meio cansada inclusive dessa coisa padronizada da própria dança do ventre. Vejo que estou numa busca por algo mais livre. Mesmo. Mas ainda não sei exatamente o que é.
    Por ora, vou continuar no ballet. De collant e tiara que é o que minha capacidade de tolerância admite. Depois, quem sabe, não encontro exatamente aquilo que estou precisando: um bom trabalho postural e de condicionamento físico aliado a técnicas de dança que primem pela liberdade criativa e saúde emocional de suas praticantes.
    Beijão a todas! E obrigadíssima!

  12. Vivi disse:

    Argh!!!!Mordi a mesa com esse post!

    É óbvio que a prática de qualquer dança demanda um tipo de vestimenta que não atrapalhe. Mas chegar ao preciosismo de querer impor a cor? Ó céus, Ana Maria Botafogo!

    Já te disse no outro post… Olha direito isso… Se agem assim p/ definir ‘farda’ num curso p/ adultos, que não visa a profissionalização, que dirá em outras questões.

    Duas sugestões, vou ver se te ajudo:
    – tentou ver a escola da Fátima Suarez, no Canela? Trabalham a partir da pedagogia de Isadora Ducan. Gosto do trabalho que fazem, acho que vc também já conhece.
    – tem a UFBA que oferece cursos livres. Na época em que era aluna do mestrado havia aula de ballet p/ não estudantes da faculdade. Olha lá também. Aposto que lá vc não vai ver ninguém coberto de rosa da cabeça aos pés.

  13. Carol Murad disse:

    Esqueci de dizer isso no post anterior, mas agora lembrei: pelo menos para mim a meia-calça é super prática para usar com a sapatilha de ponta. Há quem use sem? Ô! Quando eu tava no ballet tinha várias delas usando a biqueira e a sapatilha de ponta sem meia nenhuma. Eu particularmente acho desconfortável, mesmo porque a sapatilha de ponta já machuca e MOOOOITO o pé. A meia é só mais uma, digamos, proteçãozinha, saca?
    Mas como você tá fazendo ballet pra melhorar a postura na DV, pode ser que não queira fazer ponta, me corrija se eu tiver errada. Se for assim, não há necessidade da meia!
    Eu acho que a dança mais livre hoje em dia em termos de criatividade e liberdade corporal é a contemporânea. Já vi muitas delas com cabelões até a cintura soltíssimos e esvoaçantes, roupas rasgadas, ou até nudez total. Mas há um detalhe: os melhores bailarinos contemporâneos têm rígida formação em ballet clássico, e fazem muitas horas de ballet por dia.
    Se sua professora continuar pegando no pé com essa de uniforme, tente talvez fazer aulas particulares, como a Lívia disse. Porque se há uma coisa que eu aprendi nesse meio do ballet clássico é que os próprios bailarinos se orgulham de suas “fardas”, por isso aderem a ela com tanta facilidade! Eu mesma adorava a minha, confesso! rsrs…
    É como se isso os distinguisse de todas as outras danças, os colocasse em uma espécie de pedestal. Mexer com essa tradição secular talvez seja dar murro em ponta de faca, porque é desse jeito desde 100, 200 anos atrás, nas melhores escolas do mundo inteiro, como eu disse antes.
    Mas já que o seu foco não é o ballet, tente as aulas particulares, ou alguém que dê aulas voltadas para alunas de DV, se tiver aí na sua cidade, ok?

    Good luck!!!!!! =D

    =**************************************

  14. Verinha disse:

    Por isso que eu não faço ballet…

  15. Laura disse:

    Livre, totalmente livre, acho que nada nessa vida, é… Até mesmo dança do ventre, pelo menos nas escolas que entrei, tinha um “uniforme mínimo”, não dava pra fazer com qualquer roupa…
    Mas posso confessar uma coisa? Fico impressionada com algumas coisas que bailarinos fazem, realmente é impressionante o domínio do corpo, mas minha admiração pára por aí… acho ballet muuuuito chato, não consigo assistir dois minutos de apresentação sem bocejar…
    Posso dar um palpite? Será que se vc estivesse empolgada mesmo com as aulas, essa obrigatoriedade te incomodaria tanto? Vai ver no fundinho vc já não tá muito animada e essa história acabou sendo a gota d’água…

    Bjus e boa sorte na sua decisão

  16. Yamara Fabri disse:

    Olá!
    Entendo o que você tá sentindo com essa coisa toda de roupa, meia, collant, coque…mas como as meninas falaram tudo tem um motivo, minha Prof do Ballet tbm exige o uniforme DA ESCOLA, não basta apenas ser um collant e meia, mas é até melhor toda essa “parnafernalha” toda de roupa para dançar! Mas concordo que é uma chatisse hahaha
    Beijos

  17. Elaine disse:

    Lorita, entendo suas colocações e o que a Laura disse é exatamente o que eu iria te dizer…
    Acho que esse episódio da “farda” diz mais do que quer dizer. Talvez lá no fundinho existam mais questões mascaradas. Eu vejo um quadro semelhante ao que vivi recentemente e o buraco era mais embaixo mesmo.

  18. Shaide Halim disse:

    Meia calça ajuda no aquecimento muscular. No inverno, além das meias calças, algumas escolas sugerem (ou impõem) o uso de perneiras (polainas compriiiiiiiiidas que chegam até a coxa). Não é desnecessário… no frio a gente demora mais pra aquecer o corpo e pro ballet um musculo que não esteja devidamente aquecido pode sofrer um estiramento e aí, babau… adeus dancinha!
    E ainda, como alguem falou antes, sapatilha de ponta sem meia é uma tortura pros pés.

    • lorymoreira disse:

      Shai, vc esqueceu que tô em Salvador, fia? Aqui frio passa longe… E sapatilha de ponta, por enquanto, tá na mesma distância que o frio.

      • Shaide Halim disse:

        então, por isso te falei lá no primeiro post meu que já que te dispensaram a meia, então aproveita, nega! Sim, aí tá calor, mas muita gente que não mora em terras calientes usa meia calça no ballet, acha um saco e não entende muito bem pq. Fica aí a explicação! Pra que está em terras mais frescas, usar a meia calça, principalmente no inverno, é necessidade básica! ^-^
        Beijocas

  19. Mayla disse:

    Oi Lory, tudo bom?
    Eu sei que o assunto já rendeu, mas acho que ninguém comentou que as escolas normalmente exigem a meia calça rosa porque é a cor que mais facilita a visão da musculatura das pernas e dos joelhos.
    Eu concordo que as escolas não precisam ser tão militares, a ponto de exigir cor de meia e modelo de collant, afinal, a disciplina vem de dentro. Mas ballet é uma modalidade muito rígida e cheia de regras….e por essas e outras, funciona!
    Beijos.

    • lorymoreira disse:

      Mayla, flor, agradeço imensamente sua participação por aqui, mas preciso lhe dizer que não concordo com isso “ballet é uma modalidade muito rígida e cheia de regras….e por essas e outras, funciona!”. Pra mim, é o mesmo que dizer que uma ditadura, por ter regras e rigidez, funciona e dá certo. Até hoje, não vi nenhuma que desse certo, mas muitas que se mantêm às custas de vidas roubadas e liberdade vigiada. O ballet não precisaria ser tão rígido e impositivo para atingir seu objetivo técnico. Quando as colegas colocaram aqui o motivo da utilização de cada coisa que neguei (meia-calça, coque, etc), estavam fundamentadas no requesito técnico para convencer sobre a importância. A escola de ballet que estou, utiliza como argumento, em primeiro lugar, o poder: “eu mando porque mando e você só obedece”. Regras são fundamentais para a convivência humana, mas a inflexibilidade e o excesso de autoridade só traz destruição, dor e desprazer. Já não tenho mais idade pra perder com coisas que não me dêem prazer e me façam uma pessoa de alma mais livre e criativa. Fico no ballet, sim, mas até enquanto sentir que á espaço para ser quem sou: cedendo em algumas coisas, não cedendo em outras. Obrigada pela presença.

  20. Mayla disse:

    Lory, desculpe. Talvez eu tenha me expressado mal…a rigidez com a qual eu concordo é apenas aquela com um mínimo fundamento técnico, tá? ;o)
    Eu mesma já me rebelei com uma escola de ballet que queria me obrigar a usar collant azul royal com timbre (igual gado) e saia branca (justo eu, que tenho um popozão à la carla perez).
    PS: seu blog é muito bom! Parabéns!
    Bjos.

  21. Jessica disse:

    Prazer meu nome é Jessica achei muito interessante seu post sobre o ballet, tenho 17 anos e já fiz 5 anos de jaz e ja completei 3 de ballet, as duas é obrigatório o uniforme, a escola onde faço ballet não é paga é gratuita mas mesmo assim temos que usar a roupa adequada, faço teatro e dança também que é bem contemporâneo, ou seja sem uniformes, como convivo nesse mundo de arte conheço bastantes sua historia.
    Não sei se ja ouviu em fala em Isadora Danck pois é ela foi uma grande mulher, que quebrou com mundo CHATO do ballet, ela disse que qualquer pessoa podia dançar e que não era preciso usar um uniforme ou até mesmo o famoso Tutu para ser bailarina, ela dança em frente ao mar tentando refazer os movimentos das ondas e ela usava apenas tecidos.
    Foi dai que surgiu a dança contemporânea movimentos livres roupas livres.
    Eu pelo menos gosto do que eu faço me ajuda muito com atriz e bailarina.

  22. Helena disse:

    Olá meu nome é Helena e faço ballet, é muito legal isso de adultos no ballet, ajuda a divulgar e popularizar essa dança tão bonita. A minha professora me explicou o porquê de termos q usar essas roupas e não é por causa de regras. Nós usamos o collant porque é a roupa mais adaptada para exercícios q precisam de muita flexibilidade, se vc estiver de calça pode acontecer de rasgar, Ops! a meia- calça nós usamos como complemento do collant, fica meio vulgar usar só o collant sem meia, a não ser q vc esteja em uma sala toda fechada, a minha é de vidro e dá pra rua! Como temos q usar meia- calça usamos a rosa, porque é a mais fácil de visualizar o músculo e a sapatilha também é rosa porque se não poderia desfocar a visão, todo mundo ia olhar só o pé e esquecer dos movimentos da perna. O coque nós usamos por causa de sequencias de giros, se vc não usar, quando der várias piruettas, o seu cabelo vai ficar no seu rosto e não vai dar pra fazer marcação de cabeça, e vc vai ficar tonta e cair.
    Bom é basicamente isso, espero ter ajudado. Não saia do ballet, as pessoas desistem muito rápido, vc vai ter motivos para sair muito mais cruéis do q a vestimenta, o seu corpo vai doer e vc vai precisar dedicar mais tempo, mas depois, quando vc estiver no palco, em um solo, flutuando em sua sapatilha de ponta, vai saber q valeu o esforço.Bjs.

  23. YARA FREIRE disse:

    Como este mundo e pequeno !!!!!! eu aqui e vc tb vc tem muito que brilhas minha amiga. beijos
    YARA

  24. Pingback: Questiono, logo existo. « (An)danças de Lory

  25. ana beatriz disse:

    oi tenho 11 anos e sou bailarina deis dos 3 acho que se vc gosta de ballet deve fazer mais se nao gosta nao deve ser obrigada
    eu nesses 8 anos nunca fui obrigada pela minha mae ou pelo pai a ir pro ballet

  26. Lila disse:

    Olá 😉
    Tenho 16 anos e sou bailarina clássica por opção minha, na verdade acho que minha mãe até estranhou quando pedi para entrar nas aulas aos 7 anos. Concordo com o que você sobre ballet para crianças, por mais que as mães achem lindas aquela fileira de bonequinhas é muito complicado pois os movimentos exigem muito auto-controle, dedicação e a bendita da padronização, fazendo com que as vezes a criança cresça traumatizadas com limitações fisicas e outras… enfim. Comecei a escrever na verdade por causa da “farda”. Bem, pelo meu conhecimento sobre a dança a escolha da sua professora sobre a “farda” foi bem controversa, pois na minha opiniaõ ela não deve nem saber os reais motivos de cada peça, sendo o collant o mais dispensável, ou “menos importante”. A meia-calça (rosa ou branca) marca a abertura do seu en dehors (rotação do joelho para “fora”) quando sobe sobe uma das pernas no passe ou faz alguma pirueta pois a meia suja com a sapatilha, se não sujar é porque você esta fazendo errado, deixando o pé distante da perna na subida, se marcar bem no osso da canela é porque seu en dehors esta fechado, enfim, quem corrigirá é a professora, SE ela souber destes detalhes. O coque parece tão inutil nas primeiras aulas ou nas aulas que necessitam de mais tecnicas, mas quando começam os giros e os ensaios de pax de deux (com um homem) você passa a entender a real necessidade, já levou chicoteada de cabelo? Pois é a sensação, quando vcê só prende um rabo de cavalo e começa a rodopiar, ai ai me incomoda só de lembrar. Mas como você citou seu cabelo deve ser curtinho, portanto não tem “necessidade” do coque bem feitinho com rendinha e tal, a estetica fica a vaidade de cada uma, o que não significa que a sala se tornara uma zona. Quanto ao collant, acredito que a necessidade maior esta no pas de deux, porque tem mais pegadas e tal, e usar só uma blusinha justa pode causar alguns “constrangimentos”, e em aulas de contemporaneos por causa dos diversos passos no chão. Bem , esta é a minha opinião e meu conhecimento sobre o assunto, espero que não seja só mais um comentario vazio em seu blog. xD
    Também espero que repense as aulas de ballet, mesmo não querendo se tornar uma “classica” o ballet pode ajudar muito no cotidiano !!!

    Beijos, Lila

  27. Maza disse:

    Se todas as tuas colegas usassem roupas de marcas diferentes, vc estaria reclamando q a aula virou desfile de moda e rivalidades pela roupa. Agradece q o uniforme feminino é muito light comparado ao masculino (conhece o suporte?).

  28. Fernanda disse:

    Pensava assim quando eu era adolescente, hoje acho que adultda consigo entender melhor o que é disciplina … dança do ventre tbm tem farda

    E o coque é pra vc se manter em um ponto fixo …

    Sai do ballet e volta pro Jardim …

  29. RoH disse:

    Eu acho muito importante isso de uniforme, se nao fica uma poluiçao visual terrivel, e cara vc nao pode mudar uma coisa, vc é apenas uma aluna… No seu serviço vc usa uniforme certo?? entao…
    qual o problema de meia cor de rosa?? é apenas uma meia!!!

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