Babelesque – Bellydance Superstars

Achei na internet e baixei através do torrent o dvd Babelesque (Live from Tokyo) da troupe Bellydance Superstars e faço aqui uma resenha e rápida análise do que assisti.

A fórmula é a mesma do famoso Bellydance Superstars Folies Bérgere: uma super-produção. Tudo é um escândalo – os figurinos, a montagem coreográfica, os cabelos, maquiagens, luzes e som.

Vamos combinar? Ninguém sabe fazer da dança do ventre um espetáculo tão impactante quanto essas americanas. Um luxo em termos visuais!

No entanto, porém, todavia, contudo… Ai que tédio… Assisti apenas a três ou quatro coreografias inteiras. Destaque para as coreografias de abertura e do final, sempre tão elaboradas e ricas. Dei uma olhada mais curiosa também em uma coreografia mais clássica, numa misturinha de dabke com saidi e numa fusão de ballet com dança do ventre. O resto, via um pedacinho e adiantava no FF do dvd senão eu corria sério risco de cair em sono profundo.

Explico o motivo: falta tesão naquelas criaturas!

Petit Jamila: a pomba-gira americana

Elas tinham tudo para serem perfeitas – corpos lindos, técnica legal, roupas caras, dinheiro investido em sua arte, teatro lotado, reconhecimento do público, mas e a expressão? E aquela coisa linda que é você olhar uma bailarina dançando e se emocionando junto com a música? Não. Não esperem ver isso nesse dvd.

E eu disse que ele era o mesmo estilo do Folies Bergere, né? Mas não é tão bom quanto. Falta a Amar Gamal pra fazer dele uma coisinha melhor. Mas tem umas carinhas novas que ainda não me dei ao trabalho de procurar ou gravar o nome. A moça da fusão com ballet é muito boa tecnicamente e tem uma expressão mais convidativa do que as outras.

Mas tem crecas que superam ela: aquela terrível Adoré numa apresentação de qualidade duvidosa com uma cadeira, a pomba-gira Petit-Jamila, aquela que só roda, roda, roda… e a tosca da Sonia, que dança derbake, clássica, saidi e moderna sempre com cara de parede de consultório de dentista.

Jillina - a coreógrafa merece aplausos!

Tá… tem Jillina também! Bom, o número da Jillina é aquele derbake enorme com o Issam tocando. Muito parecido com o do Folies. Sem novidade, a não ser aquela maluquice dela de dançar em cima do derbake – a la Tito. Não gostei.

Bom, eu não sou uma grande apreciadora do trabalho da Jillina, mas preciso dizer que quem salva essas Superstars é ela. As coreografias de grupo são um bálsamo em termos de desenhos e evoluções. Mas acho mesmo que ela como bailarina é uma excelente coreógrafa!

As apresentações de tribal são sempre chatíssimas. Essa coisa de tribal fusion me entedia horrivelmente. Porque não inserem um ATS nessas Bellydance Superstars? Deve ser porque ATS não tem o mesmo glamour e esse é o princípio básico, número um mesmo, dessas mocinhas – muito glamour e pouca emoção!

Então, você está altamente depressiva e pensando que a dança do ventre não tem mais jeito? Põe o Babelesque no dvd e sente o drama: o mundo não é mesmo compreensível – onde sobra competência em termos de produção, falta emoção e envolvimento e onde tem emoção e envolvimento, falta produção.

Vamos nos jogar de um pé-de-coentro ou continuar tentando?

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Sobre lorymoreira

Baiana, blogueira e apaixonada por música e dança árabe!
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7 respostas para Babelesque – Bellydance Superstars

  1. Najlah Zahle disse:

    CONCORDO!! Lory, pra mim, conseguiste dizer tudo!! Sobra técnica, coreografias elaboradas, mas faltam tesão. Eu sempre digo isso em aula: técnica é importante, mas é preciso assimilar, sentir, transbordar a dança de dentro pra fora…. E o que eu sinto quando vejo essas bellydancers é sono, tirando uma ou duas… Me cansa profundamente. Parabéns pelo texto!

  2. Carol Murad disse:

    Eu me lembro que meu primeiro contato com o mundo virtual da DV foi no blog da Luana Mello, falando desse mesmo assunto. Até então eu era uma completa leiga, e de lá pra cá evoluí um pouquinho rsrs!

    Muita coisa mudou, e outras não. Eu achava que Tribal Fusion era um absurdo. Hoje vejo beleza e originalidade ímpares nessa “esquisitice visual”, como eu definia o Tribal antes.
    Mas o que não mudou foi minha opinião sobre a inexpressividade e a falta de alma das BDSS. Ainda acho que elas são extremamente plastificadas, industrializadas, e misturam demais alhos com bugalhos.

    Sinto falta de ver o espetáculo delas e sair com aquela impressão de “oriente”, de “alma e essência árabes”. É lindo repetir os passos tecnicamente perfeitos, é maravilhosa a preocupação com os mínimos detalhes da superprodução, é fantástico ver a divulgação requintada de nossa arte ainda tão vista de forma preconceituosa por aí, mas…

    Não custa nada se emocionar um tantinho enquanto dança, não é?

    Se eu fosse uma BDSS, estaria tão feliz, que seria impossível dançar com tamanha cara-de-parede-de-consultório-de-dentista rsrsrsrs! Contudo, vá saber se a Jilina não exige que elas sejam assim neah!

  3. Shaide Halim disse:

    Bom, falando pela parte que me toca, tenho que te parafrasear: as apresentações de tribal são sempre chatíssimas. Essa coisa de tribal fusion me entedia horrivelmente.

    E sobre o pé de coentro…eu já me joguei! hahahahaha… Uma hora a gente cansa de dar murro em ponta de faca… dói e o resultado é sempre o mesmo: a gente se machuca todas as vezes e a faca não se dobra. Entonces…

  4. rakselsharqi disse:

    OI pode ajudar-me? estou a criar um blogue para um trabalho de escola sobre dança do ventre e queria pedir se me pode ajudar como pôr videos etc…Obrigado 🙂

  5. fernanda disse:

    pelo amor de deus me fala como vcs conseguem baixar pelo torrent?????
    akilo é o inferno…

  6. Muna Zaki disse:

    Oi baiana adorei sua resenha, que bom que alguém também pensa assim! E que M que é tudo verdade o que escreveste. Vamos chamar o Miles Copeland e mostrar como é que se faz!! Aqui podemos ver tambe´m coreografias bonitas e figurinos caros ( e 6X no cartão), com ensaios nos finais de semana e no máximo um ciclorama no fundo do palco, mas com emoção da unha do pé até a ponta do cabelo. Beijooo

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