Hayart Albi Maak

Eu já tive a cara de pau de, por duas vezes, dançar Oum Khalsoum. Meu primeiro solo, coisa simplesssssssssss assim, foi dançando Lisa Fakir. Um ano depois, dancei Daret Al Ayam. Essa última, então, fácil, né? Aff!

Hoje, quando revejo os referidos vídeos, tenho um misto de raiva e de auto-piedade. Explico: eu não tinha muita noção do que era dançar Oum Khalsoum. Escolhi as duas músicas, nas respectivas épocas, porque elas falavam diretamente ao meu coração. Embora esse motivo seja lindo e coisa e tals, tenho total consciência da minha falta de competência técnica e refinamento na leitura musical para, naquela fase, executá-las.

Hoje, apesar de ter mais condição técnica do que naquela época e um ouvidinho mais bem treinado, já não tenho mais a inocência de antes. Percebo o quão ricas são as melodias, as letras, a composição da orquestra e, quando há voz, então, quanto profundo é o sentimento imerso e, simplesmente, paraliso diante de uma música da Oum. Cheguei a um ponto de considerá-las indançáveis.

Entendo que acabei radicalizando. É aquela coisa: a ignorância é uma benção. Quando era ignorante, dançar Oum Khalsoum me era perfeitamente aceitável. Hoje, não é mais tão simples assim. Reconheço a importância da emoção e interpretação para dançar Oum Khalsoum. São fundamentais. Mas não menos importância deve ter o domínio técnico da bailarina, a leitura musical refinada, a competência cênica e até o figurino utilizado. Oum Khalsoum é pura classe, a nata mais seleta da música árabe.

E sabem como começou a surgir a idéia desse post? Estava na internet pesquisando uns vídeos para fazer mais uma edição do Reconhecendo Estilos. Assisti várias bailarinas dançando ou tentando dançar Hayart Albi Ma´ak… Nossa, gente…não sei se vocês fazem idéia do que tem por aí. Não quero jogar pedra nas meninas até porque, me identifico com a dificuldade de algumas delas, mas quero nesse post mostrar pra vocês que dançar a Tia Oum é mesmo um desafio imenso. Ou seja, não é para qualquer uma. Mesmo!

Acredito que, em primeiro lugar, pra quem nunca viu um vídeo da Tia Oum cantando, é necessário fazê-lo antes de se aventurar a dançá-la. Só a vendo é que a gente tem noção da profundidade de suas músicas e, assim, passa a respeitar cada segundo destas e a tomar um cuidado muito especial com suas melodias. Dá uma olhada nisso aqui:

Definitivamente entendam uma coisa: dançar Oum Khalsoum não é a mesma coisa que dançar Hakim, ok? Hakim é festa, oba-ôba, pura curtição. Qualquer pessoa pode dançar Hakim, inclusive quem nunca fez aula de dança do ventre. Mas Oum Khalsoum é profundo, é sentimento, é apurado. Quer ver uma coisa?

Reparem nessas duas “interpretações”. Em uma, apesar da moça ter um certo domínio técnico, não há nenhum esboço de sentimento. Uma pobreza que dói. Na outra, há uma série de colagens de passos e nenhum resquício da carga dramática que a música exige. Em ambas, não gosto nem um pouco da leitura musical.

Já nestes dois vídeos abaixo, temos dois bálsamos para os olhos. No primeiro, a interpretação magistral de Dina. Gostem ou não gostem dela, pra mim nenhuma bailarina até hoje conseguiu passar melhor a emoção de Hayart Albi Maak do que Dina. Insuperável. Logo a seguir, temos a Jade, num estilo completamente envolvente, bem elaborado tecnicamente e imerso na carga emotiva da música. Das brasileiras, Jade é a que, na minha humilde opinião, mais faz jus à complexidade da música da Oum.

Deu pra sentir a diferença?

Tudo bem que eu peguei duas bailarinas esquisitas versus duas bailarinas muito boas. Mas a intenção era mesmo dá um choque na mulherada que se aventura a sair por aí dançando Oum Khalsoum sem ter a menor condição de fazê-lo. E pra não deixar vocês com a sensação de que uma mera mortal, desconhecida e coisa e tals, não pode bailar ao som da Oum, deixo, por fim, uma apresentação de uma moça que não é a Jade, nem a Dina, mas que mandou muito bem na interpretação de Hayart Albi Maak. Lógico, tem algumas coisinhas nela que não gostei ou que achei desnecessárias, mas, no geral, ela convence pelo cuidado com a interpretação, com a técnica e com a leitura musical.

Agora me digam o que vocês acham sobre escolher uma música da Tia Oum pra dançar, das interpretações que vocês viram aqui e contem um pouquinho pra gente se vocês já dançaram Oum alguma vez e como foi a experiência.

Beijocas!

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Sobre lorymoreira

Baiana, blogueira e apaixonada por música e dança árabe!
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15 respostas para Hayart Albi Maak

  1. Shaide Halim disse:

    Eu acho que qualquer pessoa pode dançar qualquer musica em qualquer época… essa coisa de que só quem tem técnica pode dançar música classica e uma grande bobagem. Cada um dá o que tem… cada um traduz a música de acordo com o seu repertório. Já vi alunas que dançaram classicas dificílimas com muito mais emoção que muita profissional com técnica rebuscada. Sim, o repertório de movimentos é menor, mas isso não impede uma aluna de fazer uma boa leitura de uma música classica. Desde que sua professora a oriente para isso desde o começo, ela aprenderá a reconhecer os elementos da musica classica e ir praticando, dentro de seus limites, como ler a musica e utilizar os movimentos nela.
    O que acontece é que as professoras só começam a ensinar leitura musical pra quem já faz anos de aula, e com isso, é obvio que as menos experientes não terão condições de dançar uma classica. Se o conhecimento não fosse camuflado, com certeza ao chegar num estágio avançado, a aluna sentiria muito mais confiança e tranquilidade pra interpretar uma musica classica lindamente.

    Sobre os videos, o da Dina não desce… não tem jeito.. acho ela tosca, com movimentos mal feitos e uma expressão forçada – ou, em algumas vezes, acho que ela tomou um litro de vodka e correu pro palco… aff! Medo! Essa não dá!

    • lorymoreira disse:

      Shai, não concordo muito contigo, mas também acho que não dá pra radicalizar total.
      Acho que dançar Oum Khalsoum exige uma maturidade que não é apenas técnica, mas sobretudo cênica e expressiva. A leitura musical de Oum Khalsoum não é simples. Não dá pra contar 1, 2, 3, 4 – arabesque. As frases são mais ricas que isso. Tem mais elaboração na composição dessa peça. Tem também diversas possibilidades do que seguir. A voz? A orquestra? O instrumento que está solando no momento? Que escolha fazer e porquê?
      Tem que saber do que se trata a letra. Não dá pra dançar uma música de fossa como Hayart albi maak com cara de debutante na Disney. E não só tem que saber do que fala a letra, mas tem que retratar essa emoção. Esse pra mim é o ponto inquestionável. Tudo o mais é flexível, até técnica primária, mas expressividade é a chave da questão.
      Acho que Oum Khalsoum pode e deve ser dançada, sim. Muitas e muitas vezes. Até por quem não é uma grande bailarina, como eu. Mas com consciência do que se está fazendo.
      Concordo com a democratização da dança, com todo mundo poder dançar e tal, mas ainda acho que Oum Khalsoum é diferente. Talvez seja apenas o meu excessivo respeito pela Tia Oum, talvez seja meu caretismo mesmo (ainda me surpreendo com o tamanhão dele), mas talvez seja também um tiquinho de bom senso. Colocar uma iniciante pra dançar Hayart albi maak? Eu jamais recomendaria isso.

  2. Daiane disse:

    Todo mundo tem liberdade, sim. Mas dançar ou não Oum Khaltoum é como Free: simples questão de bom senso.

  3. Vivi disse:

    Sobre os vídeos:

    No primeiro a apatia e a falta de atitude da bellydancer foram soníferos para mim.
    Aí,depois que eu acordei, abri o segundo e fechei em seguida, assim que ela me apareceu toda pirilapa e com saia de pular brejo.
    A Dina: Lory, não é nem um não gostar dela, acho que ela tem suas qualidades e tal. mas não vi diferença nenhuma entre essa leitura da Oum e de qualquer outra música que a banda dela toca. É a mesma expressão facial de sempre, a cara de ‘tenha piedade de mim’, aquele tremidinho que rola por horas a fio, tive preguiça de ver tudo, muita preguiça.
    Jade: o problema desse vídeo é que ele não mostra o rosto dela, e esse é um aspecto essencial pra ser notado numa interpretação de qq música da Oum. Reparei na técnica, boa, limpa, equilibrada com a música, não tem nem o que dizer.
    O último vídeo de um mezzo a mezzo. A bailarina é boa, suave, delicada, mas tem isso que vc falou de fazer algumas coisas desnecessariamente (como as pegadas na saia).

    Diz a lenda, que Oum não gostava que dançassem suas músicas. Entretanto, ao ver Souheir Zaki se apresentando certa vez, com Alf Leyla wa Leyla, (e sem Souheir saber que ela estava presente), encantou-se com a forma como a bailarina traduzia a música no corpo e declarou que ela, e somente ela – Souheir Zaki – estava “autorizada” a dançar suas canções.

    Acho que ela estava certa, hehe. Que maldade.

    Eu concordo em partes com vc e em partes com a Sha, flor.
    A maturidade da bailarina é importante por que exige um aspecto difícil de ser encontrado em quem inicia: segurança em cena. Expor-se ao dançar já faz muita gente tremer e expor-se com uma música que demanda entendimento maduro de música árabe seria 3 vezes pior. Acho que experiência de palco, e sobretudo, de vida, são pontos que contam a favor e fazem diferença no resultado final.
    Mas também acho que é possível alcançar essa compreensão quando se está mais “verdinha” na dança. Entretanto, acho um caso raro, bem raro. Particularmente não conheço nenhum, mas acredito no potencial humano! rs

    Dancei Oum duas vezes. Numa delas, lá no Baladi, cheguei a chorar (mas fui muito, muito, muito discreta). Posso não entender o que ela está cantando, mas sua voz e seu lamento soam de maneira profunda dentro de mim, evocando sentimentos muito fortes. Por isso não me atrevo tanto a dança-la, e, dependendo da época, não posso nem ouvi-la. Vai ser um chororô sem fim.

    bjk, fia!

    • lorymoreira disse:

      Vika, a Souher Zaki é covardia. Ninguém nunca chegará no mindinho dela. Pra mim, a mais que perfeita de todos os tempos.

  4. Shaide Halim disse:

    Eu continuo achando que, sim, é possível. Tem gente que alcança maturidade cênica e expressiva até antes de ter uma boa tecnica, se for aprendendo isso desde que pisa o pé numa sala de aula. É como mno ballet: enquanto estamos na barra, já aprendemos a postura, para onde vai a cabeça, a expressão, ouvir a música e colocar aqueles simples exercícios de aula como se fossem já parte da dança…pelo menos eu aprendi ballet assim e é assim que ensino às minhas alunas.

    Dentro do estudo da técnica já corremos paralelamente com o estudo da leitura musical e interpretação. Ou seja, uma bailarina fica pronta por completo ao mesmo tempo. Se vc primeiro dá a técnica para só depois amadurece-la nos outros quesitos, como acontece na dv, aí sim, é realmente dificil imaginar que alguém que não seja tecnicamente boa consiga se expressar numa musica classica.

    Infelizmente, o método de ensino de dv ainda é cartesiano demais e não explora as coisas em paralelo, vai seguindo modelinhos pré-moldados, quadradinhos, e isso acaba impedindo que a pessoa tenha um desempenho mais rápido.

    Bom, e estou falando de musica clássica em geral pq, eu, particularmente, acho Oum Khalthoum um porre. É algo que eu jamais escolheria dançar! Mas há outras clássicas por aí que me “apeteciam” um pouco mais nos meus tempos de dv! Se bem que, na verdade, eu nunca gostei mesmo de música árabe, escolheria as suportáveis, já que era necessário! rsrsrs

  5. Lucy disse:

    Oum Khalsoum entrou na minha vida a partir de Baed’annak, e que ainda é a minha música do coração. Dancei-a desde iniciante até hoje em dia. A diferença é que só agora sinto que consigo aproveitá-la melhor. Mas cada vez que a danço, fica um pouquinho diferente, como se a música conseguisse captar as nuances dos meus sentimentos…mágico é pouco!

    A Nour, bailarina russa que eu amo de paixão, disse em seu workshop aqui em POA no ano passado, sobre dançar uma música de Om Khalsoum: “Deve ser o momento de maior interação com o público, dentro da rotina oriental. Momento em que a gente “se desmancha”…e é obrigatória para quem se diz bailarina de dança oriental.”

    Precisa dizer mais?

  6. Ket disse:

    As duas primeiras me deram dor de barriga. Chato. Sem emoção. Fail.
    Dina, bom….ai é um gosto muito pessoal. Eu admiro a Dina. Não o estilo dela.
    Mas a última!!!! Isso me emociona! O conjunto. Expressão, técnica, movimentação…braços! É gostoso de ver…
    Interpretar é pessoal. Mas existem mil e uma interpretações…algumas não descem, por mais emocionada que esteja a bailarina.

  7. Verinha disse:

    Concordo com a Shaide: maturidade cênica, em diversos casos, vem muito antes da técnica. E a própria busca incansável pela técnica pode aleijar a expressão.

    Eu também já tive a “cara de pau” de dançar Om Kalthoum 2 vezes: uma (acho que) bem sucedida, com Lissah Fakir, que tá no meu youtube, e outra totalmente desastrada com Ana Fi Intizarak.

    Acho que Hayarti albi maak é um puta musicão desafiador, quando penso nessa música, coloco aquele serzinho argentino dentro de mim para trabalhar. Mas ainda busco assistir uma apresentação diferente, porque nas frases-chave TODO MUNDO faz a mesma coisa.

    Então Lory-flor: arrase, mas acima de tudo: seja diferente!!! E já estou mandando energia positiva!!!

    Beijão

  8. Sou professora e entendo quando a Shaide diz que o método de ensno de DV ainda seja muito cartesiano…Busco adubar esse sentimento das minhas alunas desde que iniciam a fazer aula, mas geralmente é a parte que elas mais tem dificuldade. Mas não desisto e concordo que seja por isso que a Lory diz que Oum é difícil de dançar com pouca técnica. Acho q se a parte expressiva fosse mais aprofundada e mais buscada desde o início, isso facilitaria as coisas, mas tb acho q para se ter mais “aproveitamento” (rs) nas músicas da Oum, deve-se ter pelo menos o mínimo de estudo técnico pois com ele geralmente vem o interesse pela música e cultura árabe, e por esse motivo a gente acaba conectando um ao outro. Se houvesse alguém que ama a cultura árabe e a conheça antes de se embrenhar na técnica mais apurada, talvez ela conseguiria dançar Oum com a emoção e expressividade q ela merece.
    Já me atrevi dançar Oum algumas vezes, minha musica mais amada é Alf Leila Wa Leila e já dancei num evento que fizeram para uma professora daqui de Goiás que faleceu de odo trágico há uns 7 anos atrás, e foi emocionante, a mãe dela, que estava no evento veio me parabenizar e me agradecer com lágrimas nos olhos: era a música que sua filha mais gostava de dançar (e eu não sabia disso)!
    Me emocionei muito e sempre que a ouço, me lembro desse fato… Mas todas são lindas, em especial Daret Ayam, Baedd Anaak e Fakarouny tb!

  9. Daiane disse:

    Não estou muito aberta a discussão nesse assunto. Oum Kalthoum te uma história fantástica, quem não conhece deveria correr atrás. Existe todo um contexto que acrescenta muito ao valor musical que Oum contribui para música árabe. Fora isso eu já apreciava, e isto é uma questão de gosto e cultura. É chato pra muita gente ouvir uma de suas peças intyeiras, até por que a nossa cultura não se compara a dos orientais tamanha a diferença de valores, crenças e sensibilidade artística. Nossa cultura não é melhor ou pior, mas se manifesta de outra forma e é muito jovem em relação á do oriente.
    Uma música da Oum Kalthoum tem o valor artístico de uma ópera ou sinfonia. Pra terem um pequena noção do valor de uma peça árabe clássica, Mozart fundamentou suas composições sobre a escala oriental.
    Oum Khaltoum é a única cantora no mundo que segue todos os maqams. Isso quer dizer que é única mesmo, tal diversidade existente dentro da possibilidade oferecida dentro desta escala.
    Para dançar Oum Kalthoum, tem que ter no mínimo respeito. Por iso, a maturidade na dança se faz necessária.E esta maturidade não é relativa só à idade ou tempo de prática. Tem que ter mais que isso,tem a ver com a vida em todos os aspectos, mais a sensibilidade artística (por favor). Enquanto as pessoas (inclusive certos músicos) não compreenderem com que tipo de arte estão lidando, continuaremos vendo e ouvindo bestialidades e caricaturas da mais rica tradição dos povos.

    • lorymoreira disse:

      Era isso que eu queria dizer, nêga. Tipo, “vamos respeitar a música da Oum Khalsoum? Se quer dançá-la, preste uma homenagem à cultura oriental e capricha!”

  10. Daiane disse:

    E digo que ela é, no presente apesar de falecida, porque ainda não encontraram nenhuma igual ou com a mesma capacidade vocal até hoje.

  11. Hanna Aisha disse:

    Concordo com a Shaide em parte:

    Eu tenho uma amiga bailarina que me diz que até hoje a música que mais a emocionou, me vendo dançar, foi “Emta omri”, quando a gente ainda era aluna e nossa professora deixou cada uma fazer um solo em uma festa. A versão do Hossam dessa música, quando eu ouvi pela primeira vez, não entendi muito bem, mas amei demais e guardei que seria “a música que eu dançaria um dia”. Dancei anos depois, quando era aluna e ainda é minha música preferida. Só a dancei em raros momentos especiais.

    Vou dançá-la de novo no primeiro evento dessa minha amiga em janeiro e apesar de não lembrar do que fiz na época (foi minha primeira coreo sozinha), hoje tenho noção do que é dançar Oum Khoulsoum.

    E daí passo a concordar com a Lory de que a maturidade e o entendimento dela enriquece muito mais. Não vou entrar na questão do respeito.

    PS: AMEI o último video. Impecável. Não consegui enjoar de nada.

  12. Hanna Aisha disse:

    Concordo com a Shaide em parte…

    Tenho uma amiga bailarina que até hoje me diz que a dança que mais a emocionou, me vendo dançar, foi a versão do Hossam de “Emta Omri”, em uma festa em que cada aluna do avançado fez um solo (minha primeira coreo).

    Quando a ouvi pela primeira vez, não a entendi muito bem, mas amei e guardei no coração que “eu a dançaria uma dia”. Dancei enquanto aluna e ninguém esquece.

    Mas agora concordo com a Lory: vou dançá-la novamente, em seu primeiro evento agora em janeiro e hoje eu entendo o que é dançar Oum Khoulsoum (nem lembro o que fiz na época) e não sei se deixaria uma aluna minha dançar se eu achar que não tem condição.

    Shaide: uma coisa boa que vc disse e que acalmou meu coração é sobre ensinar leitura desde sempre. Eu faço isso e acho que nunca se deve subestimar as alunas; elas conseguem sim assimilar e hoje vejo a evolução delas com certa rapidez.

    PS: AMEI o último video, perfeita para mim.

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