Sobre outros tipos de plágio

Talvez vocês já tenham se deparado com essa cena na vida real ou nos vídeos do youtube: uma bailarina começa a executar sua dança e, de cara, você fica com aquela sensação de já ter visto aquilo antes. Seja pela composição do figurino, seja pela música. Você não consegue entender de imediato do que se trata, mas aí vem aquele flash em sua memória: é a coreografia de um dos dvds da Bellydance Superstars!

Ok, pode ser também a cópia da coreografia de um dos dvds das Super Noite do Harém, ou do derbake dançando pela Aziza no Aziza Raks. Afinal, existem várias opções de plágio nesse mundo de miçangas.

Coreografia da Elis na Super Noites do Harém

Fico extremamente constrangida com esse tipo de situação. Vergonha alheia mesmo. Vontade de enfiar a cara num buraco e não tirar a cabeça de lá até que todo mundo vá embora.

Quando eu fazia aulas com Bela, certa vez, montamos uma coreografia que ela aprendeu com a Nour (RUS) e uma outra com a Freiz (Egito). Das duas vezes, mencionamos nos créditos o nome da coreógrafa. E eu achei aquilo chique! Imagina, gente, estou dançando uma coreografia elaborada pela Nour! Me senti o máximo!

Mas me sentiria extremamente envergonhada de copiar uma coreografia alheia assim na maior cara de pau, sem os devidos créditos.

As mocinhas dançam a coreografia da Jillina como se elas a tivessem criado.

Já vi coisas inacreditáveis: uma coreografia criada pela Elis Pinheiro copiada integralmente – dos passos, até figurino e música, com os créditos mencionando o nome da bandida bellydancer como coreógrafa, ao invés do nome da Elis. Não há nem uma coisa do tipo “livre inspiração baseada na obra de Fulana de Tal”.

Mas não se enganem. Existem outros tipos de plágios, menos evidentes, mas igualmente sérios: as cópias da Kahina e da Lulu e a expressão idêntica a da Dina ou da Randa.

Eu não tenho tanto conhecimento assim, mas a minha impressão é que esse tipo de coisa só acontece com essa bendita dança do ventre. Estou enganada?

Por que será? Nos falta criatividade ou nos sobra cara-de-pau?

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Sobre lorymoreira

Baiana, blogueira e apaixonada por música e dança árabe!
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6 respostas para Sobre outros tipos de plágio

  1. Verinha disse:

    Oi flor…

    Eu também morro de vergonha alheia quando vejo esse tipo de coisa, mas já melhorou bastante. Quando comprar DVD não custava 10 paus e nem todo mundo tinha acesso ao DVD das Superstars, copiar a coreografia do DVD Fólies Bergére era normal aqui em Sampa…
    Me lembro de um evento da Estrela em 2006 que uma escola famosa na época (que hoje não existe mais) copiou 100% da coreografia “Entrance of the stars”, inclusive com a entrada do tribal e tudo. Na maior cara de pau! Fiquei pasaaaaaada a ferro beecha!

    Em 2005, quando participei do Mercado Persa competindo na categoria amadora, teve uma menina que dançou a coreografia da Lulu INTEIRINHA, que está no vídeo da festa no Memorial da América Latina, da música “El Fen”, e foi para a final.

    Sobre copiar a expressão, isso é extremamente subjetivo. Mas não imperceptível como você acabou de mencionar. Como eu disse no novo post do meu blog: no Taksim tem que fazer cara de dor? Claro que não. Mas pegue todas as vídeo aulas da Lulu e observe sua expressão na hora do Taksim – cara de quem está sentindo fortíssimas dores no estômago. E isso virou verdade absoluta para quem aprende…

    Eu acho que falta criatividade, mas tem salvação sim.

  2. Martinha disse:

    Ahhh Lory e no tribal? Milhares de clones, pessoas que copiam tudo, roupa, cabeça, coreografia, expressão, um horror.
    Li esses dias numa comunidade de Tribal de uma pessoa que estava assitindo a apresentação da irmã, quando ouviu uma professora dizer para a aluna “filma tudo que eu vou copiar”. Ótimo ela copiar a coreo de alguem que não é famoso, mas que trabalhou duro, estudou para compor sua coreografia e a outra vai copiar e ninguem vai saber. Preciso dizer mais alguma coisa? Para este tipo de gente com certeza não há salvaçaõ!

  3. Vivi Amaral disse:

    Não flor, não acontece só na DV, pode ter certeza.
    Preguiça disso. Preguiça de ouvir sempre a ladainha de um profissionalismo que nunca chega.
    Ainda temos que comer muito arroz e feijão.

  4. Shaide Halim disse:

    Nossa! Eu vi essas duas coisas que a Verinha citou! Chocante, realmente! Cara de pau é fogo!

    Lory, eu já dancei e ainda danço (agora no vintage, principalmente, já que executamos danças que foram craiadas em 1920, 1930) danças de outros profissionais. Mas dar os créditos é o mínimo que podemos fazer, já que nem direitos autorais pagamos por usar a coreografia alheia, né não? E como fazer isso? Coloca os créditos da coreografia no folder do show, pede pra anunciar no microfone, grupo X, profesora fulana, coreografia de beltrana. E no videozinho que vai pro youtube (eba!) coloca uns creditos finais, explicando quem criou, quem executou, quem ensaiou, quem filmou etc e tal. Nem é dificil… windows movie maker rullezzzz!

    No ballet dançamos repertórios, no jazz muitas vezes acabamos executando coreografias de coreógrafos renomados. Mas a gente aprende, em sala de aula, a dar os créditos. E como vc mesma falou, é chic dançar a coreografia de alguém importante. É como dizer: olha, eu sou capaz de fazer o que aquele bambambam ali criou e executou!

    Não sei se acontece só na dv, acredito que não, gente sem caráter e sem criatividade existe em qualquer lugar, mas eu, pelo menos, só vi isso nesse meio. O que falta pra isso mudar? É tãooooooooo simples. Se a professora ensinar em sala de aula, que isso é feio, é errado, é caca… e ainda pode queimar o filme, a dançarina aprende direitinho.

  5. Daiane disse:

    Isso pode acontecer em qualquer dança, sim. A diferença são os métodos que o balilarino usa para registrar e proteger sua coreografia, assim como a reação que possui ao saber o que aconteceu. Vai continuar acontecendo se a dona da coreografia não parar de ficar no “deixa quieto” e colocar na justiça. Se a Jillina souber disso, acha que vai ficar assim? A menos que no conteúdo da gravação do show da bdss tenha alguma cláusula que permita a reprodução total ou parcial das coreografias.Acho difícil…Fica mais complicado para Lulu, por ser tudo no Brasil, mas se chegasse uma intimação pelo correio para a tal fulana, seria um ótimo exemplo, não?
    Não digo que não possamos nos INSPIRAR, mas toda cópia descarada sem autorização prévia, merecia um bom chacoalhão. Certa vez me disseram que foram em um show de outra escola e viram quase toda coreografia que eu havia feito com o grupo no meu show. Mal esperei terminar a notícia e liguei imediatamente para a responsável, para que me desse conta do ocorrido. Claro que ela negou, mas nunca mais tive problema. O melhor a fazer é ter um registro em vídeo das suas coreografias, com a música utilizada e a data de criação e execução. E cobrar seu uso indevido!
    Atualmente, faço contratos para os cursos que realizo e um dos itens que o compõe diz: “as coreografias elaboradas para fins de utilização em produções do contratado não devem ser de forma alguma executadas sem autorização prévia”. E não tem perdão.
    A melhor proteção contra o plágio é atribuir valor à sua criação, agir de forma correta, na hora certa, diretamente com a pessoa certa e usando os recursos disponíveis. Respeito se consegue assim.

  6. Maíra Magno disse:

    ne so na nao fia na dança de rua isso é de praxe eno contemporaneo acontece direto so que mais do tipo colcha de retalhos, um pouco de um um pouco de outro e nada do grupo, so a colagem
    natural criatividade nao vende em pacote

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