Qual seu diferencial?

Eu num baladi estilo geminiano de ser: oras meio tímido, oras meio descarado.

Tenho pensado muito nisso ultimamente: em qual será o diferencial que vou oferecer ao público quando executo a minha dança.

Pensei, experimentei e, depois de alguns anos de experiência, cheguei à conclusão de que a pesquisa musical que desenvolvi é o meu forte, juntamente com o meu gosto por músicas mais antigas, assim como meu amor pelo folclore árabe. E é nisso que resolvi investir.

Em Setembro será o festival da escola em que estudo. A galera lá é super legal e simples, mas percebo uma certa tendência a uma dança do ventre mais modernizada, recheada de movimentos de impacto e passos a la Randa Kamel. Tudo gracinha e coisa e tals, mas não é bem a minha praia.

Pensando nisso, resolvi que lá preciso, mais do que em qualquer outro lugar, manter a minha personalidade na dança. Não virar mais uma aluna tentando caber em caixinhas.

Para tanto, quero preparar uma coisa bacana para o Festival. Vou pôr Tico e Teco para funcionarem e apareço dando notícias a vocês. Também aceito pitacos e sugestões. Como sempre.

E, aproveito a oportunidade para cutucar vocês: qual o diferencial que a sua dança tem? Me conta, me conta, me conta!

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Sobre lorymoreira

Baiana, blogueira e apaixonada por música e dança árabe!
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5 respostas para Qual seu diferencial?

  1. Shaide Halim disse:

    É isso aí, Lory! O legal de quando a gente se acha, encontra um estilo, um diferencial, é que a nossa dança flui de maneira muito mais fácil e gostosa. Boa sorte nessa nova caminhada.

    Meu diferencial sempre foi buscar novidades. Novidades, não modismos, tá? Em todas as modalidades que pratiquei. Quando fazia dv eu sempre ia atrás de uma música inédita, ou inventava de dançar com músicas não orientais. Até que eu trouxe o Tribal ao Brasil (acho que essa foi minha maior novidade de todas… hehehehehe).

    Hoje já estou eu em mais uma novidade… não é realmente uma novidade, né? Mas aqui no Brasil ninguém se interessa em trabalhar com danças vintage, só a doida que vos fala.

    Minha aversão não é ao tradicional (até pq charleston é tradicional até a raiz do cabelo, né?), mas sim aos clichês, as imitações, as banalizações, as dancinhas todas iguais, padronizadas e tal. E acho que, pra fugir disso, ou quando eu me saturava de um mercado já inflado de coisas todas parecidas, eu corria pra encontrar uma novidade, nem tanto para mostrar ao público, mas muito mais pra me deixar feliz com aquela nova descoberta. Coisas de aquariana, né? rsrsrs

  2. Elaine disse:

    Oi Lory, eu tbém amo folclore e musiquinhas antigonas, aquelas de ouvir o chiadinho no fundo, mas eu acho que o meu diferencial mesmo é o que toda professora tenta mudar em mim.
    Minha inspiração são as dançarinas antigas, Taheya Karioka principalmente, então minha dança é suave, meus movimentos são, em sua maioria, sinuosos e eu não trabalho muitos, e grandes, deslocamentos.
    Para a esmagadora maioria das minhas professoras isto é um problema, acusam-me de não ter impacto em minha dança, mas sabe que eu amo assim?
    Adoro essa dança molinha, suave, macia, acho que em tempos de arabesques, milhões de giros e de “Randa Kamel”, como vc mesma citou, isso é um diferencial e tanto.
    Mas é uma luta psicológica constante ser o que gostamos de ser e não o que desejam que sejamos, né não?

  3. Acho que meu diferencial é minha postura e minha expressividade, além de passos e músicas com inspiração flamenca, que eu já fazia desde os anos 90, antes de virar moda…Gosto de dançar com impacto, movimentos marcados e definidos e muitos braços delicados, emoldurando a dança toda, mas sem perder o estilo oriental, num mundo de modismos e modernidades intensas, onde o estilo americano está tentando se sobrepor ao oriental verdadeiro, que aprendi a apreciar com as egípcias antigas e pessoalmente com a Warda, que se vcs não conhecem, devem conhecer, ela é uma orientalista de natureza!!!

  4. Samara disse:

    Eu confesso: ainda estou me descobrindo.E depois da revolução cigana, o pouco que sabia sobre mim já não sei mais.
    Diz Vivi que sou elegante. E sei que sou a rainha da naftalina. Mais que isso, é mistério. Quem sabe, um dia.

  5. Hanna Aisha disse:

    É muito difícil ser vc mesma em um mundo de padrões de selos. As pessoas têm que te aceitar; essa história de “dançar para mim mesma” não cola tanto para mim. Se o público está lá pra te ver, vc deve agradar sim. Ou estou errada?

    Logo, acho muito difícil encontrar esse estilo, ainda não defini exatamente o que sou, mas tenho como certas o que não quero fazer:

    – fusões
    – influência de ballet
    – moderno demais

    Mas tenho uma queda grande por folclore e danças mais “raks sharqi”, baladi.

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