Sobre a Noite Kairós

Eu sei que vocês estão curiosas para ver a prometida dança da Noite Kairós, a capela da Amal Murkus anexada ao cheiro de naftalina da música que ripei do dvd da Michelli Nahid. Então, aqui vai:

Tá. Se eu gostei?

Sim e não. Acho que fiz coisas bonitinhas e tals, Evolui muito tecnicamente. É um fato. Mas, assistindo esse vídeo  tenho certeza do  caminhão de coisas que tenho a aprender.

Meus giros, então, precisarão de um intensivo. Meu quadril ainda dá sérias travadas e muitas vezes (bote muitas nisso!)  me adianto no tempo da música por causa dessa minha ansiedade que me consome (uma coisa até compreensível pra uma geminiana com ascendente em áries, mas… aff! Tá demais!).

Mas percebo umas coisinhas boas: meus braços estão mais alongados, minha postura deu uma melhorada bem boa, meu repertório técnico está mais diversificado.

E por que dividir isso com vocês?

Porque esse é meu aprendizado, é meu processo e acho importante  compartilhá-lo com quem acompanha esse blog e com todas as meninas que estão por aí dançando, nos palcos da vida.

Acredito piamente que a gente precisa, sim, ter um olhar crítico sobre nossa dança, afinal, criticar a dança do outro é fácil, mas, e avaliar honestamente aquilo que a gente faz?

É, sem dúvida nenhuma, muito mais difícil, mas extremamente possível e honesto com nosso processo de crescimento.

Já pedi a Cris (a minha professora) pra avaliar o vídeo e já recebi uma lista de coisas que preciso melhorar, assim como elogios em coisas que deram certo.

Fico feliz em ter uma professora que faz uma leitura coerente de minha dança sem tentar mascarar o que não ficou legal e que vem me ajudando a montar um roteiro de estudos com base no que observa em sala de aula e nos meus vídeos que assiste.

Sim… ela dá uns pitaco que não pretendo acatar. Tipo, “ah, que tal outro estilo de música? Algo que te explore uma movimentação mais elaborada?”. Isso eu acho muito complicado de mexer. Música a gente escolhe pelo coração e não pelo que ela pode tirar da gente em termos técnicos. Por ora, permaneço irredutível neste quesito, mas totalmente flexível quanto os pitacos de ordem técnica.

É ir tocando em frente e melhorando a cada nova apresentação, fazendo aula, estudando, estudando, estudando…

E no mais, o que tenho a dizer sobre a Noite Kairós?

Foi bom participar dançando. Como sempre, Bela tem um cuidado muito grande com detalhes preciosos: iluminação, cenário, equalização do som, petiscos no camarim. Dá gosto de ver e ajudar a fazer acontecer.

Assisti algumas apresentações e vou falar das coisas boas que vi:

* A Nanci Sampaio arrasou. Estava linda demais. Adoro a dança dela! Feminina, suave e pura alegria. Tomara que tenha vídeo aqui pra que eu possa postar depois.

* A Munira dançou um andaluz no final, simplesmente de fazer babar… aí que inveja, gente! Fiquei com vontade de aprender mais sobre essa dança. Muito bonita. Mesmo! Pena que não tive grana pra fazer o workshop! Taí uma coisa que vou colocar no meu caderninho de futuros aprendizados.

* Caty, do Vale do Capão, é uma jóia rara. Dançou Yasmina. Fofa. Filmei, mas ficou beeeeeeeem escuro (droga. Preciso de outra máquina digital). Vou postar por esses dias, depois mostro aqui pra vocês.

* O que foi aquele tribal de Bela? Olha, vocês sabem que eu não gosto muito desse troço de tribal fusion, mas dessa vez dou a minha mão à palmatória. A mulher arrasou! A proposta dela foi de mesclar a dança indiana com o tribal. O figurino – puro luxo! A dança – hipnotizante! O público se esbaldou de bater palmas! Merecidamente.

Com as amigas do Grupo Hórus - que eu não vi dançar! Snif!!

Volto depois, para os próximos capítulos das aventuras e andanças dessa louca que vos escreve!

Beijocas.

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Sobre lorymoreira

Baiana, blogueira e apaixonada por música e dança árabe!
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9 respostas para Sobre a Noite Kairós

  1. Marcela disse:

    Lory…sou sua fã…incondicional. Desde que comecei a ler seus relatos no Multiply…adoro sua coragem e sua honestidade…principalmente consigo msm. Parabéns por dividir conosco td esse seu aprendizado pq vc acaba sendo um referencial tbm….bjs e continue sempre dividindo suas anDanças conosco…bjssss e espero te ver dançando pessoalmente

  2. Karine Al Shams disse:

    Linda, estás um doce dançando. Apreciei tua leitura e tua segurança ao executar os movimentos – ficaste flutuante, dança gostosa de ver – e capaz de sublimar os nhenhenhens da tua rigorosa autocrítica. Obrigada por dividir conosco os desafios e conquistas da tua caminhada.
    Beijão

  3. Lucy disse:

    UHUUU!!! Muito linda! Um destaque especial para o sentimento na capela, e nas paradinhas certeiras, quando a cantora parava de cantar!

    Gostei demais, amore! Beijos no coração!

  4. Vivi disse:

    Mulher, vc é muito ‘osada”!
    É difícil dançar uma capela. Porque demanda uma expressividade muito forte do bailarino, algo que seja aasim, visceral. Nesse tipo de música não temos o instrumento, que desvia a atenção da voz, temos apenas voz, com toda carga dramática e ‘humanidade’ que ela tem. Não é fácil e digo: gostei muito do que vi.
    Vamos dar uma proseada pelo skype sobre essa apresentação? Vamos sim, vamos…
    bjk, Vivi.

  5. LuArruda disse:

    muito bom vir aqui e ler tudo isso… e parabéns por compartilhar seu aprendizado, sua auto crítica. e bóra continuar brilhando!
    🙂

  6. Elaine disse:

    Oi Lory, gostei muito da sua leitura, eu só faria mais paradão ainda a capela e deixava o movimento para a 2ª parte.
    Achei muito lindo suas ondulações de mãos, muito suaves.
    Ah, outra coisa, vou dar um pitaco, ok? Diversas vezes seus braços me chamaram a atenção para cima e só então eu notei que embaixo rolava um tremido. Logicamente que, ao vivo, ia ser mais perceptível esse tipo de movimento, no entanto, eu sugiro que, ao realizar um tremido, dê total ênfase a ele, é um movimento muito bonito para passar despercido por braços, ainda mais nesta música onde tinha muito espaço para braços em outros momentos.

  7. Hanna Aisha disse:

    Gostei muito da sua leitura, mas acho que falta vc se soltar um pouco mais, a música pediu algumas vezes. 🙂

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