A dança do ventre. Cadê o ventre?

Na minha opinião, é visível que a dança do ventre tem seguido um rumo muito similar no Brasil: muito trabalho de braços, base balética, alongamento de ginasta, música clássica e entrada com véu.  O quadril tem ficado pra segundo plano. E isso me assusta, afinal, a gente faz dança do ventre, não?

Quer ver? Repare: de 5 apresentações de brasileiras que você veja (seja ao vivo, seja pelo youtube), umas 3 não seguem essa tendência?

Não sei se as meninas têm carregado nos braços e pernas pra disfarçar a dificuldade com o quadril ou se seguem mais um modismo…

Não que ache feio. Pelo contrário. Tem belíssimas brasileiras arrebentando por aqui (vide a moça do vídeo abaixo), mas sinto que a dança do ventre brasileira caiu no modismo dos membros em destaque. Sinto falta daquele remelexo no quadril típico da Soraia Zaied, sabe?

Se eu tivesse que escolher a musa desse pessoal, seria a Kahina. Não que ela não tenha um quadril poderoso (tenho absoluta certeza de que aqui ninguém duvida disso), mas ultimamente seus braços, pernas, arabesques, giros e cambrês é que têm roubado a cena. Literalmente.

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Sobre lorymoreira

Baiana, blogueira e apaixonada por música e dança árabe!
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26 respostas para A dança do ventre. Cadê o ventre?

  1. Carol Murad disse:

    Oi Lory! Até entendi e concordo em partes com o que vc diz, mas neste videozinho em especial eu achei que a Kahina tá usando bastante seu poderosíssimo quadril! Existem outros vídeos dela por aí em que ela usa bem mais os braços e os giros.

    Agora, vamos ao ponto central: essas misturas são ruins? Eu não acho. Não mesmo! E vou além: existem bailarinas, estudantes, admiradoras da dança do ventre que desaprovam radicalmente a introdução de passos de ballet e jazz na dança do ventre, mas louvam e admiram Mahmoud Reda e Farida Fahmy. Merecidíssimamente, of course! Só que elas se esquecem de que eles foram os que mais misturaram ballet na dança oriental, dentre as estrelas mais antigas do meio!

    Em minhas andanças por aí cheguei a ver essas opiniões extremas lado a lado com elogios rasgados a vídeos como este:

    Aos 5 segundos do filme podemos ver Reda executando um dos passos mais difíceis de se aprender no ballet clássico, um salto chamado “manège”.

    É tipo: as bailarinas da atualidade não podem, só o Reda pode, saca?

    Parabéns pelo post!

    =***********************************

    • lorymoreira disse:

      Oi Carol! Obrigada por comentar!
      Vamos aos meus pitacos:
      – A Kahina é maravilhosa. Disso ninguém duvida. A questão não é se ela utilizou o quadril ou não, mas a quantidade de movimentos rebuscados extraídos do ballet.
      – Também não acho as misturas ruins. Minha questão é que essa tendência balética tem dominado a cena da dança do ventre brasileira.
      – Nem só a Randa pode. Todas podem. E, lógico, têm feito. Umas fazem muito melhor que a Randa, por sinal – é o caso da lindinha Kahina.
      Enfim, a questão é: a gente pode, sim, misturar e usar coisas do ballet, mas até que ponto a gente não está, com isso, diluindo a dança do ventre de sua marca principal? Porque, ao que me parece, não há uma tendência de fusão com o ballet, mas uma incorporação do repertório clássico para a dança oriental.

      • Carol Murad disse:

        Oi Lory fofa! Só uma correçãozinha: eu falei do REDA, e não da RANDA! rsrs!
        Mas foi bem lembrado, já que ela (Randa) realmente está cada vez mais colocando ballet na dança dela.
        E de fato, vejo que tem muitas bailarinas apelando para jogos de braços e giros espetaculosos em detrimento de uma boa técnica de quadril, e lamento muito também por isso!

        Eu só não gosto quando aparecem os mais xiitas insistindo que fusão com ballet é “errado” coisa de duas ou três décadas atrás, sendo que Mahmoud Reda e as casas noturnas árabes do começo do século passado (bem lembrado Maíra!) já faziam isso há muitos anos antes.

        Sim, eu sou uma dessas mencionadas ex-alunas de ballet frustradas, porque a falta de dinheiro e os meus joelhos não permitiram que eu continuasse, mas nem por isso acho o máximo fazer um zilhão de piruetas e rococós com os braços e pernas p/ camuflar a falta de técnicas de quadril. Acho sim, muito bonito usar os passos de ballet a favor da DV, como um temperinho a mais.
        Jamais como “encheção de linguiça, certo?
        Eu mesma estou trabalhando duro para aprender DV na sua pura essência, sofrendo muito p/ soltar o quadril-de-pedra que o ballet me deu, inclusive! rsrsrs…

        =*******************************

      • lorymoreira disse:

        Ai fia… vc falou do Reda. Eu li Reda e fiquei pensando na Randa. Lerdeza total da blogueira aqui! Risos!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  2. Vivi Amaral disse:

    Ah, eu concordo em gênero, número e grau com você, flor. Posso estar enganada, mas acho que já conversei uma vez com vc sobre isso, se não me engano foi quando vimos isso começar a virar tendência.

    O interessante é ver que esse “movimento” é mais frequente nas ‘odaliscas’ mais experientes. Percebe? Seria a busca de um diferencial para sua dança? Seria a tentativa de sair do lugar comum? Bem, seja qual for a resposta, o fato é que isto, como vc bem disse, está deixando de se tornar rotina e o tiro vai se sair pela culatra, ou seja, ser ballética virará lugar-comum.

    Assistindo alguns DVDs do Egito a gente vê que isso está acontecendo por lá também. Os pezinhos estão ficando cada vez mais fora do chão e as pernas se abrindo cada vez mais (hehe, ó o duplo sentido aí, gente! rs). Exageros à parte, espero não chegar o dia em que para ser considerada atual não tenhamos que usar sapatilha de ponta!

    Voltando a falar sério e sendo meio cruel na observação, ás vezes algo sopra no meu ouvido que certas bailarinas possuem um certo recalque, um desejo não realizado (e por isso não admitido) de querer ter ‘vencido’ na dança pelas vias do ballet. Ou de que colocar elementos de uma dança considerada ‘nobre’ faria a DV ganhar ares ‘nobres’ também.

    É aquela historinha da pequena pedrinha no sapato, que ás vezes pode ser chamada de complexo de inferioridade? Xi, não era pra falar, mas falei, que mérde.

    • lorymoreira disse:

      Vika, não me recordo se a gente já teve essa conversa. São tantos papos pra lembrar… risos!
      É… no Egito virou moda. Foi a Randa, se eu não me engano, que trouxe com mais força essa leitura de ballet para a dança do ventre. Daí todo mundo passou a copiar a Randa. E dá-lhe braços, pernas, giros e arabesques… Não sei porque ninguém inventa de copiar a Souher Zaki! Ô tristeza, sô!!

  3. Márcia Mignac disse:

    Oi Lory!!!!! Concordo totalmente com você. E fico tentando formular minhas hipóteses para entender essa tendência “balética” da dança do ventre. Não sei se esbarra na dificuldade em se trabalhar, de fato, o quadril. Creio que é o processo de OCIDENTALIZAÇÃO da dança e a inclusão do balé clássico como forma de “etiquetar” a dança do ventre com um status da nobreza. Ohh que grande equívoco!!!! Respondendo a Carol, não acho qu essas misturas sejam ruins. A questão não é essa: do que é bom ou ruim. Até porque sou cria do balé. A questão é que essa tendência tem se firmado no mercado de uma maneira hegemônica, como se fosse uma “bula” a ser seguido pela grande maioria das profissionais do mercado. E o que deveria ser uma dança com inúemras possibilidades de leitura, se achata na tendência balética do mercado. O que leva também a profusão de inúmeros cursos que vendem o balé como base da dança do ventre. Ou omo a fórmula para dar requinte a dança. Uis!! Ais!!! Daí a pergunta que não quer calar? E o ventre? E o quadril? Não dá conta???? De naturezas distintas: o balé e a dança do ventre, não podem ser tratadas de forma equivocada, como embalagens para se enfeitar o corpicho. SINTO MUITA FALTA DA VISCERALIDADE DE FIFI ABDOO OU DA LEVEZA DE SOUHEIR, QUE FOCAVA NO QUADRIL COMO POSSIBILIDADE DE FAZER UMA LEITURA LEVE E SUAVE DA DANÇA, SEM LANÇAR MÃO DO BALÉ CLÁSSICO COMO FORMA. Adorei o post. Deu vontade de escrever mais!!!!!! Beijinhos

    • lorymoreira disse:

      Fico com uma hipótese: é mais fácil aprender uns giros e arabesques no ballet do que fazer aquele shimmies da Fifi. Então, seguimos o caminho mais fácil. Não parece óbvio pra você? Pra mim, parece… com uns meses de dedicação a gente saí da aula de ballet fazendo piruetas, mas ter aquela moleza nas ancas, é trabalho para anos e olhe lá!
      Não estou desmerecendo o ballet. Mas é óbvio que aqui no Brasil dispomos de mais elementos para aprendê-lo: mais escolas, professoras, etc… do que a arte da dança de Fifi e Souher.

  4. Shaide Halim disse:

    Eu sou super a favor de fusões e do uso do ballet clássico, e acredito que o problema é a forma como essas misturas foram feitas, e não o ato de misturar em si.

    Há como se adotar elementos de outras danças na dança do ventre, sem com isso perder as características básicas da modalidade. Basta saber dosar com moderação e bom senso. Do contrário, a dança do ventre em essência se perde no meio de tantos outros movimentos – e deixa de ser dança do ventre para ser uma outra forma de dança, híbrida, moderna, igualmente bonita, mas desvirtuada de sua raíz.

    O que isso ocasiona? As novas gerações deixam de conhecer o que veio lá detrás e passam mesmo a acreditar que arabesque é um passo de dança do ventre, que dançar com véus wings é folclórico (sim, eu já ouvi isso!) e que tremidos e ondulações têm menos importância do que piruetas e braços aflamencados.

    Como se resolve isso? Com ensino adequado e nomenclatura diferenciada. É fácil… é só ensinar às alunas os movimentos da dança do ventre mais tradicional, sem tantas misturebas, e depois explicar quais são os movimentos agregados de outras danças. E ao dançar, especificar o que é uma dança mais clássica, ou mais folclórica, ou mais moderna e fusionada. Assim, a essência não se perde, como vem acontecendo, e cada um pode escolher seguir pelo caminho que melhor lhe convier!

    • lorymoreira disse:

      Taí uma bom tema pra estudo: se fossemos isolar das apresentações de dança do ventre os passos de influência ocidental, o que nos restaria? Apenas os movimentos de quadril? Creio que a gente precisaria dar uma pesquisada nas gawazees. Mas aí vem a questão: quem quer ver essa dança do ventre livre de influências ocidentais? Será que a gente não acharia tosca e sem acabamento? Perguntas, perguntas, perguntas…

  5. Shaide Halim disse:

    E concordo com a Vivi…rola um certo complexo de inferioridade, sim. Ballet é dança reconhecida, dança do ventre é marginalizada ao extremo. Daí vem a tendência de socar ballet na dv pra ela ganhar uma certa nobreza. O problema é que ballet não é nobre só pela postura, pelos giros, pelos braços impecáveis. Ballet tem seu reconhecimento pq há muita exigência técnica, uma disciplina ferrenha, um trabalho de detalhamento que a dança do ventre não tem. Pq? Pq o meio cria outras prioridades para dar destaque à alguem: corpo bonito, bom marketing, roupa cara, entre outros, deixando a qualidade técnica cada vez mais lá no fim da lista de necessidades para a profissionalização.

  6. Karina disse:

    Vou ter q acrescentar uma coisa ao que vc falou Vivi!!!
    Eu ja ouvi muito dizer que bailarina de DV é ex bailarina de Ballet frustrada!!!
    Não deu certo no ballet, vai pra dança do ventre!!

    Eu acho super valido vc ter uma base classica (eu não tenho e morro de vontade de ter) mas sem perder o que a dança tem de mais bonito e caracteristico dela!!

    E nessas, pessoas que ja foram “deusas” da dança, deixam de ser referencias para as bailarinas mais novas!!!

  7. LuArruda disse:

    gente, Carol já disse tudo. assino embaixo. assistam os vídeos do Reda… acho que a grande sacada é curtir a dança, porque se formos analisar tendências, o que pode ou não pode, xiiii..vai longe! eu gosto da Carlla Sillveira. quadril forever! (quem me dera se eu tivesse uma gota dos movimentos dela!)
    😉

    • lorymoreira disse:

      Ô flor. Eu olho pra Carlla Silveira e digo: essa mulher não é desse mundo! Deve ser E.T.! Rs!
      Mas vc acredita que já vi gente dizendo que não acha a dança dela essas coisas todas porque falta trabalho de braços?
      Pensa… com um quadril daquele, pra que trabalho de braços?? Afff!!!

  8. Elaine disse:

    Florzinha, concordo plenamente com suas colocações.
    Bora fazer nossa parte para uma dança do ventre diferente.

  9. Laurinha disse:

    Menina, na hora em que vc começou a escrever eu pensei na hora nas bailarinas da Khan… Eu tenho uma coisa estranha em relação a elas, eu vejo a maioria das pessoas elogiando, reconheço que além de lindas elas dançam muito bem, mas… não me emocionam, não me prendem. Eu não consigo ver um único vídeo delas até o fim, depois de trinta segundos parece que elas já colocaram todas as cartas na mesa, não sei bem como explicar…
    Acho que nessa hora entra em cena a questão de gosto pessoal e preferência de estilos mesmo… Eu até acho muito legal incorporar passos de jazz e ballet na dança, tanto que adoro a Renata Lobo, por exemplo, mas não gosto de tantos deslocamentos, postura tão rígida, giros sem fim e o tempo todo…
    Outro dia, por acaso, estava vendo um vídeo antigo da Mona Said. Foi a primeira vez que a vi dançando e eu não conseguia tirar os olhos dela. E olha que não sou fã das músicas mais antigas e cantadas como as que ela dança, mas pra mim foi fascinante. E que twist é aquele… E ela surpreende a gente, faz alguns passos quando a gente está menos esperando. Uma hora está toda delicada, de repente faz alguns movimentos de impacto, enfim…

    Abçs

    • lorymoreira disse:

      Eu gosto de ver algumas delas. A Kahina é maravilhosa. Também curto a Nur e a Elis Pinheiro, recentemente a Priscilla. Acho que é legal a gente tem uma visão ampliada. Assistir dança de vários estilos. Mas, assim como você, me emociono mesmo é assistindo as antigonas. A Mona Said é covardia. Linda. E tem um quadril que é meu sonho de consumo!

  10. Lucy disse:

    Lory querida! Post excelente!
    A dança do ventre é um caldeirão de influências, desde os seus primórdios, de qualquer forma…mas concordo contigo que existem bailarinas que ficam mais preocupadas com as “firulas” do que com o quadril, que é a essência da dança do ventre…tenho medo do dia que tenha taaaanto ballet (e fusão com isso, fusão com aquilo) na dança do ventre que não tenha mais…ventre.
    Mas a gente está, com certeza, pelo caminho contrário dessas tendências, estudando as antigas e tentando resgatar essa essência perdida por tantas. Amantes de Souhair, Fifi, Mona! Uni-vos!!! 😉
    Beijos, amore!

    • lorymoreira disse:

      Aí meninas… sem vcs pra fazer crescer a discussão esse blog não seria nadica de nada! Obrigada pela presença de sempre!

  11. Samara disse:

    Gostar não gosto, você sabe que não gosto.
    Mas não me preocupa nem incomoda. Porque moda passa e movimento orgânico fica.
    Pode demorar uma, duas gerações. Sempre existirão as estrelas de estilos únicos, as Saidas e as Randas.
    Mas vamos continuar tendo Lorys, Daianes, Lucys, Vivis, Robertas, Marias Ayas e outros inúmeros nomes com um olhinho no futuro e outro na naftalina. E o que é realmente bom, sempre sobrevive. E se morre, se resgata. Graças às deusas, a dança é mais forte do que nós e nossa finitude humana.
    Beijo grande!

    • lorymoreira disse:

      Sei, nêga.
      Eu gosto. Muito. Mas acho que a gente não pode perder de vista de que, como bem disse a Shaide, essa é uma dança do ventre híbrida e que há um potencial enorme a ser trabalhado que ultrapassa os campos baléticos…

  12. maíra magno disse:

    eita eita eita eita, vamos lá… oque se coloca aqui é que a presença do ballet e das ocidentalizações na dv são fruto do sec xxi, certo? Mas vamos dar uma olhadinha na história, minha mais adorada ciência pra conferir este fato.
    em 1926 badia massabni dançarina libanesa residente no cairo abre sua primeira casa noturna, que realmente ganha aproporsão historica quando nos ultumos anos da decada de 1930 ela contrata um coreografo e diretor do teatro valdeville ingles (o egito era uma pocessão inglesa na época) para coreografar e dirigir os shows da casa.
    surge a dv coreografada, surge o veu em cena, surge a dv em grupo, o figurino, muda, a dança muda tudo muda, e especialmente é criado um conceito de dv cênica, que nos é exportado ao ocidente, completamente hibrida desde o seu cerne. Com enormes influencias do teatro musical de variedades ( posteriormente o mesmo modelo é utilizado pelo cinema musical) e do ballet clássico vindo não so do tal diretor mas também atrvéz de uma de suas maiores estrelas Samia Gamal, http://www.youtube.com/watch?v=pxW6PJAArWs que foi a queridinha dos egipcios por mais de 20 anos, e tinha uma dv dominada por braços e pernas, muito pouco quadril, quase nenhum shime.
    Agora pensemos: Se o Balet, ou o que AQUI ESTA SE CHAMANDO DE BALET fora algo tão exotico para os oriental pq esta dança agradara tanto?
    mais uma vez a historia minha qerida e adorada ciência vem nos iluminar.
    se lembram da idade média? trevas e pobresa cultural?
    pois é nao entre os árabes, este foi o periodo de explendor da cultura islâmica, em especial na peninsula hiberica, onde surgiu á partir de um modo literário, um modo musical chamado de moashahat, que gerou uma dança de cortes onônima, vejam bem my coleguitas, o que vcs estão chamando de ballet é uma coisa que surgiu nas cortes européias no sec 16 com sua maior expressão nos sec 17 e 18. E apareceu da onde?
    criação inata?
    Não como uma releitura de danças populares e folcloricas, com um tratamento nobre. Pois é mas quem dançava na idade média? quem era detentor de cultura? Os Orientais, arabes, persas e indianos.
    TODOS os port de brax do ballet estam no moashahat, Todos os arabesks, Todos os pa de burre , que por sinal derivam de uma suite popular francesa chamada de burre de cadência absolutamente oriental.
    e o endeors dos pés? não é arabe de certeza! Realmente é indiano, observem a dança clássica indiana: todas as posições de pé do ballet estão presentes, e esta minhas queridas é milenar, o moashahat sabemos que é da idade média, mas a dança clássica indiana? coloque céulos ai…. http://www.youtube.com/watch?v=prQOdTmF8u0
    ai vcs me perguntam como? indianos e arabes presentes no ballet clássico? como nenhum dos livros de hhistoria da dança nunca mensionou isso?
    facil a historia do consquistador e contada da maneira que ele quer que conte
    o inportante é lembrar que durante quase 1000 anos a europa era um bando de gente trancado na roça quimando bruxa, enquanto todo o comercio, ciencia, arte e intercãmbio cultural era feito pelo oriente, a cultura erudita ocidental é sim filha da cultura erudita oriental, é só se debruçar na historia pra ver o quanto isso é obvio
    é por isso que reda, caracalla, randa, samia gamal, najua foad, gisele bomentre não representam nada muito exotico para os arabes, essa estéticas que vcs estão chamando de ballet, esta presente na cultura oriental muito antes da europa se quer se reconhecer enquanto europa

  13. maíra magno disse:

    mas o que a lory realmente esta falando é da monotonia, que realmente é um saco, ballet, wings, bdss, cabeça girando á la dubai, todos os padrões são realmente muito chatos, mas nao se preocupe não lory, essa como outras modas passa, e será substituida por utra ainda mais chata e massificante

  14. Daiane disse:

    O que Maira falou acima sobre as raízes é o que eu estava me programando para dizer antes de ler este ultimo post: de onde acham que vem a palavra arabesque, e o passo? Tem arabesque no saidi, gente! Acho também que o arabesque bem executado é infinitamente mais difícil do que qualquer movimento de quadril, então cai por terra a questão sobre o fato de o quadril não dar conta dos movimentos… Outra coisa, a onda dos braços e pernas é um elemento enfatizado temporariamente para, de propósito, mudarmos o foco, o que considero fundamental. O que víamos durante muitos anos eram só técnicas de quadril, mas na minha opinião a raks el shark está muito longe de ser só isso. Sempre tive facilidade nos movimentos do quadril e minha luta constante é para o refinamento dos outros elementos que o envolvem: postura, braços, mãos, pernas. De nada adianta quadril se o resto não estiver tecnicamente bom também. E para provar que nem só de quadril vive a raks, as ondulações de braços e mãos são genuinas dela. No caso da Carlla, ela não usa muito os movimentos “baléticos”, mas a postura dela é impecável, os deslocamentos tem uma base perfeita, a ponta alta, coisas que o ballet prima e as raksas esquecem que é preciso um trabalho duro para alcançar, e necessário a todas as danças, inclusive a do ventre!
    Acho que o ballet trouxe aspectos muito positivos para a dança se tornar mais refinada, isso é importante para a qualidade que vem sendo exigida atualmente, o excesso dele pode tornar a dança do ventre descaracterizada ou enfadonha se mal colocado, mas é uma transição que faz as raksas compreenderem a disciplina que uma dança séria tem que ter.
    Agora um desafio: sem ter um trabalho excelente ou “balético” de braços, mãos, postura, eu quero ver uma interpretação de taksim nay que fique realmente interessante ou aquelas músicas de routine e tarab com rumba, vals, hatcha, ayub, de muitos minutos, sem ficar enfadonho. Só que sem exageros, pois também não gosto de enceradeira maluca querendo mostrar tudo que aprendeu de uma vez só! RSRSRS

  15. Hummmm… A Maira foi ao X da questão ao citar as raízes. Não estamos buscando o ballet por falta de quadril e sim rebuscando e qualificando o que fazemos hoje. O problema não esta no ballet, e sim na falta de noção e muitas vezes má sorte na escolha da professora de dança oriental. Como hoje não temos uma escola de dança oriental fundamentada no Moashahat. Tudo o que é arabeskue e outros tantos, falamos logo em ballet. Mas, gostando ou não, é onde temos como rebuscar o que já foi a dança oriental. Obviamente sem perder o que conhecemos hoje por dança do ventre. Só que, muitas acabam gostando de girar e girar, elevar e elevar as pernitas, bate cabeça pra cá, bate cabeça pra lá, e acabam esquecendo o basicão, nossos amados oitinhos, redondos, shimies e por ae vai.

    Porque? Porque nós próprios bailarinos alimentamos isso! Lamentavelmente é o que o mercado pede e todos dão. Caso contrário esta fora! Mas, para nossa sorte existe a sala de aula, onde somos formadores de opiniões, de visão e também de mercado. Não vejo problema algum em brincar com as fusões, fazer aulas de ballet em busca de melhorar a postura e os braços. Afinal o que tem de postura e braço horroroso por ai… Vixe Maria, quero nem pensar! Todo modismo passa, mas também só fica o que tem qualidade. Então vamos escolher. Fazer ballet para qualificar ou para seguir modismo. Simples assim!

    Ahhhh, e falando no vídeo acima. Aos meus olhos Kahina, é uma das melhores que exemplifica uma boa utilização do ballet na dança do ventre (já que assim falamos atualmente). Mas como sempre, muitos querendo imitar, acabam por fazer mal feito e caem no caricato do ballet. Ai ai, ohhhhhh vida!!!

    Beijão!!!

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