O que a gente faz quando a gente enjoa?

Um dia a gente acorda e decide que precisa fazer alguma coisa de diferente no palco, porque aquela dança do ventre de todo dia perdeu o encanto.

Bom, momentos assim podem dar em coisas assim:

Ou podem resultar em coisas como esta:

Eu não sei quanto a vocês, mas eu prefiro que meu enjoo casual me leve para resultados similares ao do primeiro vídeo onde se mantém a essência do que é a dança do ventre e se inventa uma performance extremamente criativa e divertida, com elementos do teatro e do folclore.

Em relação ao segundo, sou leiga em danças burlesques para comentar, mas como expectadora, na boa, achei esdrúxulo.

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Sobre lorymoreira

Baiana, blogueira e apaixonada por música e dança árabe!
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5 respostas para O que a gente faz quando a gente enjoa?

  1. samara72 disse:

    Nem preciso dizer, né? Você me conhece de sobra.
    Achei o primeiro uma fofura. Eu sei que sou a única fútil que sempre fala disso aqui, mas o ser humano que criou aqueles figurinos passou duas vezes na fila da fofura. Como o simples pode cair bem, né?
    Elas podiam ter trabalhado até menos elementos que continuaria legal, mas de qualquer forma ficou bem legal. Poucas pirotecnias, uma dança básica, bem dançada e gostosa. Curti.

    A segunda para mim passou longe da dança do ventre. Não entendo nada de burlesque, mas acho que tá fraquinho até pra categoria. Uma mistura coisa alguma com porra nenhuma que virou nádegas, tô fora.

    Mas voltando ao tema central do post, acho que a coisa mais produtiva, quando enjoa da DV de todo dia, é ir fazer uma dança completamente diferente, não mistura de DV com alguma coisa. Porque aí nega volta com a corda toda e, se quando voltar para os braços de mamãe ainda quiser misturar, tá cheia de conteúdo novo e de qualidade para fazer isso.
    Beijos.

  2. Suheil disse:

    Pois é, tem dia que também preciso reinventar… aliás, acho que todas vivemos isso, não é? Quanto a primeira proposta, me agrada muito, mas na verdade é “quase um plágio” de um dvd gravado em 2004 pelo “Ya Amar!” grupo de Sahra Saeeda que dançou por 10 anos no Egito com o Reda. Acho que este vídeo não tem no Brasil… aliás (hehehe) eu estou nele! Foi nesta época, gravando este trabalho, que fui convidada a entrar na seleção das Superstars, então posso garantir a veracidade da informação… Já o segundo vídeo… concordo plenamente com a colega Samara!Não gostei. Eu, particularmente pra sair do “todo dia”, estou montando algo bem velho, com Gorge Abdo e um do Farid… entre tantas modernices, as vezes sair do básico é volar as origens… ao menos pra mim! rs… Bjkas, Suheil

  3. Laurinha disse:

    A segunda deve ter se inspirado na Dondi… Gostei dela não…

    Bjus

  4. Márcia Mignac disse:

    A pergunta que vou fazer, serve como uma resposta. Será que as “possibilidades de sair da mesmice” vistas a cima, funcionam como, DE FATO, uma mudança? Um deslocamento? Nem sempre travestir a dança de leituras modernas ou um “retorno” ao passado, funciona como um DESLOCAMENTO DA MESMICE. Se analisarmos a trajetória da dançarina, pode até parecer que ela se propôs a algo diferente, mas… será mesmo?
    Penso que o enjoo é um resultado dessa mobilização cinética que como ser humano estamos vivendo. Somos reféns de que precisamos o tempo todo ir para frente, fazer deslocamentos, estar em mudança, seguir… não poder ficar parado, porque mesmo assim estamos em movimento. Para essa idéia, uma boa metáfora, é a da escada rolante. MESMO PARADOS, ESTAMOS EM MOVIMENTO. Então, se continuamos no feijão com arroz na dança, somos logo tragados por uma sensação de mesmice, de enjoo, que nos leva a esses “deslocamentos” que para mim,nem sempre significam… São novas embalagens. Pois para sair da mesmice, se faz necessário ir para o canteiro de obras da dança. Exercitar a criatividade mesmooooooooooo e não colagens. E isso se dá na sua dança do dia a dia. SIM!!!!! Partir do básico e repropor algo diferente. Por exemplo, se você tem uma leitura sinuosa e se sente muito a vontade com leituras melódicas… Que tal tentar uma outra qualidade de movimento? Sair do que lhe é confortável. Agora se optar por uma mudança no vestuário, no uso de uma música não oriental… e continuar com a mesma movimentação sinuosa, isso se constitui como um antídoto para a mesmice? Ou uma nova embalagem?
    Desculpem se estou sendo dura!!!! Talvez a mudança no visual já seja um grande salto!!!! Ou aventurar-se a dançar uma música oriental também…. MAS QUERO AQUI SER UMA MILITANTE DA CRIATIVIDADE, que se faz no corpicho, e não apenas no seu entorno. Beijinhos

  5. Shaide Halim disse:

    O primeiro vídeo me lembrou coisas de Mahmoud Reda. Bacaninha, mas não vi tanta originalidade assim. Já o segundo… pra ser burlesque ela precisaria tirar a roupa, o que não fez, então, não é burlesque. Tecnicamente, como belly dancer, ela não surpreende. Marilyn deve estar se revirando no túmulo com essa apresentação.

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