Não façam isso com meu coração

Que me perdoem as bailarinas clássicas que frequentam esse blog, mas isso doeu na minha alma:

Nada contra o ballet. Aliás, a ponta dela é lindíssima e a postura invejável, mas fazer isso com Lisa Fakir é quase uma heresia…

Agora veja isso e esqueça tudo que você viu antes:

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Sobre lorymoreira

Baiana, blogueira e apaixonada por música e dança árabe!
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28 respostas para Não façam isso com meu coração

  1. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk… Lory vc é ótima!!! Rs…

    Esse video da bailarina acima me causou um deleite a alma. Por um simples motivo. Independente do contexto da Dança Oriental. Adoro ver dança com qualidade acima de tudo. Não sei qual era a intenção da bailarina. Mas o fato é que vejo uma excelente fusão. Já que vivemos em tempos de tantas fusões na DV. A bailarina além de ter um excelente trabalho de corpo com o ballet, não deixa nada a desejar com a dança do ventre. Domina uma tanto quanto a outra. E Vamos combinar, vivemos em tempos que vemos muita porcaria de fusões sem a mínima qualidade técnica. Então por que não uma autêntica fusão de Dança do Ventre com Ballet? Se é que foi essa a intenção. Além da moçoila demonstrar um bom gosto musical. Longe de ser uma excelente leitura para a dança tradicional, mas um bom gosto.

    Então, aplausos a moça! Pois deve ter ralado muito para chegar nesse nível técnico, tanto do ballet como na Dança do Ventre. Excelente fusão!

    E é claro vamos ver Fifi… Lembrando que ela é Fifi! E não a verdade absoluta sobre a expressão da Dança Oriental. Já que os próprios nativos por vezes são também contraditórios. Conheci dois egipcios em minhas andanças, e fui ver a aula deles. Sai de lá pensando. Sendo ele egípcio, nativo, e etc etc, se eu tiver que dançar daquele jeito para representar o que é do povo local, to lenhado, não quero não! Rs… Com isso quero dizer que, temos a sorte de nos chegar por vezes, boas referências da dança, mas que em si não resumem a dança!

    Obviamente que adoro ver DV tradicional. Mas venhamos e convenhamos, os tempos mudam graças a Deus. A diversidade se multiplica e se expande. Vamos estudar e estudar para apreciarmos a pluralidade, abstraindo o que ela tem de melhor, sem perder a noção das raizes e do que representa esta cultura oriental. Que em si em muito já tem mudado e querem mudar mais ainda.

    Será que nós, os não detentores das raízes no passado nunca vamos aceitar isso? Por um lado acho fantástico, pois preservamos a história alheia. Por outro lado sinto que isso limita nosso olhar, pois estamos sempre querendo ficar no velho sem se abrir para o novo sem grandes criticas! O que não significa ter que fazer igual. Afinal somos, plurais!

    Ai ai… Eu e meu comentários chatinhos né minha flor. Mas este é o seu amigo sempre cheio de inquietações e observando o processo em volta!

    Beijos saudosos. Aproveita o Festival por mim! Ohhh saudades!!!

    • lorymoreira disse:

      My friend, longe de mim querer ser purista, mas essa fusão realmente não me agradou. Como disse, nada contra a técnica da moça. Pra ser sincera, não tenho nem condições de avaliá-la nesse quesito, visto que sou leiga em ballet clássico. Mas dançar Lisa Fakir assim, me partiu a alma e aqui devo confessar o meu extremo e, talvez, até exagerado respeito pela música da Oum Khalsoum. Não gostei. Mas que bom que você gostou. Isso é arte. Cada um é tocado de uma forma diferente por uma mesma manifestação artística.
      Seus comentários são bem-vindos demais, querido! Adouro quando alguém discorda de mim por aqui… risos! É bom que dá pano pra manga de discussão!
      Vou pro Festival, sim! Depois escrevo contando tudo!
      Beijocas da Bahia!

  2. Laurinha disse:

    Ah, dessa vez vou discordar um pouquinho, rs… eu gostei muito do primeiro vídeo. Achei que a fusão de ballet com dança do ventre ficou legal porque a menina dançou muito bem, parece ter conhecimento das duas danças. Mas também adoro a dança do ventre “pura”. Acho que uma coisa não exclui a outra. Até acho legal que as pessoas tenham técnicas diferentes, estilos diferentes, gostos diferentes, umas façam algumas fusões e outras não. Acho que se todo mundo dançasse igual não teria tanta graça… Eu sou louca por bailarinas completamente diferentes entre si, de épocas diferente, estilos diferentes como Renata Lobo, Karina Iman, Souheir Zakir, Mona el Said, Naima Akeff, Saida, Jillina, Lulu Sabongi…

    Bjus

  3. Samara disse:

    Sozinha, não.

    Eu ainda estou aqui concordando com você integralmente.

  4. Mel disse:

    Ih, Lory… Também vou discordar de ti… Hehehe. Eu gostei do vídeo. Nem sou fã de fusões mas não há como negar que a fusão dela foi muito bem executada e de bom gosto. Não acho que foi uma heresia com Lissa Fakir, não… Achei a dança bem bonita.

  5. Denise disse:

    Lory, eu também não gostei da fusão. Apesar de não ser a maior fã da Fifi, gosto de uma DV mais roots.
    Ótimo post…
    Beijo

  6. Vivi disse:

    4 x 1, hehehehe.

    Eu gostei e acho que o Marquinhos falou muito bem. Eu nem chamaria o que essa menina fez de fusão. Na minha visão, ela fez uma leitura ‘balética’ de Enta Omri – e quem disse que Enta Omri não pode ser ‘lida’ por meio de outras linguagens? Eu não li a complexa sinfonia de Mozart mesclando DV e (male-male) um ballet? Talvez os fãs de Mozart mais ortodoxos achassem uma heresia o que eu fiz, talvez até diriam “onde já se viu dançar Mozart?” rsrs…(aqui eu faço uma relação com aquela história de que Om Kaoulsoum não apreciava que dançassem as músicas dela, exceção feita à Souheir Zaki)

    Acho que foi um exercício da criatividade dessa menina, sai das apresentações óbvias e enfadonhas que vemos, areja a dança. Claro que isso não substitui a dança na sua forma original, tradicional, nem se sobrepõe à mesma. Ela apenas apresenta uma possibilidade. E, na minha opinião, foi uma possibilidade delicada, respeitosa e de muito bom gosto.

    E dança, seja do ventre ou não, é isso. Ela acompanha o pensamento, as transformações e os desejos da humanidade. Fifi, Souheir e toda essa leva foram musas de seu tempo, a referência no estudo de muitas (minhas inclusive), mas por mais que admiremos as mesmas é preciso reconhecer que ninguém mais dança como elas, aliás a maioria nem quer, a começar pelas próprias bailarinas egípcias.Não porque seja ‘feio’, mas porque hoje existem possibilidades na dança que a deixam mais rica, mais expressiva, mais interessante de se ver (ilustro esse argumento com o trabalho riquíssimo do Arabesque Dance Co.) Podemos ter as nossas preferências, claro, mas independente disso é necessário reconhecer que dança é um organismo vivo que responde ao andar da sociedade.

    Vamos conversar mais…

    • lorymoreira disse:

      Mas insisto: não nego a abertura ao novo, à fusão e à criatividade. Vide post do Desert Sin – grupo que eu já gostei e você não. Mas essa leitura de Lisa Fakir (e não Enta Omri) não me agradou. Essa coisa de gosto mesmo… E tá 4×2 porque a Denise também não gostou… risos!

      • Vivi Amaral disse:

        kkkk, duas erratonas minhas! Não reparei no post da Denise e troquei as bolas do nome da música. Mas tá valendo.
        Eu não gostei do Desert Sin pq aquilo é bem diferente, fia. Eles são circenses, como alguém falou no tópico, caem no estereótipo, eles não inovam, só botam firula. A dança em si é a mesma, só tem acessórios cênicos a mais, mas em si é a mesma. Essa menina inova pq não fez nada disso, ela cria a partir da própria dança, sem precisar de “pirotecnia”. Capiche? (rs, tô italianada, bela).

        Como será que vai acabar este placar? hehehehehehehe

  7. Vivi Amaral disse:

    A propósito – e nada a ver com o tópico – show de bola seu folder de aula de DV. Chique!

  8. Deby disse:

    Oi Lory, eu adorooooooo Ballet, minha maior frustracao é nao ser uma bailarina do quebra nozes kkkkkkkkkkkkk Mas, olha só que coisa estranha nao aguentei ver 1 minuto do video da mocinha, nao sei porque nao me agradou, nao tocou no meu coracao, nao me emocionei, sei la … enquanto a Fifi, nao preciso nem dizer neh???? ai ai … suspiros!!!

  9. maíra magno disse:

    então enquanto fusão ta valendo, so pecou por escolher uma musica tão simbolica pra cultura arabe, se o fundo fosse algo mais “fusionado” eu nao teria problema algum

    • lorymoreira disse:

      Justamente…
      Flor, já ia esquecendo: uma formosura ver você e as meninas no palco do Festival homenageando de forma tão bonita a cultura árabe, viu? Parabéns!

  10. Pois é galera. Mesmo essa música sendo muito simbólica para cultura árabe. Gostei de ver esse video com esta música exatamente porque quebra com alguns conceitos. E foi exatamente a música que me fez continuar vendo para saber no que daria. E deu em algo de boa qualidade técnica em termos de fusão. Claro que na hora do vamos ver, prefiro completamente ver uma boa bailarina lendo esta música dentro do estilo egípcio. Masssssssss, o novo sempre me chama a atenção e me faz repensar meus velhos hábitos na dança. Afinal mesmo gostando do tradicional, refrescar sempre faz bem!

    Beijinhos!!!

  11. maíra magno disse:

    o querida brigada to numa correria imensa mas assim que eu tiver um tempinho verei o dvd
    muito grata viu?

  12. Shaide Halim disse:

    To com o Marcos… já conhecia o video e gosto muito.

  13. Daiane disse:

    Faço minhas as palavras de Marquito. Sou apegadíssima ao tradicionalismo, mas com boa qualidade artística o novo é bem vindo. Sou adepta do “e por que não?”. A dança inclui adaptação, união, desconstrução também e principalmente liberdade. O nosso bom senso é o agente limitador, é o que determina até onde achamos que podemos ir, até onde vai a ousadia, a mudança, a tradição de cada um…isso varia muito. E o gosto é pessoal, nunca vamos agradar a todos. Viva a liberdade, viva o bom senso! Todos estão certos e por isso a arte é tão maravilhosa. Arte é possibilidade.

  14. Mel disse:

    Também adorei o teu folder de aula… Parabéns!

  15. Mel disse:

    Parabéns pra mana então! Hehehe. E pra ti também que está em uma pose muito bonita 😉
    Beijos

  16. Elaine disse:

    Meu pitaco é, nada impede que faça-se uma leitura, no balé, de uma música árabe, mas o que ela fez foi uma tentativa de fusão sim, porque ela juntos os elementos (quadril e meia ponta basicamente) na mesma proporção.
    Eu já vi montagem de Tarkan em escola de balé e a leitura era bem diferente, um ou outro elemento da dança oriental e o resto balé puro.
    Assistindo a trechos do vídeo (confesso, não tive saco para ver tudo) meus olhos ficavam brigando entre o quadril e os pés da garota, eu senti uma força maior nos pés, mas não sei se era o foco que ela estava dando ou o figurino…
    Não gostei não, nem por preconceito, nem nada, mas acho que ficou meio indefinido.
    Agora Fifi nem precisa dizer, sempre um deleite!

  17. Karine Al Shams disse:

    Agradeço com a alma em festa o vídeo da Fifi.
    Não consegui ver o primeiro vídeo até o fim. Meus olhos viram duas modalidades de dança concorrendo e não se complementando. Pôxa, e logo com a Lissa Fakir…
    Reitero que isso é pessoal, e ninguém tem que sentir como eu – se fosse assim esse mundo não teria a menor graça.
    Beijos

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