Arte se avalia?

Estava navegando na rede quando encontrei esse excelente artigo sobre avaliação de arte. Apesar de falar de arte de uma maneira geral e do enfoque ser a educação formal, o artigo nos traz várias possibilidades de reflexão sobre os porquês e não porquês de se avaliar, no nosso caso, a dança do ventre. Leia. Vale à pena. E depois, deixa aqui sua opinião.

Arte se avalia?

Avalia-se, sim. Avalia-se muito. Avalia-se o tempo todo. Avalia-se mal. No entanto, percorre todo o sistema escolar um certo desconforto em relação à avaliação que de alguma forma transfere-se para a sociedade. Sim, é complexo o tema da avaliação na área de Arte; – ainda que o mercado, as escolas, as empresas patrocinadoras, as secretarias de governo e as instituições que trabalham com arte avaliem muito, avaliem o tempo todo e muitas vezes avaliem mal.

Um primeiro entrave na questão da avaliação aparece porque a arte é um fenômeno diretamente ligado às pessoas, às subjetividades e ao contexto em que estão inseridos o trabalho, o artista e o avaliador. Na esteira desse primeiro entrave vêm as inevitáveis perguntas: devemos avaliar a arte? Quem está apto a avaliar a arte? Por que avaliar a arte? Como avaliar a arte?

Para iniciarmos, vale lembrar que avaliamos a arte o tempo todo. Aplauso é avaliação. Presença ou ausência é avaliação. Procura é avaliação. Crítica é avaliação. Comentário é avaliação. Audiência é avaliação. Bate-papo é avaliação. Edição é avaliação. Curadoria é avaliação. Lista de espera é avaliação. Espaço na mídia é avaliação. Prêmio é avaliação. Consumo é avaliação. Nota do professor também é avaliação.

Ocorre que o aplauso depende também do humor de quem está assistindo. A presença ou ausência de público muitas vezes é simples trabalho de marketing. Fila na porta pode ser moda ou por ser de graça. Crítica pode ser paga e encomendada. Comentários dependem de quem e porque os faz. Edições podem ser bancadas. Lista de espera pode ser truque de empresário. Mídia é para ser comprada. Imprensa depende também da vontade do editor. Prêmios dependem do que sabe ou ignora a comissão julgadora a respeito de pesquisa e produção de arte e do candidato. Curadoria é exercício de gosto. E a nota do professor? Pode depender do humor no dia da correção do trabalho?

Quanto a esta última forma de avaliação, a nota do professor, por acontecer numa situação formal, regida pela série de regras estabelecidas no sistema escolar, reveste-se de pudores, medos, equívocos, vazios que precisam ser discutidos, pois influenciam bastante todas as outras situações de avaliação na sociedade.

Quando se discute a avaliação em Arte instaura-se um conflito muito conhecido: é possível fazer uma avaliação objetiva em um contexto inevitavelmente subjetivo?

Uma avaliação externa depende certamente da subjetividade de quem assiste, olha, lê ou escuta, ou seja, do espectador. Este espectador não está destituído de sua história: idade, gênero, nacionalidade, religião, profissão, família, classe social, formação cultural e ideológica; e estes são fatores determinantes no ato avaliativo. Permeadas por todas essas facetas individuais e sociais, a avaliação externa é proferida, a crítica é escrita, a curadoria escolhe, a arte é consumida, produzida e patrocinada.

Os afetos, as emoções, as experiências pessoais são manifestadas de forma clara nos pareceres e nas escolhas dos espectadores, dos patrocinadores, dos críticos, dos curadores, das comissões julgadoras. Impossível não citar a incontestável presença de interesses sórdidos e mesquinhos quando o resultado da avaliação implica dinheiro, poder e prestígio tanto para o avaliado quanto para o avaliador.

A avaliação é, portanto, sem dúvida, subjetiva. Mas será sempre assim? Ou melhor, deve ser sempre assim?

Não é possível refletir sobre a avaliação em arte sem nos referirmos ao conhecimento específico na área de arte, tanto em seus aspectos experimentais (práticos) quanto conceituais (teóricos). O conhecimento tem papel essencial na avaliação que se faz dos trabalhos de arte.

O “sentir” como único instrumento de avaliação esvazia os trabalhos, desnutre os artistas, joga a arte no rol das sensações e emoções indeterminadas e indecifráveis. Isso não quer dizer, obviamente, que a sensação, o sentimento e as emoções não façam parte do mundo da arte, pelo contrário. O que queremos enfatizar é que a avaliação desprovida de conhecimento da linguagem da arte está fadada ao senso comum, à arbitrariedade do gosto e às escolhas por afinidade e não por qualidade.

A busca de um caráter objetivo da avaliação não pode ser negligenciada. Do contrário, a arte e seu ensino ficarão somente à mercê do gosto, das vicissitudes personificadas, das afinidades pessoais e dos interesses sórdidos e mesquinhos quando a avaliação valer algum lucro.

O enfoque mais objetivo na apreciação dos trabalhos de arte gera um distanciamento (não frieza) necessário que permite separar a qualidade do trabalho do puro gosto pessoal. Objetivamente é possível não gostar do artista, do gênero de arte que faz, das escolhas temáticas que têm etc. e, ainda assim, reconhecer que é um bom trabalho e, portanto, merecedor de aplauso, de crítica adequada, de respeito, de apoio financeiro, de nota alta. O conhecimento gera critérios que dialogam com os limites do gosto e das afinidades. O conhecimento permite objetivar o subjetivo.

Infelizmente, o conhecimento em arte é domínio de poucos. No mundo da arte, são os críticos, os acadêmicos, os detentores de “notório saber” que assumem esse conhecimento e, portanto, assumem a exclusividade de avaliar publicamente os trabalhos artísticos escrevendo, escolhendo, indicando, comprando e vendendo. Freqüentemente ouvimos “sucesso de público e de crítica”, enfatizando que a avaliação do público difere da avaliação do crítico, sendo a segunda, em geral, mais importante e mais relevante para o trabalho.

Tanto o público quanto os artistas – que fazem a arte acontecer – parecem estar submetidos aos ditos conhecedores – críticos, pesquisadores, curadores, comissões – pois a eles foi conferido o poder e o direito da avaliação, que muitas vezes se transforma em mídia, patrocínio e poder partilhado entre avaliadores e avaliados. Em nome do conhecimento em arte, críticos raramente são questionados, curadores são incontestáveis, pesquisadores inabaláveis, comissões e suas decisões sempre aceitas pelo “notório saber” a eles conferido.

Importante dizer que muitas vezes a situação dos artistas pode ser pior que estar subjugado pelos afetos, gostos e interesses dos conhecedores de arte. Trabalhos de arte também são freqüentemente avaliados por pessoas completamente desprovidas de conhecimento em arte, de convivência ou relação com a arte. Os “homens-do-cofre” – seus parentes e amigos e amantes – ocupam cargos decisivos na distribuição do imposto não pago e supostamente aplicado na arte pelas empresas. Assistentes sociais, gerentes de marketing, publicitários, administradores de empresas, secretárias executivas tornam-se, por força dos cargos que ocupam, verdadeiros críticos-curadores e ditam regras e critérios para a arte arbitrando com dinheiro público – imposto não pago e supostamente investido no social pelas empresas. Infelizmente, patrocínios públicos quase nunca são discutidos ou questionados publicamente, como se o dinheiro ali aplicado não fosse também público – imposto não recolhido, gerido como investimento privado na própria empresa.

Não é possível estabelecer uma relação direta entre as formas – muitas vezes equivocadas – da avaliação da arte no meio social e a avaliação que é feita ou não pelos professores em sala de aula. Não podemos afirmar que avaliamos socialmente “mal” porque mal avaliamos no processo de escolarização. Sabemos que a escola é apenas uma das componentes da relação entre sociedade e a arte. No entanto, é possível percebermos que, se a escola – e especificamente o professor de Arte – iniciar um trabalho consistente na transmissão e construção do conhecimento das linguagens artísticas e uma busca de maior objetividade na avaliação dos trabalhos dos alunos, tanto a disciplina Arte quanto a arte em sociedade serão beneficiadas.

A avaliação é um retorno, um “feed-back”, uma visão processual do produto. A avaliação permite e convida a fazer, a pensar, a refletir, a aprender sobre o que foi feito e sobre o que se fará. A avaliação consistente e fundamentada permite ao artista, ao aluno, ao público e ao próprio crítico posicionar-se em relação aos trabalhos artísticos no tempo e no espaço.

A avaliação significativa exige conhecimento da linguagem artística, da história, da relação entre o criador e o que foi criado. A avaliação exige fundamentação para que abra portas, aponte caminhos, construa pontes entre o trabalho artístico, o criador, o público e a sociedade. Daí a importância da avaliação em si: ela permite que saiamos do lugar comum, da mesmice, dos modismos, dos personalismos. A avaliação favorece o aprendizado, a nova realização com mais instrumentais, mais consciência, mais qualidade.

Avaliar, portanto, difere de julgar, de estabelecer um juízo de valor. A avaliação é mais ampla e não exige necessariamente um veredicto final. A avaliação pode gerar parâmetros e embasar os julgamentos exigidos pela burocracia escolar, as notas ou conceitos. Mas não podemos de modo algum resumir avaliação à nota, ou ao conceito, ambos atrelados, muitas vezes, ao prêmio ou à punição.

Nas escolas, cuja competência específica é o conhecimento, quem assume o papel privilegiado de crítico, de avaliador, de debatedor, de fundamentador da arte produzida pelos alunos – tendo o dever e o direito a avaliar os trabalhos – é o professor de Arte.

O professor de Arte pode exercer o papel do crítico, do curador, do pesquisador muito privilegiado, pois propõe, participa, conhece o processo de criação dos alunos e seus contextos específicos. O professor tem a oportunidade única de avaliar continuamente o trabalho dos alunos e alimentá-los com comentários, conhecimento, materiais. O professor ocupa uma posição que muitos críticos gostariam de ocupar: participar do processo e compartilhar o produto.

O professor precisa ter condições de avaliar o trabalho artístico em si, o uso dos materiais, as escolhas, a articulação dos elementos da linguagem, o diálogo com a história e com o contexto do trabalho. O professor de Arte é avaliador de arte, avaliador da produção de arte, e não avaliador dos alunos.

Em geral o ensino de Arte nas escolas é pobre em veicular, articular e construir conhecimento de Arte propriamente dito. Antigos parâmetros da história do ensino de Arte permanecem muito fortes e em nome deles muitos professores ainda acham que, nas aulas de Arte, deve-se avaliar os alunos: participação e colaboração – importantes, sem dúvida, mas não podem ser critérios únicos.

Avaliar o aluno e não um trabalho de arte produzido pelo aluno, acontece muitas vezes por convicção – ainda há professores arraigados a valores e conceitos do ensino de arte defendidos na década de 70 do século passado – e também acontece por incompetência, falta de conhecimento do próprio professor em relação à disciplina que ensina. Acontece também pela mais pura e simples preguiça.

Como avaliar mais objetivamente o trabalho do aluno se, muitas vezes, o próprio professor não conhece, não freqüenta, não estuda, não produz – e às vezes não gosta mesmo – de arte?

Nas escolas, quer por falta do professor especialista (o graduado e licenciado em Dança, Música, Teatro ou Artes Visuais) ou por lacunas graves na formação do especialista, ainda se enfatiza muito a “expressão”- dando a ela um valor de “sentimento do eu” – em detrimento do conhecimento da linguagem. Valoriza-se a arte por seus aspectos integradores e humanizadores – que poderiam também ser conquistados por jogos-cooperativos – sem que se perceba que tanto a expressão, quanto a humanização e integração significativas em arte só existem ligados ao conhecimento da linguagem artística.

Aprendizado real da linguagem da arte e articulação desse conhecimento nas escolas permitiriam sem dúvida um diálogo mais aberto, mais consistente e mais interessante entre público, artistas, críticos e pesquisadores.

A arte que não se avalia nas escolas, ou a arte a que são somente atribuídos números ou letras deixa rastros profundos na forma como a sociedade entende a arte. Importante mencionar, por exemplo, a descaracterização da Arte como área do conhecimento quando ministrada – sem planejamento, sem preparo e claro sem nenhuma avaliação – por voluntários de ONG’s dentro ou fora da escola.

O aluno que nunca teve um trabalho avaliado, o aluno que nunca foi convidado a emitir um parecer com base no conhecimento adquirido, os pais que nunca foram apresentados aos critérios de avaliação dos professores, os professores que se negam a avaliar – ou o fazem mal por pura obrigação – estão contribuindo, voluntária ou involuntariamente – mas de maneira significativa – para as avaliações arbitrárias a que são submetidos os artistas e seus trabalhos no meio social e para o empobrecimento geral da relação entre a arte e o público.

Uma população realmente educada em arte e por meio da arte não criticaria os críticos? Em nome dessa população as comissões e curadorias não tomariam decisões com mais critério e competência sobre o investimento público em arte? Os pesquisadores não seriam chamados a pesquisar dialogando com a sociedade? Os próprios artistas não teriam mais cuidado, responsabilidade e respeito pelo que apresentam ao público?

O conhecimento construído e avaliado significativamente durante o período de escolarização traria com certeza mais autonomia ao público. Cidadãos – alunos – conhecedores de arte, com maior poder de argumentação e escolha, não seriam presa fácil e ingênua da indústria do entretenimento e dos modismos veiculados pela mídia. Sem dúvida, o conhecimento em arte articulado criticamente e avaliado pela escola também enriqueceria o papel do crítico. Ao invés de referência única e incontestável, críticos poderiam atuar como debatedores, fomentadores, argüidores de extrema relevância para o crescimento da compreensão e da fruição da arte em sociedade.

Avalia-se sim a arte. Avalia-se muito. Avalia-se o tempo todo. Poderíamos, sim, com a parceria das escolas e dos professores de Arte, fazer com que esta avaliação em sociedade fosse mais consistente, mais adequada, mais consciente e mais aberta ao diálogo e à compreensão do mundo em que vivemos.

(*) Isabel Marques e Fábio Brazil, professores e artistas, dirigem o CALEIDOS ARTE E ENSINO em São Paulo, capital, ministrando cursos e prestando assessoria a secretarias de educação, escolas públicas e privadas nas áreas de dança e poesia.

FONTE: http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=10631

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Sobre lorymoreira

Baiana, blogueira e apaixonada por música e dança árabe!
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5 respostas para Arte se avalia?

  1. LuArruda disse:

    Nossa Lory, li e reli e ainda estou tentando ordenar minha opinião. Eu amei esse texto, é muito profundo e abrange todas as nuances dos prós e contras. de alguma maneira, me senti aliviada. E gostei do ponto em que se destaca que ‘avaliar é diferente de julgar’. Isso resume tudo, acho. Obrigada por compartilhar. Mas to pensativa ainda, principalmente na questão dos formadores de opinião sobre arte, muitas vezes sem cursos ou embasamento algum. esse assunto rende!

    • lorymoreira disse:

      Esse texto é mesmo bom! Também fiquei passada, assim como você. Já li umas 4 vezes e, a cada nova leitura, fico mais e mais pensativa. Afinal, quem mesmo nesse nosso meio está apto a avaliar? E para que fins? Perguntas, perguntas, perguntas…!

  2. Vivi disse:

    Pouco há o que se falar depois desse explêndida demonstração de conhecimento e lucidez de Isabel (minha principal inspiradora dos meus projetos em dança-educação). Recomendo seus textos (que estão disponíveis no Scielo e no Google e todos os seus livros (os quais já li e reli algumas vezes, são aulas!).

    Um parágrafo desse texto exemplica bem o que ela todo o restante:
    “O “sentir” como único instrumento de avaliação esvazia os trabalhos, desnutre os artistas, joga a arte no rol das sensações e emoções indeterminadas e indecifráveis. Isso não quer dizer, obviamente, que a sensação, o sentimento e as emoções não façam parte do mundo da arte, pelo contrário. O que queremos enfatizar é que a avaliação desprovida de conhecimento da linguagem da arte está fadada ao senso comum, à arbitrariedade do gosto e às escolhas por afinidade e não por qualidade.”

    Obviamente, esse é um hábito que se observa na DV: muitos julgamentos embasados na afinidade. A coisa do “se se parece com o que eu gosto de ver então é bom, se não se parece não é”. Acredito que o desconhecimento de outras linguagens de dança gera um estranhamento do espectador ao se deparar com uma dança cuja linguagem ele desconhece ou pouco conhece.

    Como ela diz, avaliação é algo amplo. Compreende o entendimento do vocabulário que o artista usa. E quem, com toda sinceridade, no meio de DV está apto a fazer avaliações de forma ampla, assim, como Isabel preconiza?

    Se eu conhecer duas ou três estarei sendo bem generosa.

    Ótimo texto, flor!

    • lorymoreira disse:

      Caramba, Vi… essa mulher é crâniooooo! E ela inquieta porque abre diversas perguntas sem, necessariamente, fechar com respostas.
      O que me pegou nesse texto foi “a serviço de que se encontra uma avaliação de arte?” De um prêmio, de um selo, de um status ou de crescimento? Creio que, no nosso contexto, a última opção, que me parece a mais pertinente, é a menos utilizada. Estou enganada?

      • Vivi Amaral disse:

        Não está não, também penso assim. Na verdade (na teoria, melhor dizendo), a avaliação na Arte deve estar a serviço dos crescimento do profissional, que pode resultar no crescimento da própria Arte (assim deveria ser). Na prática, a avaliação, ainda confundida com julgamento, está a serviço de outras esferas que vc citou.Infelizmente, digo de passagem.

        Acho que Isabel traz algumas elucidaões nesse texto. Em suma, Arte só deveria ser julgada por quem tivesse conhecimento profundo da linguagem utilizada numa obra e conseguisse articular esse conhecimento com a intenção do artista ao fazer esta obra. Teríamos então uma avaliação mais justa, grosseiramente falando. Mas adquirir este conhecimento não demanda apenas estudo de diversos conteúdos específicos(estética da Arte, história da Arte, etc), demanda também experiência ampla na Arte e ouso dizer,de vida (sim refiro-me à maturidade).

        Isabel critica sobretudo a forma como se encara Arte e como a sociedade se utiliza da mesma (muitas vezes de forma frívola, como ela mesma diz). Isso faz de todos nós “entendidos” de Arte, rasos de crítica e de conhecimento da mesma. Tipo de crítica que nao contribui p/ o crescimento da Arte.

        Eu levanto a bandeira da educação pela Arte como base para o entendimento da sociedade e é essa a ideia que levo quando dou aula de dança oriental ou folclore brasileiro. E quando estou em sala de aula regular e posso usa-la para ajudar meus alunos a ver o que aprendem de uma nova forma, a partir de um outro olhar. Ensina-los a olhar uma obra de arte é desenvolver sua sensibilidade não só para apreciar outra obra de arte, mas para perceber o mundo.

        (Entendeu porque rezo da cartiha de Isabel, né?)

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