Dança do Ventre no Vale do Capão

Nesse último feriadão, de 7 de setembro, viajei. Fui dar uma respirada em ares sem poluição. Fui pra meu cantinho do paraíso que fica a cerca de 460km de distância de Salvador, na Chapada Diamantina, mais precisamente, dentro do Parque Nacional. O lugar, na verdade, é uma vilazinha chamada Vale do Capão.

O Capão está ligado ao município de Palmeiras, mas pra chegar de Palmeiras até lá, você precisa pegar 1 hora de estrada de barro.

Chegando lá, você chegou bem pertinho do céu: não tem agência bancária, Correios, nem posto de gasolina. Não tem asfalto, nem shopping, a internet ainda é discada e, aleluia, não pega celular! De ne-nhu-ma operadora! Ô benção!

É um lugar onde a natureza foi extremamente generosa. Rodeado de montanhas, paisagens, muito verde, com temperatura média de 19ºC e belíssimas cachoeiras que completam as paisagens maravilhosas.

Eu em Rodas - um dos lugares mágicos do Capão

Pra completar, é um celeiro cultural riquíssimo. Pessoas de diferentes partes do mundo escolheram viver naquele recanto: são europeus, asiáticos e sul-americanos misturados e integrados à filosofia do desenvolvimento sustentável.

Passeando pela Vila você pode almoçar uma lasanha de um argentino, comprar um colar feito por um venezuelano, comer de sobremesa um crepe feito por uma francesa e papear com uma italiana na esquina para treinar sua conversação.

A vila ainda possui diversos grupos das mais diferentes manifestações artísticas: artes circenses, capoeira, artes cênicas, grupos de música de diferentes estilos, grupos de danças, artistas plásticos, poetas, fotógrafos, etc. Pessoas que fazem desse lugar um oásis de cultura, arte e magia.

Pra completar e tomar de vez meu coração, lá há um grupo muito promissor. De quê? Isso mesmo que vocês estão pensando. Um grupo de dança do ventre!

Já faz um tempo que acompanho o trabalho dessas meninas, na verdade, desde 2006, quando estive lá pela primeira vez e as conheci através da Bela.

Grupo Zahr dançando no Circo do Capão

O grupo em questão se chama Zahr e é coordenado pela famosa Chica, ou Francesca – uma italiana gente boa que largou tudo na “Zoropa” pra ir viver no Capão. Também conhecida, agora pela sua afinidade com o mundo árabe, como Al Sahira. A Chica é daquelas mulheres fortes e vibrantes que levam a arte nas veias.

Fruto desse talento e de toda dedicação com que ela nutre sua dança, o Grupo Zahr vem criando uma base muito sólida e bonita nos estilos de dança do ventre e também no tribal.

Isabel, uma das bailarinas-docinho do Capão.

Nesse feriadão deu pra experimentar uma prova: elas organizaram e apresentaram um espetáculo. Foram 2 coreografias em grupo de tribal, 2 de grupo de dança do ventre e alguns solos. Todas fofíssimas. Dá gosto de ver.

Também, vamos combinar? Inspiração não falta: as meninas que integram o grupo são todas habitantes da Vila do Capão, respiram natureza 24hs por dia e possuem um estilo de vida invejável: comida saudável, caminhadas, nada de dióxido de carbônico, estresse zero.

Fico tão contente em ver gente fazendo arte de boa qualidade! Ainda mais assim, em cantos inusitados e paradisíacos desse mundo de meu Deus!

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Sobre lorymoreira

Baiana, blogueira e apaixonada por música e dança árabe!
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11 respostas para Dança do Ventre no Vale do Capão

  1. Vivi disse:

    Na minha ida do Acre à Salvador conheci Lenç~´ois e voltwi tomada de paixão por aquele canto… Aliás, a Chapada toda é apaixonante. Um dia vou conhecer o Capão e, se der sorte, dançar com essas meninas, quem sabe?
    Esse país tem cada surpresinha….
    bjks, flor.

  2. Samara disse:

    Tudo parece uma maravilha, sério. Sempre fico com invejinha da suas fotos no Capão.
    Só que agora: “Chegando lá, você chegou bem pertinho do céu: não tem agência bancária, Correios, nem posto de gasolina. Não tem asfalto, nem shopping, a internet ainda é discada e, aleluia, não pega celular! De ne-nhu-ma operadora! Ô benção!” Para mim é a descrição do inferno, não do paraíso. Só de pensar em tamanho isolamento, meu arrepio toda.
    Sou um bicho sem recuperação.

    • lorymoreira disse:

      Amiga, na boa, sou viciada em computador. Vc sabe. Mas no Capão não só não sinto falta como acho o máximo que nem veja um pela minha frente. Tudo depende de onde estamos e com quem estamos.

  3. julimoreira disse:

    O legal do Capão é que cada dá para fazer diversas viagens em uma só. Nossa ida esse 7/09 te rendeu um post sobre dança e me rendeu um post sobre comida… rs!!! Ali é um pedacinho do céu!

  4. Vivi disse:

    Relevem todos os erros de digitação do meu comentário acima. Isso é o que dá usar um óculos abaixo do seu grau real.

  5. LucianaArruda disse:

    to morrendo de saudade de banho de cachoeira…acho que no próximo feriado quero visitar esse lugar..te escreverei pedindo dicas…e que jóia saber que a arte não tem fronteiras!
    🙂

  6. Nossa, paraíso mesmo! E que interessantíssimo o trabalho da moça, hein? Desenvolver dança do ventre em uma comunidade tão pequenina e isolada deve ser, por um lado, gratificante (pouca ambição e loucura por reconhecimento de instituições ligadas à dança), mas também um pouco complicado (acesso a material, pouca possibilidade de mostrar o trabalho e tal). Não sei, mas me agradou muito a idéia de simplesmente viver. Sem maiores estresses, sem cobranças exageradas, apenas você, seus amigos, sua família e o pequeno mercado local, com seus produtos e serviços desestressados.

  7. Dania Ruaida disse:

    Muito legal seu blog. Sou nova por aqui, no mundo dos blogs. E estou adcionando vc no meu.

  8. Samya Ju disse:

    Que coisa mais magnífica, tô babando. Isso é arejar de verdade.
    mnhaaaaam.
    Lindo. Obrigada por trazer até a gente, Lory. Beijos com muito carinho

  9. Ariane disse:

    muito inspirador e util o seu post, garota. obrigada

  10. vou pra lá esse fim de semana moro em feira de santana na Bahia, acreditem na minha ignorancia ,nunca fui ao capão
    irei sim e com muito gosto.

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