Pelo fim da mesmice

Se você, cara amiga bellydancer, está cansada de assistir as mesmas mesmices e modismos de sempre nos vídeos  que futuca no youtube, una-se a mim em coro: pela valorização da pluralidade artística da dança oriental!

Chega de clones, cópias e imitações!

Procuremos e mostremos a nossa própria identidade como bailarinas!

Que esse coro reverbere, entre até nas cabecinhas mais duras e se expanda numa revolução de originalidade e amor-próprio.

Sim! Amor-próprio! Afinal, não tem nada que denuncie melhor a baixa-estima e insegurança de uma pessoa do que vê-la imitando outra infinitamente.

Imita-se porque o ser/objeto imitado já é aceito pelo público.

Meio caminho andado?

Engana-se!

Na imitação, a bailarina real se esconde. Medrosa, teme o que poderão falar dela se mostrar sua verdadeira face.

Sim, porque até os clones têm uma verdadeira bailarina interna. Aquela, que quando ela dança sozinha, no escuro,  por vezes ousa deixar sair para respirar.

Cara companheira de arte, lhe faço um pedido: por favor, não sufoque a bailarina que mora em você. Deixe que ela saia, que lide com o medo sem máscaras, sem subterfúgios, sem fuga, sem imitações de Randa, Lulu ou Jillina.

Nós já sabemos que você tem um talento incrível para a imitação, mas queremos lhe ver como você verdadeiramente é.

E, se a gente não gostar?

Dane-se!

Seja você, seja original, seja feliz.

O que você não pode é sufocar essa bailarina interna. É negligenciar a si mesma e tolher do outro a oportunidade de contemplar uma dança única e cheia de sua personalidade. Porque o outro merece o que só você tem para oferecer.

E para nós, eternas cri-cris e julgadoras da dança alheia, uma lembrança: quem imita, só quer ser aceita. Talvez se deixarmos de lado nosso olhar ranzinza e lançarmos a ela um olhar amoroso, ela encontre dentro de si a bailarina que  um dia prendeu ou perdeu…

Esse é um caminho que se faz dos dois lados.

Comecemos?

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Sobre lorymoreira

Baiana, blogueira e apaixonada por música e dança árabe!
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7 respostas para Pelo fim da mesmice

  1. Maíra Magno disse:

    oxente essa é uma bandeira que carrego desde sempre, meio solitária mas nao to nem ai, abaixo os clones!

  2. Vivi disse:

    (A hora que eu acabar de bater palmas volto aqui e escrevo.Perfect!)

  3. samya disse:

    Apoiado! É tão difícil a gente deixar de lado a insegurança. Deixar de usar as fórmulas que deram certo é a coisa mais importante, uma atitude corajosa mesmo.

  4. julimoreira disse:

    Vixe… acho que tenho mais medo de imitar do que ser eu mesma. Imitando, vou ser sempre comparada ao objeto da imitação… Enfim, quando meu solo finalmente sair, juro que irei recorrer aos pitacos bem-vindos de minha irmã para fugir da mesmice! Bjs

  5. Lucy Linck disse:

    UHUUU!!! O mundinho bellydance precisa de personalidade!!!
    Beijos!

  6. Muito bom! Eu acho que até que a gente consiga construir ou libertar essa personalidade na dança, a referência é importante, mas já vi muitos vídeos de grandes bailarinas, com suas danças já consolidadas neste aspecto, que me decepcionaram por adotar o estilo das outras, por serem mais top ou não confiarem no seu estilo próprio. Às vezes, bailarinas que nem tinha viso ainda em vídeo, ao tentar matar a curiosidade, me frustrava, acabava por nem ver até o fim por já saber a quem estava imitando. Imitação por imitação, vejamos a original! E sem falar que, por mais que a gente ame uma bailarina e adote alguns de seus movimentos, ainda tem que ver se combina com nossa atitude corporal.
    Acho que somos uma mistura de tudo que estudamos, que no fim acaba surgindo como uma leitura própria, e será cada vez mais própria, quanto mais repertório de estilo agregarmos, combinando com nossa leitura corporal e emoção.
    Beijosss!!!!

  7. Hanna Aisha disse:

    Oi
    referências são importantíssimas, como Daiane disse, e buscar o que há de melhor em cada uma faz parte da construção do estilo próprio, algo que é difícil e demorado de conseguir. Além disso, existe sim a aceitação do público e quem está começando como profissional fica muito em dúvida do que fazer… falo por mim mesma.

    Mas sim defendo a mesma bandeira.

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