O circo das pulgas

No circo das pulguinhas amestradas há trapézio, corda-bamba, picadeiro e interação com animais selvagens.

Cada pulga tem seu número especial, mas todas estão ali graças ao convite de Dona Sapa Mor, que coordena as artistas em cena.

No entanto, uma pulguinha de nome complicado, Halagodiana, andou dando chiliques. Ela não entendia porque Dona Sapa Mor permitia que ela dividisse o palco com pulgas com “técnica inferior” à sua.

Dona Sapa Mor lhe explicou:

– Halagodiana, cada pulguinhas tem seu potencial diferente e uma maneira única de encantar o público. Sempre haverá público para todo tipo de performance. Você precisa entender isso…

– Não, Dona Sapa Mor! Eu não aceito! Daqui a uns dias, teremos de dividir o palco com várias pulgas desprovidas de talento! A arte do circo é para poucas! O que será do circo num ambiente como esse?

– Minha cara, se todas forem desprovidas de bondade, cooperativismo e crença no potencial criativo da arte, como você, o circo realmente não vai a lugar nenhum.

***

Caminhamos para o fim?

***

Qualquer coincidência entre o mundo circense das pulguinhas e o bellyworld não é mera coincidência…

Créditos da imagem: Maurício de Souza.
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Sobre lorymoreira

Baiana, blogueira e apaixonada por música e dança árabe!
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8 respostas para O circo das pulgas

  1. Ju Sobral disse:

    hahahahaahah, amei!
    Ainda assim, existem algumas pulguinhas desprovidas de talento que não sabem disso? rs
    Beijo

  2. Vivi Amaral disse:

    Quem sabe, Halagodiana se esqueceu da época em que dividia o palco com pulgas bem mais avançadas na técnica do que ela? Seria conveniente lembrar-lhe.

    Ah, o deslumbramento com os títulos da caixa de fósforo e do efêmero sucesso…

    (rs… vc e suas historinhas didáticas são ótimas, Loreta)

  3. Hanna Aisha disse:

    Não é que ouvi algo parecido por esses dias com relação a workshop?

  4. LuArruda disse:

    e o circo vai que vai…

  5. Márcia Mignac disse:

    Lory amei! Foi de tanto vivenciar circos como esse no mundinho bellydance, que fiz a promessa de só retornar a dança do ventre deslocada do lugar profissional. Hoje em outro espaço, amo ouvir as músicas árabes, dançar sozinha em casa ninando Maria Elisa e ser feliz assim. Agradeço a tantas pulgas que me fizeram chegar aqui, na Universidade Federal de Sergipe e fazer da sala de aula, um espaço de intervenção. Onde o que importa é conhecimento compartilhado. Busco desmontar qualquer tentativa de hierarquização e poder. Na verdade, esse semnpre foi meu modo de funcionammento. A questão é: por que será que com a dança do ventre não funcionou? Foram tantas Halagodianas… beijinhos!

  6. lorymoreira disse:

    Então meninas, dia desses eu li em algum lugar: “onde alguém vê um fim, eu vejo um marco zero”.
    Depois dessa frase tô doida pra achar esse fim mesmo. Transformar ele em marco zero será beeeeeeeeeeem interessante!

  7. samya disse:

    Adorei o marco zero.
    Viva as pulgas sem talento! hahahahh

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