Sobre um silêncio

Encontro uma ex-colega de dança e, conversa vai, conversa vem, pergunto a ela:

– Você ainda está fazendo dança do ventre?

– Não! Deus me livre! Agora estou fazendo dança contemporânea!

– Como assim “Deus me livre”?

– Dança do ventre já era. Coisa ultrapassada…

Silencio. Há momentos em que o silêncio é mais elegante, prudente e respeitoso.

Não sei o que acontece, mas algumas pessoas que largam a dança do ventre passam a adotar um discurso agressivo e de descaso com a arte que, até então, praticavam com tanto envolvimento emocional.

A paixão acabou? Ressentida porque não conseguiu o espaço que esperava do meio? Perguntas, perguntas, perguntas. Chovem perguntas na minha cabeça.

Eu queria poder entender mais do comportamento humano para poder dissecar diversas possibilidades de fatos e pensamentos que levaram pessoas tão bacanas a repudiar uma arte que, há tempo atrás, lhe era tão cara. Mas volto a me silenciar. Simplesmente porque não acredito em nenhum motivo justificável para que se desfaça de qualquer tipo de manifestação artística. No entanto, deixo aqui um breve texto do Chico Guedes – que nos sirva pra alguma reflexão e possibilidade de ampliar nossos silêncios diante das diversidades da alma humana.

Sobre a arte “inferior” e “superior” – Chico Guedes

Não há o que desculpar. Estamos dialogando e nada mais natural do que essas divergências pontuais e sadias. Eu prefiro não hierarquizar ou rotular a arte, a não ser para facilitar o entendimento do que quero expor.

Não encontrei ainda a régua para medir ou o Onipotente para me garantir o que é arte superior e arte inferior. Aqui e ali leio pessoas defendendo esse ponto de vista. Respeito, claro, mas não me incluo entre elas. É difícil se chegar a um consenso sobre isso porque envolve um grau elevado de subjetividade e até fanatismo, em alguns casos. E eu morro de medo de fanáticos, sejam lá do que for.

Prefiro considerar que no interior de cada arte existem obras boas e ruins. E mesmo a obra de determinado artista comporta bons e maus trabalhos. No meu caso, acredite, não se trata de politicamente correto porque não me alinho também entre esses e nem tenho medo de falar alguma coisa que possa ser considerado “politicamente incorreto”. É convicção mesmo.

Acho que não podemos generalizar porque as pessoas são muito diferentes em se tratando de apreensão estética. Então, o que pode provocar epifania em uma pessoa pode muito bem levar outra a bocejar. E isso, para mim, não significa que uma seja mais inteligente do que a outra, apenas que tem sensibilidades diferentes.

Arte popular ou “inferior” pode ser uma grande arte. E a arte consumida por uma elite intelectual, ou superior, pode ser ruim. Resumindo, não concordo que exista arte superior e inferior, acho que existe arte boa e arte ruim.

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Sobre lorymoreira

Baiana, blogueira e apaixonada por música e dança árabe!
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22 respostas para Sobre um silêncio

  1. Hanna Aisha disse:

    Isso me lembrou os desabafos das bailarinas de DV de SP com relação à Maria Pia.

  2. Nooooooossssssssaaaaaaaaa….Vc é d+ Lory….Não é a toa q sou sua fã!!!!

  3. Lady Burly disse:

    Ai, Lory… eu deixei a dv, mas não repudio a dança em si, e sim o meio… as pessoas que fazem parte no mercado da dv. Pq a dança é só uma dança, são apenas movimentos, e não há como ela causar nenhum trauma em ninguem (talvez em quem tentou aprender e não conseguiu? Mas mesmo assim acho dificil). Já as pessoas que fazem parte do meio da dv, esse sim traumatiza qualquer cidadão! São raras as exceções, de gente bacana, bem intencionada – a grande maioria, infelizmente, é tensa! Mas não é só na dv que isso acontece, obviamente. Em toda profissão a gente encontra gente estranha e competitiva. O problema é que a dança do ventre tem um carater muito feminino, então a briga de egos parece ainda maior.
    Eu ainda danço dança do ventre (agora no burlesque), ainda dou aula, ainda assisto amigas dançando… mas em nenhuma hipótese volto a fazer parte desse meio, ir à eventos, participar de festivais ou me divulgar como belly dancer! Traumatizei para sempre!

    • lorymoreira disse:

      Flor, me explica isso: vc não gosta do meio, não faz mais atualizações, não vai mais a eventos, mas ainda dá aulas?
      Vc não acha isso meio esquisito, não?
      Desculpa a sinceridade, mas eu acho super mega ultra esquisito…
      Qual seu propósito em se manter no meio sem estar nele?

  4. Samara Leonel disse:

    Eu acho que o que sinaliza a questão é mesmo isso: envolvimento emocional, expectativas. O envolvimento emocional é muito grande, o sonho. As pessoas se frustram. Eu danço, eu ouço, eu faço aulas – com pessoas escolhidas a dedo. Mas eu nunca sonhei ter reconhecimento ou lantejoulas por isso – conheci a dança tarde e sem objetivos de profissionalização. Meu mood é outro.
    No meu caso, só abdiquei da discussão aberta na internet, assim como de qualquer envolvimento emocional com a dança. Porque eu amo a dança, sou uma cachaceira véia, como você sabe bem. Mas prefiro escolher as pessoas que se relacionam comigo. Estou velha demais pra puxa-saquismo, intolerância, auto-propaganda deslavada, antigas inimigas ideológicas apresentando trabalhinhos como melhores amigas. Tudo bem, cada um faz o que quer, mas eu sou amadora e não me obrigo a conviver com isso.
    A dança, a música, tudo isso tem e sempre terá o meu maior respeito, ainda que eu tenha integrado novos movimentos ao meu repertório. Meu corpo ainda vibra inteiro ao som de um mizmar. Meu coração ainda pulsa em baladi. Mas algumas discussões não me estimulam mais. Ser insultada pelo que eu penso, não mais me diverte. Ser mal interpretada por coisas que nem escrevi – interpretação de texto é sempre um problema nesse país. E o mais triste: descobrir tantas pessoas nesses anos que se aproximaram de mim pela informação que achavam que eu tinha, não pela pessoa que eu sou. Ou pelo meu potencial de polêmica – e que se afastaram de mim assim que tomaram o que queriam, ou descobriram que eu sou muito mais inofensiva e pacífica que minhas idéias quixotescas sobre dança. Isso eu não quero mais nem pra minha dança, muito menos pra minha vida.
    Por isso, são muito poucos os blogs de dança que ainda leio. Acho que o teu é o último, pra ser totalmente honesta. No meu caso particular, meu “afastamento” tem mais a ver com excesso, que falta de respeito à dança…

    • Samara Leonel disse:

      Correção, na segunda linha do segundo parágrafo onde consta “envolvimento emocional” leia-se “envolvimento profissional”.

  5. Naznin disse:

    Oi Lory!

    Pra te falar a verdade, eu também estou tentando me afastar o máximo possível dos blogs e das picuinhas da DV. É muita energia negativa sendo trocada e alimentada, chega a ser cansativo. E olha que eu não sou profissional!! Imagine as poucas boas almas que têm que trabalhar nesse meio, todo santo dia (eu conheço algumas e vejo o sofrimento de perto). É como ter que sair de casa com uma armadura todos os dias para trabalhar. Não sei se aí na Bahia é assim, mas aqui em São Paulo a coisa é bem cruel, e parece que só está piorando.
    Por isso eu tento me manter afastada dessas coisas (o máximo que posso) e continuo a dançar feliz, com pessoas que eu gosto e confio. Dançar vou dançar sempre, e vou sempre amar e respeitar a dança. Quem estraga são as pessoas.

    bjão

    • lorymoreira disse:

      Meninas, a questão em pauta não é o meio da dança, mas o fato das pessoas que largam a dança do ventre e depois se comportam como se essa fosse uma arte a ser repudiada. Talvez o cerne da questão sejam realmente as relações… pelo pouco que estou vendo escrito por aqui. Mas, ainda assim, acho super esquisito torcer a cara para a palavra dança do ventre depois de anos vivendo disso.

      • Naznin disse:

        Concordo com você, Lory. Desprezar a dança não tem nenhum sentido – mas talvez seja isso que sua amiga quis dizer e acabou se expressando mal, ou talvez ela tenha passado a desprezar tudo em relação à dança do ventre por causa de experiências ruins com as pessoas, porque não conseguiu separar as coisas.

  6. Gil Marcelo disse:

    Eu faço dança do ventre porque eu amo ser mulher e porque me faz mais feliz!!!!! Arte me faz bem e poder fazer isso com meu corpo, então…
    Eu tenho uma limitação física na perna e não consigo fazer muita coisa, mas mesmo assim sou feliz dançando. No meio da dança do ventre, eu quero ver arte, os egos não me importam muito. Eles (os egos inflados) terminam pocando um dia e não me importa se estarei para presenciar esse momento tão infame. Eu quero dançar! E se o corpo que veste esse ego inflado dança, é por que ele tem algo de bom, tem o que ensinar pra mim. Ensinar até a ser diferente dele. Bom mesmo de ser humano é ter sensibilidade suficiente para se embriagar do que faz tocar a alma, racionalidade para discernir isto daquilo que não nos agrada, mas acima de tudo, ter sabedoria suficiente para driblar o nosso ego e nos permitir ver a beleza em quem não nos enxerga.

  7. Maíra Magno disse:

    olhe olhe olhe, o que faz uma coisa são os relacionamentos e as conecções que se estabelece, a ” dança ” em si é um enter imaterial e subjetivo, eu ja conheci muita gente que tomou entojo de dv, e confeço que estou quase seguindo o mesmo caminho, é um meio limitado, pouco artistico, pouco critico, pouco reflexivo, extremamente competitivo, muito amador, imaturo, com pouca possibilidade de retorno material e pouco colaborativo, em outras danças o trabalho coletivo realmente existe, e as pessoas realmente se aprofundam em questões artísticas e tecnicas, claro que existem pessoas levianas, mas essas nunca são os ‘tops de linha”, o que não é o caso da Dv onde numa perspectiva beeem otimista uns 80% das ” referências nacionais” são praticamente analfabetas em questões como conhecimento de anatomia e funcionamento muscular, questões cênicas e artisticas e possuem um conhecimento bastante raso de cultura e historia do oriente médio.
    Eu entendo sim o repúdio pela dv, tanta deusa super mestra diva cospindo besteira e o povo aceitando incondicionalmente e qd vc vai pra outros nichos de dança, os ditos ” mestres” sao verdadeiros intelectuais, bate um papo com ivaldo bertazo ou helena kadiz e depois bate um papinho com umas das grandes referencias nacionais da dv só pra sentir a diferença….

  8. Lívia Carine disse:

    Acho que a pessoa em questão estava falando mesmo da DANÇA do ventre…
    E pra mim faz todo o sentido, não concordo, mas sei o porque (ou levanto hipóteses) do pensamento desta pessoa…

  9. lorymoreira disse:

    Eu já andei muito triste com o “meio”, mas descobri, a muito custo, pessoas que me são caras, que me fazem bem, que me ajudam a evoluir (não apenas como aprendiz de bailarina, mas como ser humano) e com quem sei que sempre poderei contar. Fiz uma redoma de vidro e amor em volta dessas relações e cuido com carinho para que elas se mantenham assim – saudáveis e geradoras de crescimento.
    Sinceramente? Acredito que todo mundo tem o mesmo potencial que eu de encontrar seu nicho. É uma questão de escolha: vou procurar pessoas bacanas, inteligentes e amorosas e farei delas a minha base de relações saudáveis e bacanas ou continuarei achando que tudo e todos são difíceis e que as relações humanas na dança do ventre não têm salvação?
    A minha escolha já foi feita. E a de vocês?

    • Lívia carine disse:

      Isto mesmo Lory! Isso me lembra um comentario que fiz aqui msm falando sobre vc ser ou nao um peixe fora d’agua na DV. Existem nichos como disse. A DV tem salvação claro…eu acho que a pessoa em questão estava falando de outra coisa.

      Vou falar por mim: eu achava DV ridiculo ao extremo! Achava amador, tosco, enfim…mil qualidades negativas! Talvez essa pessoa ao conhecer outra dança tenha feito o caminho inverso do meu. Eu que conhecia outras danças nao gostava de DV, mas ao conhecer a DV de verdade me apaixonei, ela ao conhecer outras danças se distanciou da DV tlvz por achar amadora..tlvz o que ela msm fazia o era, ou o q conhecia… Só estou pensando, Nao dando nenhuma resposta…

  10. Daiane Ribeiro disse:

    Acho que o repúdio faz parte e é condição da arte, sendo ela livre para ser expressa, por mais que nos magoe…como versos árabes eu digo em resposta:
    ” Meu coração chora mal compreendido e ao mesmo tempo compreensivo; não culpo por não a amarem e sim por eu amá-la tanto…é um amor platônico e difícil, amantes separados por tantos adventos, coisas de mundo e não de alma.
    A quem não se apega, que não faça falta, que sejam poucas, mas de boa lida; que por ela façam permuta, mas que comigo fique a dor para que assim eu possa expressá-la em seu exagero e com maestria;
    Há muitos sentimentos em uma dança, talvez todos, mas a dor e o prazer de uma mulher, apenas em seu ventre se revelam tão perfeitamente e diante disso não há o que se esconda.”

    Talvez por isso a gente acabe um pouco triste com a verdade sobre as pessoas do meio. Dá pra sacar muito bem quando vemos na dança do ventre a intenção da bailarina. Não adianta fazer ninguém de troxa. Dá pra saber quando é a mais pura vaidade ou quando é oportunismo, dá pra sentir o medo e a insegurança da mulher, dá pra sentir quando a pessoa usa a dança como veículo para tentar ser algo que ela não é. Mas também se sabe que apesar de tudo isso, se existe amor no que se faz, não passarão de pequenos obstáculos para um caminho de surpresas e superações.

    O que falta é só a humildade de sermos sinceras consigo mesmas. Se estiver insegura, dance sua insegurança em vez de tentar escondê-la.
    Talvez a dança do ventre não seja realmente um objetivo que se queira alcançar, por ter uma evolução assim, que é praticamente espiritual e exposta e ao mesmo tempo não reconhecida da melhor maneira, como outras danças…
    Por isso não tenho mais dúvidas ou julgamentos sobre por que as pessoas resolvem migrar e/ou rejeitar.
    Mas compartilhando da tua pergunta: “Qual seu propósito em se manter no meio sem estar nele?”. Eu responderia: “Manter um vínculo descomprometido com este universo, sem contato com tais pessoas, mas curtindo só o que a dança pode oferecer em menor escala.”
    Talvez isso seja possível… acho que ando mais ou menos assim também, por outras vias, vias maternas, rsrs!!!
    Beijão!!!!!

  11. Janah ferreira disse:

    Pera só um tempinho que volto pra falar nisso aqui…amei amei! pera!

  12. Elaine Aliaga disse:

    Lory, eu acho que nada justifica cuspir no prato que se deleitou por tanto tempo, mas sabemos, os seres humanos agem assim muitas vezes e nem nós estamos isentos disso.
    Eu achei muito interessante este texto do Chico Guedes, acho que ele tem toda razão. Meu marido sempre questionou quando dizer “boa música”, ele acha que soa elitizado e discorda completamente… Boa música é a que você gosta de ouvir, a que te faz bem, que te acrescenta, seja ela um funk (tá, apelei) ou uma clássica.
    Com a dança acho que procede da mesma maneira, e assim por diante em tudo quanto é arte, incluindo aí os livros…
    Eu sei que a questão não é o meio, mas acho que ele é o responsável por 50% dos desgostos e dos abandonos. É muito difícil se manter apaixonada depois de tomar alguns tapas na cara, digo isso por vivência mesmo, de quem quase fez parte dessa porcentagem.
    Por outro lado, não vejo como as pessoas possam sair ou desdenhar a arte da dança do ventre depois de ter-se envolvido verdadeiramente com ela. É um caminho sem volta…
    Ouvir uma canção árabe tocante, um mowashahat, tipo Lama baba Iataçama, e não arrepiar a nuca ou sentir vontade de sair dançando é algo que simplesmente não entendo.
    Talvez não tenha havido um envolvimento verdadeiro, sei lá… Talvez role uma identificação maior com dança contemporânea… Enfim, talvez refletir sobre o movimento que existe no Brasil para dar uma “cara acadêmica” para a dança do ventre seja a resposta para esta questão.
    Algo para pensar mesmo…

  13. Natalia Salvo disse:

    Lory, na minha opinião essa coisa de repudiar a arte depois tem muito a ver com uma mágoa muito grande que a pessoa sofreu (geralmente no meio) e acaba sendo um baque tão grande que generaliza pra prática toda. Acho que todo relacionamento passa por crises, e na minha cabeça, o relacionamento com a dança também funciona assim. Eu não curto mais ler as discussões acirradas que rolam (se é que rolam ainda, nem sei) sobre coisas que ainda vão demorar pra mudar. Mas ainda estou na DV, ainda curto, ainda sinto o coraçãozinho bater com algumas músicas (como a Elaine falou ai em cima), ainda curto dançar, a DV ainda é a língua que meu corpo gosta de falar. Mas de repente não era o caminho da pessoa e ela simplesmente continua caminhando até achar algo que ame e que perdure (com ou sem intensidade), mas não detestar já seria um bom começo. Beijos grandes!

  14. Carla disse:

    É por isso que venho aqui de vez em quando, é isso aí, Lory. Ouvi algo parecido um dia desses, kkk, espero que não seja da mesma pessoa… Houve silêncio da boca para fora e um monte de impropérios passeando na minha cabeça. Ouvi tanta asneira a mais depois que me senti mal, não porque o comentário era descabido, mas porque imediatamente lembrei de um episódio e de outro e de outro, descobri que na verdade tudo sempre foi questão de moda para aquela pessoa e para tantas outras. Sabe, a DV não está na moda, já faz tempo. E sabe mais, qd fazia DV sofria com tanta obrigação de seguir a moda dos outros. Afffeee, graças a Deus a gente aprende a dizer “vá catar coquinho, sua maluca!”, nem que seja em silêncio. Pena que não aprendi isso antes.

  15. Lady Burly disse:

    Eu não estou no meio, Lory, só dou aulas para quem já era minha aluna, e não quis abandonar minhas aulas e fazer com outras professoras. E se chega alguma nova aluna, já sabe que as aulas tem um propósito diferente fica quem quer… quem não quer, procura outro lugar, uai!
    Não faço atualizações pq não gosto das coisas novas que aparecem na dv – o que acho q preciso saber dessa dança eu já sei: não quero saber qual é a ultima moda do meio, e sim quais são os movimentos que compõem a dança em si. Básico, camelo, oito, tremido, deslocamentos…é isso? Então pronto… quem quiser saber das novidades que vá procurar professoras que trabalham com isso! Até pq, quem faz aula comigo sabe que não vai dançar em festival nenhum, a não ser q se inscreva por conta própria… dessa forma, acabei criando um núcleo de alunas que fazem a dança por que querm fazer a dança para si, e não para se tornarem estrelas. Cada macaco no seu galho.

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