Vivendo de naftalina

Em uma comunidade no Facebook, uma amiga minha de longas datas, lança essa: “por que ninguém mais dança Joumana? Por que ninguém mais dança George Abdo?”.

Choveram hipósteses e respostas, mas eramos todas concordantes de que no mercado bellydance atual há uma busca desenfreada por músicas novas, de preferêndia, grandes clássicas, onde haja entrada, haja véu, haja malabarismo e haja tédio.

Porque foi-se o tempo em que a variedade musical era estimulada, movimentos simples e pequenos, apreciados e as grandes peças musicais, mais valorizadas e vistas como parte essencial do repertório de qualquer bailarina.

E Sayed Balaha? Suas famosas Hopatito Balaha e Shake me Balaha? Basboussa? Shik Shak Shok? Sawah, Zay el Howa, Gana el Hawa? Músicas que sempre fizeram a alegria da galera e que agora, coitadas, estão reservadas a alguma coisa que se aproxima muito do movimento “cult”.

O site Wikipédia define “cult” como uma denominação dada aos produtos da cultura popular que possuam um grupo de fãs ávidos.

“Geralmente, algo cult continua a ter admiradores e consumidores mesmo após não estar mais em evidência, devido à produção interrompida ou cancelada. Muitas obras e franquias, inclusive, atingem status de cult depois que suas “vidas úteis” supostamente expiraram.”

Pois bem, se George Abdo, Sayed Balaha e músicas do repertório tradicional árabe como Abdel Halim Hafez, Farid el Atrash e Warda expiraram, tô vivendo no mofo – e super satisfeita porque é ainda com essa turminha aí que encontro o sabor que minha vida precisa pra ficar mais doce ou salaga ou azedinha e quem sabe, até picante?

Degustem-se:

Oyoun – Monah Souad (GO-Brasil)

Sawah – Tamar Bar-Gil (Israel)

Basboussa – Omaris (República Dominicana)

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Sobre lorymoreira

Baiana, blogueira e apaixonada por música e dança árabe!
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7 respostas para Vivendo de naftalina

  1. rosanesampaio disse:

    Gostei muito!! Penso igual. Será que stamos ficando velhas ou o gosto está ficando mais apurado?

  2. Bianca Gama disse:

    Apoiadooo!
    Amo as músicas antigas, de raiz!

  3. lauradacunha disse:

    Acho que devemos dançar de tudo! O que mais me incomoda na cena atual da dança do ventre é o excesso de modismo e a ditadura das regras. Agora tem regra para absolutamente tudo! Você não vê mais um show em que cada bailarina faz alguma coisa completamente diferente uma da outra, é todo o mundo igual, tudo com o mesmo padrão (foi para espetar mesmo).
    Saudades do tempo em que o legal era cada uma ter o seu estilo…

  4. Lucy Linck disse:

    EEEEE!!! E um viva às amantes das bailarinas e músicas “das antigas”!!!!

  5. Vivi disse:

    Mas é isso mesmo, né? Quando estou de boa vontade com a Dança do Ventre e paro para assistir algo no Youtube ou vou à alguma mostra de dança, esse questionamento sempre me aparece. Tanta música chata e repetitiva hoje em dia….. E já que outros elementos se incorporaram à DV, porque não mostrar outras leituras dessas músicas (seria uma possibilidade aos sedentos por novidades, não é?).
    Até hoje, não troco CDs como Sayed Balaha, Oyoun e Jalilah’s por nenhum outro (e assim não chega nenhuma barata perto de mim! hohohohohohohohohohoho)

    bjbj, Vi.

  6. Hanna Aisha disse:

    Então, sou dessas, Lory, vc sabe! Acredita que vou dançar “Basboussa” semana que vem? heheheheeh com minha galabia!!! ahahahah Beijos

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