Aziza: um suspiro de alívio

Andava meio descrente de workshops de dança do ventre porque a grande maioria, e vocês sabem disso tanto quanto eu, se baseia em sequências que a instrutora passa, a gente grava, filma, vai pra casa e depois acabou por aí.

“Ah, Lory, mas dá para pegar coisas bacanas!”. Dá, é verdade. Mas você não tem a oportunidade de experimentar o movimento no seu corpo e ser orientada pela instrutora durante um workshop baseado apenas em sequências. Você grava ou não. Você também pode filmar. Você e a turma inteira. E aí, alguém posta no youtube. Pronto: está lá no tubinho o resultado final de um workshop inteiro que você pagou uns bons tostões para fazer.

Bom e daí que fui fazer o workshop de “Sinuosos” com Aziza mor-Said, neste sábado, dia 10. Primeiro pelo desejo de estudar, segundo, pela baita bailarina que ela é, terceiro pelo tema, que me conquistou pela simplicidade (nada daqueles mirabolantes “Aprenda 45678 variações de arabesques”), em quarto lugar, por só ter escutado excelentes referências dela enquanto professora e em último, por ser um workshop com um tempo generoso de 4 horas de duração.

Fui, fiz o work e saio com um imenso suspiro de alívio. O que Aziza nos deu foi conteúdo. Do mais básico movimento sinuoso (os oitos, ondulações e redondos que a gente já conhece) até as combinações mais criativas possíveis.

Foi uma aula extremamente coerente, com conteúdo consistente, uma professora extremamente atenciosa, que conseguiu fazer a sua aula ser preciosa para meninas com apenas 6 meses a mais de 10 anos de prática de dança do ventre. E acreditem, sem usar uma única sequência pra gente ficar gravando e repetindo, repetindo, repetindo…

Além do suspiro de alívio, minha reverência a Allana Alflen, que tão bem organizou esse evento e fez uma escolha perfeita tanto do tema, quanto da professora/bailarina. Também que fique registrada a minha gratidão a Aziza – que me trouxe de volta o desejo de voltar a participar de outros workshops e me deu ferramentas fantásticas pra me deliciar com a dança e a minha mini-bailarina do quadril 😉

Beijos e queijos.

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Sobre lorymoreira

Baiana, blogueira e apaixonada por música e dança árabe!
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5 respostas para Aziza: um suspiro de alívio

  1. Aziza disse:

    Oi Lory, obrigada pelo retorno. A impressão que fica é super importante de ser compartilhada comigo, pra eu poder sempre estar reavaliando os conteúdos com o intuito de melhorar. Fico feliz em saber que o work te trouxe essa vontade de apostar nos estudos. Beijoooo

    • lorymoreira disse:

      Obrigada pela visita e pelo comentário, Aziza. É uma honra recebê-la aqui. Mais honra maior mesmo foi ter feito aquele work tão gostoso e proveitoso contigo. Tomara que vc volte a Salvador para outros workshops. Estou aqui na torcida!

  2. Daiane disse:

    Oi Lory! Fico muito feliz por ter te oportunizado essa aula, pois a descrença é muito grande mesmo e realizar um bom workshop também não é fácil. Aziza, apesar de não conhecê-la pessoalmente é uma grande bailarina, tem muita “bagagem” e me parece ter uma ótima personalidade, que enfim garante que a pessoa se importe realmente com sua arte e com as pessoas. Todo mundo sabe que tem gente que tem menos tempo de dança e não sabe reavaliar e sequer questionar-se em relação ao seu ensino. Parabéns a Aziza, um grande beijo!

    • lorymoreira disse:

      Todo mundo sabe que tem gente que tem menos tempo de dança e não sabe reavaliar e sequer questionar-se em relação ao seu ensino.
      Exatamente, fia… e isso criou uma abertura muito grande pro mercado de workshop – o que, por um lado, é ótimo, mas por outro, criou uma cultura de “vou lá, ensino uma coreografia e acabou”.
      Vejo muitas meninas ainda bem verdinhas que se contentam em fazer um workshop só para estarem próximas às suas “divas”. Isso é legal pq oportuniza o contato com a pessoa real, que está ali, tem braços, pernas e sangues nas veias. Por outro, pode ser constragedor: tem muita diva que se esquece de descer do pedestal e ocupar um lugar de mestre – aquele que ensina sem buscar pra si um reconhecimento social.
      Por isso, ao invés de fazer aulas com “divas”, prefiro fazê-las com mestres – pessoas providas de mais humildade e total doação de conhecimento.
      A Aziza é uma baita bailarina, com bagagem longa, mas como professora ocupa muito bem esse lugar de mestre (no sentido mais poético do termo). Se ela vier a Salvador de novo, faço workshop de novo pq isso, hoje em dia, é raro de encontrar.

  3. Olha Lory…eu tbm estava meio avessa aos works…mas esse ano eu fiz 3 works q me ensinaram bastante e q não me arrependi nem um pouquinho….o 1º foi de Milla (vimos várias coisas como Chair Dance, Giros maravilhosos, entradas em cena e uma seq. de um Derback bem legal), o 2º foi o da Esmeralda (q não deu uma seq. sequer de dança mas os movimentos aprendidos para alongamento foi maravilhoso e trabalho eles td dia) e me arrependi imensamente de não ter feito o outro dela q era tbm de giros…e o 3º foi da nossa eterna MUSA Lulu (e ensinou tbm movimentos para alongamentos e tbm de braços q treino tds os dias tbm e no final passou uma seq. tbm) mas o mais importante foram exatamente os exercicios q elas passaram e q treino até hj e não me arrependi nem um pouquinho por ter gastado meu dinheiro suado nesses works…..O q quero dizer com isso é q talvez a mentalidade das professoras estão mudando em relação a um work….acho q estão vendo q a melhor forma de passar algum aprendizado não apenas através de seq. de uma coreo….Ainda bem, e nós agradecemos!!! Bjs

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