Romântico Árabe

Se você anda atenta ao cenário da dança do ventre no Brasil, já percebeu a tendência da inclusão de músicas românticas no repertório dos eventos por aqui.

Creio que o grande boom aconteceu após o surgumento do fenômeno Daria Mickevich – que adotou essa modalidade e deu e ela uma visibilidade, um status profissional. Antes dela, dançar músicas lentas era para iniciantes, para aquecimento de aulas e momentos íntimos reservados aos enamorados.

Pelas nossas bandas, muita dançarina tem mandado muito bem na leitura dessas músicas românticas e me educado para essa nova possibilidade dentro do repertório – de alguma forma, elas têm me tornado sensível à necessidade de observar as sutilezas de suas variações de expressão corporal e facial e o que fazer para não cair no risco do tédio durante a interpretação de uma peça romântica.

Parece fácil, mas não é. Não é porque, na maioria das vezes, o humor da música é lânguido e, de primeira, muito linear. Mas com um tempo de observação você começa a perceber as variações rítmicas existentes, os momentos de mais força e crescimento, os instrumentos que floreiam o fundo de cada música, a riqueza de possibilidades de se ler, por exemplo, ora a voz do cantor, ora  o ritmo, ora um instrumento que aparece floreando a melodia.

Deixo aqui alguns vídeos bem interessantes pra nosso estudo e referência, mas antes, uma dica preciosa: se você resolver interpretar uma música romântica, procura a tradução! Essencial para quem quer, além de demonstrar que domina habilidades técnicas, transmitir ao público o sentimento contido em cada peça musical.

Coreografia de Erica Seccato (não sei qual a música. Se alguém souber, avisa nos comentários, ok?)

Cris Azevêdo dança Kermal Oyounak

Aziza Mor-Said dança Law Hobna Ghalta

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Sobre lorymoreira

Baiana, blogueira e apaixonada por música e dança árabe!
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8 respostas para Romântico Árabe

  1. Lívia carine disse:

    Lory somente uma correção muito necessária. A coreografia romântica do espetáculo Passagem não é da Elis Pinheiro. É da Erica Seccato. Teve um supervisionamento da Elis, mas a autoria é da Erica. Beijinhos

  2. Hanna Aisha disse:

    Sem dúvida nenhuma, a moda surgiu a partir da Daria!

    Continuo não gostando ouvir, ver e muito menos fazer. Acho bem chato mesmo. Maaaaaas, um tipo de música interessante para se “forçar” o uso de variações em sala de aula, justamente por ser linear.

    Beijos

  3. Márcia Mignac disse:

    Lory que saudade! Antes do meu “afastamento” dos palcos da dança do ventre, tinha essa tendência de dançar baladas românticas árabes. Que bom me emocionar novamente e ser sacudida por uma enorme saudade da dança!!!! Aparentemente lineares, as baladas românticas solicitam uma dramaturgia que vai além da coleção de passos. Precisa entender a narrativa da música e se deixar levar pela letra sim!!!! Amo!!!!! Beijinhos lotados de saudade!

  4. Samara Leonel disse:

    Adorei o post, Lory! E jamais pensei que fosse gostar de uma coreo grupal de romantica como gostei dessa dai! Beijoca

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